Tereza Cristina apresenta prestação de contas do mandato
Neste primeiro semestre, o Legislativo aprovou vários projetos importantes e atuou de forma independente para definir ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e para fiscalizar o governo federal.
Numa decisão histórica, o Senado recusou o nome indicado pelo presidente da República para o STF e realizou duas importantes CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) para investigar as bilionárias fraudes no INSS e o Crime Organizado.
Infelizmente, como denunciamos à época, as duas iniciativas foram barradas pela base governista, que rejeitou os relatórios finais das duas CPIs, e impediu a continuidade das apurações. Assinamos os pedidos de CPI exclusiva para o Banco Master, que também foram boicotados.
Ainda assim, conseguimos aprovar no Senado duas importantes propostas para o combate aos crimes financeiros: a que garante a independência do Banco Central, e a obrigatoriedade de a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), encarregada de fiscalizar os fundos de investimento, prestar contas ao Legislativo sobre suas ações.
Na economia, tivemos novos sobressaltos, com o anúncio de novas tarifas norte-americanas sobre nossas exportações e o veto da União Europeia (UE) à carne brasileira, mesmo após a assinatura do Acordo Mercosul-UE, relatado por mim.
Mais uma vez, como vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), alertei para a necessidade de manter aberta a negociação com os Estados Unidos – só recorrendo em último caso à lei da reciprocidade econômica, da qual também fui relatora.
Ainda na área internacional, vivenciamos os efeitos negativos da Guerra no Irã, que aumentaram os preços dos combustíveis e dos fertilizantes, impactando os custos da produção agropecuária, já pressionada pelos juros altos, queda acentuada do preço dos nossos produtos lá fora e perda de colheitas, imposta por desastres climáticos.
Devido a essa “tempestade perfeita”, dediquei-me, nos últimos meses, a buscar uma solução, que veio na forma de uma Medida Provisória (MP), para o crescente endividamento de médios e pequenos produtores rurais. Endividados, como eles poderão acessar crédito bancário para plantar, em breve, a próxima safra? Todos sabem que essa situação traz riscos para a nossa segurança alimentar, com potencial diminuição de colheita e carestia na mesa dos brasileiros.
O Executivo também cortou, em 2025 e em 2026, metade do orçamento, já insuficiente, do seguro rural. Como não desistimos de lutar, conseguimos aprovar na Câmara o novo projeto de seguro rural, de minha autoria, que volta, em regime de urgência, para análise do Senado.
Nosso trabalho no Senado também priorizou a defesa das mulheres para tentar estancar a epidemia de feminicídios, o combate à violência urbana, a melhoria da educação, da saúde, e da infraestrutura – sobretudo nos 79 municípios do meu Mato Grosso do Sul – a ampliação da licença paternidade, dentre outras medidas tomadas para tentar melhorar a qualidade de vida das famílias brasileiras.
É esse o compromisso do meu mandato – e dele presto contas. Agradeço mais uma vez a confiança. Um grande abraço a todos.

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