O nitrato de potássio reúne potássio e nitrogênio
O Potássio é um dos nutrientes centrais para o desenvolvimento das plantas e para a produtividade das culturas, com funções ligadas à regulação osmótica, ao funcionamento dos estômatos, ao transporte de fotoassimilados, à ativação enzimática e à tolerância a estresses. Segundo o engenheiro agrônomo Guilherme Ceccherini, a escolha do fertilizante deve considerar não apenas o teor de K₂O, mas também as características de cada fonte e as condições de uso.
Entre as opções mais comuns está o cloreto de potássio, com cerca de 58% a 62% de K₂O, considerado uma fonte concentrada e econômica, mas que exige atenção em culturas sensíveis ao cloro. O sulfato de potássio, com 48% a 52% de K₂O, também fornece enxofre e não contém cloro, sendo indicado para cultivos mais sensíveis.
O nitrato de potássio reúne potássio e nitrogênio, apresenta alta solubilidade e pode ser utilizado em fertirrigação. Já o fosfato monopotássico fornece potássio e fósforo, é totalmente solúvel em água e também se adapta à fertirrigação e às aplicações foliares. O fosfato dipotássico é outra alternativa com potássio e fósforo, além de ser solúvel em água.
Fontes multinutrientes, como K-Mag e polihalita, podem acrescentar magnésio e enxofre ao manejo. As cinzas vegetais têm composição mais variável e devem ser usadas com cautela, apesar de poderem fornecer potássio e micronutrientes.
A definição da fonte mais adequada depende do solo, da cultura, da sensibilidade ao cloro, da necessidade de outros nutrientes, da solubilidade, do sistema de aplicação e do custo por unidade de nutriente. O manejo deve ajustar fonte, dose, momento e local de aplicação para elevar a eficiência do fertilizante e favorecer o desempenho das lavouras.
Agrolink - Leonardo Gottems

Nenhum comentário:
Postar um comentário