segunda-feira, 27 de abril de 2026

Safra menor expõe fragilidade no setor de arroz

 

                                            Foto: Nadia Borges



A safra de arroz 2025/26 no Rio Grande do Sul começa sob um cenário de cautela, marcado por ajustes na área plantada e maior atenção às condições de mercado. As informações são de Marcos Massoni, gerente de logística. A redução de 13% na área cultivada indica um movimento estratégico dos produtores diante de um ambiente econômico mais desafiador, com crédito restrito, juros elevados e impacto da queda do dólar sobre a rentabilidade.



O novo ciclo é cercado por incertezas que influenciam diretamente as decisões no campo. Há indicativos de manutenção ou até nova retração da área plantada, refletindo o aumento do endividamento e os preços considerados ainda baixos. Nesse contexto, muitos produtores optam por segurar a produção, aguardando melhores oportunidades de comercialização.


O ritmo mais lento da colheita também contribui para esse comportamento. As exportações mais intensas no início da safra reduziram a pressão por vendas imediatas, enquanto a soja surge como alternativa de geração de caixa no curto prazo, garantindo maior flexibilidade ao produtor na gestão do arroz.


No mercado externo, as exportações seguem essenciais para o equilíbrio dos estoques e sustentação dos preços. Ainda assim, os custos de produção permanecem elevados, com destaque para os fertilizantes, pressionados por fatores globais como conflitos internacionais e encarecimento de insumos energéticos.


A variação do dólar tem efeito direto sobre o setor, ao mesmo tempo em que reduz custos de insumos importados e limita a competitividade das exportações. Dados recentes apontam produção de 11,1 milhões de toneladas, com área de 1,53 milhão de hectares. O cenário reforça a necessidade de planejamento e leitura estratégica para equilibrar custos e aproveitar oportunidades.



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