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Os mercados agrícolas começam esta sexta-feira com movimentos de alta em trigo, soja e milho, embora a oleaginosa registre realização de lucros após uma sequência de ganhos. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina fatores cambiais, demanda firme, riscos climáticos e preocupações logísticas no comércio internacional.
No trigo, os preços nos Estados Unidos avançaram com a incerteza no Mar Negro e a fraqueza do dólar diante de outras moedas. O contrato para dezembro de 2026 chegou a superar US$ 7 por bushel e fechou próximo desse nível. Ataques a portos, embarcações e estruturas na Rússia e na Ucrânia aumentam as dúvidas sobre o ritmo das exportações, enquanto problemas logísticos já pressionam preços em países como Romênia e Bulgária. No Paraná, os valores também subiram com a demanda por farinha e a baixa disponibilidade de trigo de boa qualidade.
A soja recua nesta manhã com realização de lucros, mas mantém sustentação em Chicago. A demanda, as vendas da nova safra e os riscos climáticos seguem dando suporte aos contratos. As vendas norte-americanas chegaram a 1,723 milhão de toneladas para a nova temporada, com a China respondendo por 1,13 milhão. No Brasil, a semana também foi de alta, com compras chinesas e maior disputa das indústrias por estoques.
No milho, Chicago preserva o viés positivo após estimativas de produtividade abaixo do esperado na Pro Farmer Crop Tour. O contrato de dezembro voltou a superar US$ 5 por bushel, no maior nível desde maio. No mercado brasileiro, o consumo interno e externo firme mantém os preços em trajetória de alta, com expectativa de sustentação até a colheita da primeira safra 2026/27. Entre os indicadores, o dólar futuro estava em R$ 5,2050, com alta de 0,45%, o Brent em US$ 93,39, e o índice dólar recuava 0,24%
.Agrolink - Leonardo Gottems

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