segunda-feira, 27 de abril de 2026

Alta da soja esconde pressão forte nos preços

 

                                           Foto: Canva



Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio avançou 0,34%

O mercado internacional da soja apresentou oscilações ao longo do dia, refletindo fatores técnicos e fundamentos ligados à oferta e demanda global. A TF Agroeconômica aponta que os contratos encerraram a sessão com leve alta, sustentados principalmente pelo desempenho positivo dos subprodutos, embora o acumulado semanal tenha registrado recuo.



Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio avançou 0,34%, enquanto julho subiu 0,32%. O farelo teve valorização mais intensa, com alta de 1,15%, e o óleo também fechou em campo positivo. O movimento foi impulsionado por ajustes técnicos e pelo suporte vindo do mercado de derivados.


Entre os fatores fundamentais, a revisão da safra argentina para 49 milhões de toneladas influenciou o mercado, mesmo permanecendo acima das estimativas do USDA. No Brasil, a atualização das exportações de abril para 16,39 milhões de toneladas reforça o forte fluxo externo, mantendo pressão sobre os estoques dos Estados Unidos, cujas vendas seguem abaixo do observado no ano passado. Também houve registro de compras de soja argentina pela China.


As condições climáticas favoráveis ao início do plantio nos Estados Unidos seguem como elemento de pressão sobre os preços, em um período que coincide com o fim da colheita na América Latina. No acumulado da semana, a soja registrou queda, acompanhada por recuo no farelo, enquanto o óleo apresentou valorização.


No Brasil, o avanço da colheita ocorre de forma desigual. No Rio Grande do Sul, os trabalhos alcançam 68% da área, com limitações impostas pelas chuvas irregulares. Em Santa Catarina, há leve alta nas cotações e intensificação do escoamento. O Paraná registra produção elevada, mas enfrenta custos logísticos relevantes. No Mato Grosso do Sul, o mercado reage à falta de armazenagem e à preocupação com o milho safrinha. Já o Mato Grosso confirma safra recorde, com desafios concentrados no transporte e nos custos logísticos.


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