quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Papa Leão XIV enfrenta câncer de pulmão e passa por cirurgia em Roma

 

                                           Adenocarcinoma pulmonar, câncer que atinge o Papa. (Foto: Reprodução) 


O diagnóstico de câncer de pulmão no papa Leão XIV, de 71 anos, chamou a atenção para uma doença que pode evoluir silenciosamente e atingir até mesmo pessoas que nunca fumaram.


O líder da Igreja Católica passou por uma cirurgia na terça-feira (13), em Roma, para retirar um tumor identificado no pulmão direito.


O procedimento foi realizado no Hospital Gemelli e durou aproximadamente 90 minutos.


Os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito, utilizando uma técnica cirúrgica videoassistida. A operação terminou sem complicações, e o pontífice despertou normalmente da anestesia.


A análise do tecido retirado confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, o subtipo mais frequente de câncer de pulmão. A suspeita já havia sido levantada durante os exames realizados antes da intervenção.


O papa havia comunicado aos fiéis, no domingo (11), que os médicos encontraram um nódulo localizado em estágio inicial. A recomendação foi realizar a cirurgia para retirar a lesão.


A previsão é que Leão XIV permaneça hospitalizado por aproximadamente uma semana. Seus compromissos públicos foram suspensos até 20 de outubro.


Câncer pode evoluir sem apresentar sintomas


O adenocarcinoma pulmonar se desenvolve a partir de células glandulares presentes nos pulmões, geralmente nas regiões periféricas do órgão, próximas aos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas da respiração.


A doença pertence ao grupo dos cânceres de pulmão de não pequenas células e, em muitos casos, apresenta crescimento mais lento do que outros tipos de tumores pulmonares.


Uma das principais dificuldades é que o câncer pode permanecer sem manifestações perceptíveis durante as fases iniciais. Quando aparecem, os sintomas podem ser confundidos com problemas respiratórios comuns.


Entre os sinais que exigem investigação médica estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço frequente, chiado ao respirar, perda de peso sem explicação e presença de sangue no escarro.


Em situações mais avançadas, também podem ocorrer dificuldade para engolir, perda de apetite e inchaço no rosto ou na região do pescoço.


Doença também atinge quem nunca fumou


Embora o cigarro seja o principal fator de risco para o câncer de pulmão, o adenocarcinoma também pode surgir em pessoas sem histórico de tabagismo.


A exposição à fumaça de outras pessoas, à poluição atmosférica e a substâncias como amianto, radônio e compostos químicos industriais está entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença.


O adenocarcinoma é especialmente frequente entre os casos de câncer de pulmão diagnosticados em pessoas que nunca fumaram. Isso reforça a importância de investigar sintomas persistentes, independentemente do histórico de consumo de cigarro.


Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura


A investigação pode envolver exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada. Quando uma alteração suspeita é identificada, a biópsia permite analisar o tecido e confirmar a presença de células cancerígenas.


Após o diagnóstico, outros exames ajudam a determinar o estágio da doença e verificar se o tumor permanece restrito ao pulmão ou se atingiu linfonodos e outras regiões do organismo.


O tratamento depende dessas informações e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e medicamentos direcionados a características específicas do tumor.


Quando identificado precocemente, antes de se espalhar, o adenocarcinoma pode ser tratado com intenção curativa. Em determinadas situações, a retirada completa do tumor é suficiente, mas essa possibilidade depende da avaliação médica.


Estado de saúde do papa segue em avaliação


Apesar do resultado positivo da cirurgia, ainda não foram divulgadas informações suficientes para determinar o prognóstico de Leão XIV.


O Vaticano não detalhou o tamanho definitivo do tumor nem informou se houve comprometimento dos linfonodos, dados fundamentais para avaliar a extensão da doença e a necessidade de tratamentos complementares.


Por enquanto, o pontífice permanece em recuperação no Hospital Gemelli. A definição dos próximos cuidados dependerá dos resultados da análise completa do material retirado durante a operação.

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