sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Análise de solo deve ir além dos nutrientes básicos

 

                                                 Foto: Divulgação


A profundidade da amostragem também merece atenção

A análise de solo é uma ferramenta essencial para identificar limitações do ambiente produtivo e orientar de forma mais eficiente as decisões sobre fertilidade e aplicação de insumos. Segundo Cristiano Zemolin, auxiliar técnico em pesquisa agrícola, a interpretação dos resultados precisa ir além dos indicadores mais conhecidos, como pH, fósforo e potássio.



Além do chamado NPK, a avaliação deve considerar cálcio, magnésio, enxofre, alumínio, H+Al, capacidade de troca de cátions, saturação por bases, matéria orgânica e micronutrientes como boro, zinco, cobre e manganês. A leitura conjunta desses parâmetros permite compreender melhor as condições do solo antes de definir o manejo.


A profundidade da amostragem também merece atenção. Resultados obtidos na camada de 0 a 20 centímetros podem mostrar apenas parte das condições encontradas pelas plantas. Dependendo da cultura e do objetivo da avaliação, a análise entre 20 e 40 centímetros pode revelar problemas como acidez, deficiência de nutrientes e restrições ao desenvolvimento das raízes.



Nesse contexto, a análise não deve servir apenas para calcular a quantidade de fertilizante a ser aplicada. O diagnóstico precisa ajudar a identificar o que está limitando o potencial produtivo da área e direcionar os investimentos para os pontos de maior necessidade.


Na Agricultura de Precisão, esse processo permite transformar dados em decisões, corrigindo deficiências onde elas realmente existem e reduzindo aplicações desnecessárias. A interpretação adequada dos números ajuda o produtor a diferenciar investimento de custo e dá mais base técnica para definir o manejo de cada área

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