domingo, 1 de setembro de 2013

Taiana e Talita vencem etapa de circuito

Terra

Taiana e Talita deram show neste domingo, em Recife (PE), e conquistaram o título da primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia. A dupla líder do ranking do Circuito Mundial venceu a jovem Rebecca, de 20 anos, e Lili na decisão na arena montada na Praia do Pina.

O início do primeiro set contou com um forte equilíbrio entre as finalistas. De um lado, Taiana e Talita apresentavam uma defesa forte e bons contra-ataques, enquanto o outro lado atacava com a sutileza de Lili e a força de Rebecca.

Não tardou, porém, paraTaiana/Talita conseguir uma vantagem. Contando com ótimos bloqueios do paredão Talita, a parceria abriu 13 a 8 e foi para o tempo técnico com folga. Desestabilizadas, Rebecca e Lili tornaram-se presas fáceis para Taiana e Talita, que venceram por 21-14.

Na segunda parcial, Lili/Rebecca começou melhor, mas Taiana/Talita se reergueu e empatou em 6 a 6 após bons bloqueios de Talita e ataques precisos de Taiana. O duelo segui equilibrado ponto a ponto até 16 a 16. Foi aí que os contra-ataques de Taiana/Talita fizeram a diferença e

Formada em 2012, a dupla Taiana/Talita venceu pela primeira vez uma etapa do Circuito Banco do Brasil. Na última edição, elas disputaram quatro etapas, mas sem sucesso. Já no Circuito Mundial, elas já foram campeãs em cinco etapas este ano.

Talita, de 31 anos, tem duas Olimpíadas no currículo (quarta colocada em Pequim e nona em Londres) e um título do Circuito Banco do Brasil, em 2009, ao lado de Maria Elisa. Taiana, 29, despontou de vez para o vôlei de praia ao lado da veterana Talita este ano.

Até 2016, universidades federais terão 50% de estudantes cotistas


Terra

Antonio Oliveira começou a trabalhar aos 13 anos fazendo um pouco de tudo para ajudar os pais na sua cidade-natal Colinas, no Maranhão. Foi ajudante de feira, trabalhou em supermercado, vendeu sacolé na rua, trabalhava com os irmãos no campo ajudando os pais a cultivarem grãos e hortaliças. Depois, ia com o pai vender na Ceasa.

Antonio estudava em escolas públicas rurais e desde o fim do ensino médio tinha um sonho: ir para uma das grandes universidades federais brasileiras, no Rio, em Brasília ou em São Paulo. Aos 24 anos, Antonio acaba de completar seu primeiro semestre estudando Ciências Econômicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele entrou na primeira turma da instituição desde que a presidente Dilma Rousseff sancionou, há um ano, a Lei das Cotas.

A lei estabelece uma reserva de 50% das vagas em todas as universidades federais brasileiras para alunos de escolas públicas, famílias de baixa renda e ascendência negra ou indígena (o primeiro critério é obrigatório e os demais podem coincidir ou não). A medida, acredita Antonio, ajudará muitos como ele a vencer o ciclo da pobreza.

"Quem nasceu no interior, principalmente no Norte e Nordeste, não tem perspectiva de fazer uma faculdade, e ter um emprego melhor", diz. "Nessas cidadezinhas, as únicas alternativas são ir para o campo ou trabalhar na prefeitura. Antes não havia perspectiva de sair e estudar."

Ação afirmativa
Antonio se inscreveu para o benefício das cotas com base nos critérios racial (ele é mulato) e social. Ele conversou com a BBC Brasil logo antes de fazer uma prova, debruçado sobre um pesado livro de microeconomia no pátio interno do Instituto de Economia da UFRJ, no campus da Praia Vermelha.

"Aqui estou, cursando o primeiro semestre, sofrendo a duras penas, tendo que estudar muito. Algumas matérias são bem difíceis, e eu não tive uma base muito boa", admite. "Mas isso não é desculpa, porque com um esforço maior dá para compensar, e é isso que estou fazendo. Acabo tendo que estudar o dobro, pegar monitoria com os colegas, tudo para ter uma boa educação na universidade."

A chamada "ação afirmativa" começou a ser adotada por universidades no Brasil há dez anos, com o objetivo de aumentar o acesso de jovens de camadas desprivilegiadas ao ensino superior - e, por conseguinte, a melhores empregos, buscando aumentar a mobilidade social.

Neste ano se completaram 125 anos desde a abolição da escravatura no Brasil, mas a desigualdade racial ainda é gritante quando se fala em renda e oportunidades na educação.

Dados do IBGE mostram que a renda dos negros é em média pouco mais da metade que a de brancos (no ano passado, nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras, brancos ganhavam em média R$ 2.237, enquanto negros ou pardos ganhavam R$ 1.255). A população branca tem em média dois anos a mais de ensino que negros e pardos.

Impacto significativo
As primeiras instituições a estipularem reservas de vagas eram estaduais e ao longo da década diversas universidades foram adotando modelos diferentes. Os critérios para as cotas eram variados, podendo ser raciais, sociais ou uma combinação de fatores.

Com a Lei das Cotas, a política passou a ser obrigatória nas 59 universidades federais do País, que têm até 2016 para alcançar a reserva de metade das vagas para estudantes cotistas.

O cientista político João Feres Júnior, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), diz que antes da nova lei 70% das universidades federais já adotavam algum tipo de ação afirmativa. Mas desde a vigência da Lei das Cotas, o número de vagas para cotistas nas federais dobrou, passando de 30 mil para 60 mil.

Ele faz a ressalva de que o universo total de vagas nas federais brasileiras também se expandiu, tendo passado de 140 mil para 188 mil do ano passado para cá. Ainda assim, o impacto é significativo - sobretudo para a parcela de estudantes negros, pardos ou indígenas, que mais cresceu proporcionalmente.

Feres diz que, antes da lei, muitas universidades adotavam apenas critérios sociais para a reserva de vagas, mas defende a incorporação do critério racial.

"Nem toda desigualdade pode ser combatida por programas que adotam apenas a classe social ou da renda como critério. É inegável que ainda há discriminação racial no Brasil. Se a ideia é incluir grupos que estavam excluídos do ensino superior, é apenas sensato incluir ambos os critérios."

Polêmica
Mas as cotas raciais ainda geram polêmica no país e têm muitos opositores na sociedade e na comunidade acadêmica. Antonio Freitas, pró-reitor da Fundação Getúlio Vargas, considera a política das cotas "um passo para trás" para o país. Ele afirma que facilitar o acesso de determinados grupos às universidades nega o princípio do mérito e ameaça a excelência acadêmica.

"Isso é ruim para o futuro do Brasil, porque o objetivo das universidades é gerar pesquisa de qualidade", diz. "Eventualmente, você pode não ter as pessoas mais bem-qualificadas na Engenharia, na Medicina, nas áreas mais desafiadoras que o Brasil precisa desenvolver", diz.

Freitas diz que o Brasil nunca teve políticas públicas baseadas em raça e que isso pode gerar uma divisão na sociedade. Ele diz que o país está tentando resolver um problema artificialmente. Em vez de investir na educação básica e dar a todos condições de competir em par de igualdade, está tentando "forçar alunos fracos a entrar nas universidades."

Alunos esforçados
Dez anos atrás, a Uerj foi pioneira na adoção de uma política ação afirmativa, com uma reserva de vagas para estudantes negros e pardos. O modelo foi ajustado com o tempo e hoje combina critérios raciais e sociais, e todos os beneficiados chegam de escolas públicas.

Com uma década de experiência, o reitor Ricardo Vieiralves considera o modelo um sucesso e diz que, hoje, a Uerj reflete de maneira mais fiel a diversidade da população brasileira. Ele afirma que os estudantes cotistas são os que menos abandonam o curso e se formam mais rapidamente.

"No início suas notas são mais baixas, mas eles se igualam aos outros até a segunda metade do curso ou mesmo superam os não-cotistas", diz. "É uma oportunidade. E o que é mais impressionante é que eles a agarram como uma oportunidade ímpar na vida, e estudam como uns loucos."

Papa Francisco decreta dia de jejum e oração para 7 de setembro


Agência Brasil

O papa Francisco decretou hoje (1º), durante a oração do Angelus, um dia de jejum e oração em todo o mundo, a ser realizado no sábado (7), pela paz na Síria e em todo o Oriente Médio.

“Que o grito se eleve com força por um mundo de paz e não à guerra!", disse o papa em apelo feito perante milhares de pessoas que assistiam à oração de domingo na Praça São Pedro, em Roma.

“Condeno veementemente o uso de armas químicas. Ainda tenho gravadas na minha mente e no meu coração as imagens terríveis dos últimos dias", acrescentou. "Há um julgamento de Deus e um julgamento da história sobre as nossas ações, a que não podemos escapar ".

Ele convocou para a vigília no dia 7 de setembro, entre as 22h e a 0h (hora de Brasília), cristãos, fiéis de outras religiões e mesmo os que não são crentes.

Recadastro de idosos vai até 6 de outubro

Os idosos que possuem a carteira de gratuidade no transporte de passageiros em Mato Grosso do Sul com prazo indeterminado de validade e os portadores de deficiência com carteiras de gratuidade emitidas até fevereiro de 2012 deverão fazer o recadastramento até o dia 6 de outubro de 2013 para continuar usufruindo do benefício.

Segundo a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agepan), após esta data as carteiras perderão a validade. Para fazer o recadastramento, o beneficiário deverá procurar o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do seu município. Ainda de acordo com a Agepan, as demais carteiras deverão ser renovadas nos respectivos vencimentos.

Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (67) 3321-3228 ou 0800 600 0506

Seleção masculina de judô é eliminada


Terra

Com uma atuação aquém do esperado a Seleção Brasileira de Judô masculina perdeu a primeira luta deste domingo, contra a Alemanha, e foi eliminada do Mundial por 3 a 2. Sem os principais judocas, Tiago Camilo e Leandro Guilheiro, lesionados, o time masculino saiu apenas com uma medalha individual, a de prata, na categoria pesado, para Rafael Baby Silva.

Para o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, a falta de Tiago Camilo, que foi cortado por lesão, afetou os atletas, já que o judoca é uma liderança para a jovem Seleção.

Diria que o Tiago Camilo faz falta pela sua liderança dentro do grupo. Embora seja uma equipe jovem, muito talentosa. Ele não só fortaleceria a categoria de 90 kg, como ajudaria a contagiar os outros atletas que não têm tanta casca para suportar uma competição como esta. O afastamento dele pela lesão acabou prejudicando não só a categoria de 90 kg, mas a equipe como um todo. É alguma coisa que faz muita falta”, afirmou.

Wilson acredita que o resultado no individual abalou o grupo que entrou no tatame nesta manhã, influenciado pelo baixo desempenho da semana. Segundo ele, os atletas não corresponderam, principalmente em lutas que eram mais tranquilas. Bruno Mendonça, da categoria leve, foi o mais criticado.

“Acho que o estado emocional da equipe, pelo rendimento abaixo no individual, tenha abalado eles. São várias atletas com desempenho aquém do esperado. Acho que isso acabou afetando o grupo. É outra competição, dentro da mesma competição. Eles não tiveram tempo para recuperar a equipe e se reequilibrar. Caímos em uma chave muito boa, mas os resultados foram muito ruins. Os atletas não corresponderam em cima do tatame", declarou.

Ele ainda defendeu Rafael Silva, medalhista de prata, e fez outras críticas. "A luta do Baby era dura. A luta que não correspondeu foi a de 73 kg, a do Bruno. Ele simplesmente não lutou. O resultado não poderia ser decidido no Baby, era uma bola dividida, era uma luta muito dura. Venceu ontem aqui, mas perdeu na Olimpíada. Mas no peso leve, era uma categoria que esperávamos ganhar”, disse Wilson.

Para tentar motivar os judocas, na noite de sábado foi realizada uma palestra com o campeão e ex-judoca Aurélio Miguel, além do ainda judoca Tiago Camilo.

Essa é a quarta vez que o Brasil fica fora do pódio em mundiais por equipes - as outras foram em Paris 1994, Basel 2002 e Paris 2006. A equipe masculina tem no currículo quatro pratas e dois bronzes.

UEMS abre grupos de teatro e coral infantil


A Casa da Cultura UEMS, em Dourados, está dando início a duas novas atividades: um grupo de teatro amador e um coral infantil. De acordo com o músico Heitor Corrêa, coordenador da Casa da Cultura, a participação em qualquer uma das atividades é gratuita e aberta à comunidade em geral.

O grupo de teatro amador já começou suas atividades, dirigido pela diretora e autora Bete Morais. Podem participar do grupo pessoas de todas as idades. Os ensaios acontecem todos os sábados, das 14h às 17h, na própria Casa da Cultura, localizada na Rua Monte Alegre, 1810, próximo ao cruzamento com a Rua Presidente Vargas.

O coral infantil, sob direção da maestrina Mirian Suzuki e Dani Rodrigues, é destinado a crianças de 7 a 12 anos. Os ensaios acontecerão toda quinta-feira das 15 às 17 horas, a partir do dia 12 de setembro, também na Casa da Cultura. A reunião informativa aos pais ou responsáveis, com presença obrigatória, acontecerá no dia 26 de setembro às 18h.

Arianno Suassuna passa bem após sofrer aneurísma cerebral


Terra

O motivo do mal-estar do escritor paraibano Ariano Suassuna foi um aneurisma cerebral, conforme diagnóstico do Real Hospital Português, no Recife, onde ele está internado desde o início da tarde de quinta-feira (29). O aneurisma, detectado após um exame de arteriografia cerebral feito nesse sábado (31), já foi tratado. De acordo com o hospital, Suassuna passa bem e está consciente. No entanto, não há previsão de alta.

É a segunda internação em menos de um mês do autor da obra Auto da Compadecida. No dia 27 de agosto, ele teve alta após sete dias internado, em virtude de um infarto. Na quinta-feira (29), Suassuna voltou ao hospital após sentir-se mal.