sexta-feira, 24 de julho de 2020

Em MS, 289 mil pessoas tiveram aumento da carga horária em suas jornadas de trabalho




Dados da PNAD-Covid-19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada nesta quinta-feira (23), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou um grande número de pessoas ocupadas e não afastadas com horas normalmente trabalhadas maiores durante a pandemia. São 289 mil pessoas nesta condição.

Em contraponto, 27 mil pessoas experimentaram a redução da carga horária em suas jornadas de trabalho, número 3,9% maior que o mês anterior (26 mil), o que representa 13,2% das pessoas ocupadas no estado.

Em relação ao rendimento médio real de todos os trabalhos (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência), o valor habitualmente recebido por um mês completo de trabalho foi de R$ 2.307,00. Já o rendimento efetivo dos trabalhadores (R$ 2.006,00) ficou 10,1% abaixo do rendimento habitual.

Em junho, 307 mil pessoas ocupadas tiveram rendimento efetivo menor do que o normalmente recebido antes da pandemia. Esse dado é 2% maior do que o mês anterior e representa 26,4% no total de pessoas ocupadas e com rendimento do trabalho no estado. Além disso, 2,2% dos trabalhadores ocupados obtiveram um rendimento efetivo maior do que o normalmente recebido durante o período de referência, o que, em números, são 25 mil pessoas.

A proporção de domicílios que receberam algum auxílio relacionado à pandemia foi de 43% do total de domicílios (68,3 milhões) no país. O valor médio do benefício foi de R$ 881 por domicílio.

Nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente, 60,0% e 58,9% receberam esse tipo de auxílio. Em Mato Grosso do Sul, 39,1% dos domicílios receberam algum auxílio relacionado à pandemia em junho. Em maio eram 35,4%. O valor médio recebido pelos domicílios sul-mato-grossenses ficou em R$ 855,00, 5,7% maior que o mês anterior (R$ 806,00).

Cresce em 18,6% número de pessoas que trabalhavam de forma remota, em MS

Mato Grosso do Sul, no mês de maio, tinha o correspondente a 75 mil pessoas ocupadas e não afastadas que trabalham de forma remota, o que corresponde a 7,5% da população ocupada à época. Contudo, em Junho, esse número aumentou para 89 mil pessoas (8,4% da pop. ocupada). Em termos comparativos, no Brasil são cerca de 12,7%, e no Centro-Oeste são 11%. MS tem a nona menor taxa entre as UFs. No CO, apenas Mato Grosso continua com percentagem menor (4,8%).

O proxy, que é o percentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas, isto é, trabalhadores informais/pessoas ocupadas x 100, das pessoas com 14 anos ou mais de idade em MS caiu 1,1 p.p e ficou em 31,6%. No mês de junho representou a sexta menor porcentagem em termos das Unidades de Federação e continua como a segunda menor porcentagem da região Centro-Oeste. No Brasil e no CO houve estabilidade, ficando em 34,8% e 33,7%, respectivamente. Os outros estados da região CO tem as seguintes percentagens: Goiás 36,8%, Mato Grosso 34,5% e Distrito Federal 27,5%.

Em relação às pessoas ocupadas e na informalidade, Mato Grosso do Sul teve queda, e agora tem cerca de 370 mil pessoas nessa situação, continuando com a segunda menor marca em comparação aos estados do Centro-Oeste. Goiás lidera esse ranking regional com 1,1 milhão de pessoas, seguido por Mato Grosso (525 mil) e Distrito Federal (369 mil). Em comparação com outras unidades da federação, MS acaba por ocupar a vigésima primeira.

O percentual de pessoas desocupadas ou não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar em MS atingiu 19,2%. Para o Brasil, o percentual foi de 26,2% (aumento de 0,9 p.p). A região Centro-Oeste apresentou a marca de 21% (segundo menor índice) entre as pessoas desocupadas ou não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas que gostariam de trabalhar.

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