O presidente Donald Trump gesticula durante entrevista coletiva na noite de sábado (26) após jantar em hotel em Washington interrompido por disparos -
- Todd Blanche afirma que suspeito provavelmente viajou de Los Angeles até a capital para realizar atentado; homem está detido
- Presidente e primeira-dama foram retirados às pressas de jantar com jornalistas em hotel de Washington após disparos
O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, disse na manhã deste domingo (26) que as autoridades policiais acreditam que o atirador que tentou invadir a sala onde ocorria o jantar dos correspondentes da Casa Branca tinha como alvo o presidente Donald Trump e funcionários do governo americano.
"Parece que ele, de fato, tinha a intenção de atacar pessoas que trabalham no governo, provavelmente incluindo o presidente", disse Blanche ao programa "Meet the Press" da NBC News, acrescentando que o suspeito provavelmente viajou de trem de Los Angeles para Chicago e depois para Washington.
O suspeito se chama Cole Thomas Allen e será formalmente acusado em tribunal federal na segunda-feira (27) por agressão a um agente federal e disparo de arma de fogo em tentativa de matar um agente federal, disse Blanche.
O procurador-geral interino afirmou que o suspeito não estava cooperando com os investigadores até a manhã de domingo. A motivação para o ataque não foi esclarecida ainda.
Na noite de sábado, Trump afirmou que a investigação aponta que ele seja um "lobo solitário", ou seja, um criminoso que agiu sozinho.
O homem disparou uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto em um posto de controle no hotel Washington Hilton antes de ser imobilizado e preso.
O ataque ocorreu em uma sala que dava acesso ao espaço onde acontecia a festa em que estavam Trump e outros membros do governo.
O presidente e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington por agentes do Serviço Secreto após os disparos.
Depois do ataque, o presidente disse a repórteres em uma entrevista coletiva na Casa Branca que o agente do Serviço Secreto alvejado pelo atirador foi salvo por seu colete à prova de balas e estava em "boas condições".
Trump também disse aos repórteres que acreditava ser o alvo do ataque. O presidente já sobreviveu a duas tentativas de assassinato desde 2024, um período de crescente polarização política nos Estados Unidos.
Ao redor do mundo, líderes condenaram o ataque e expressaram solidariedade.
Blanche também disse estar confiante de que o rei Charles 3º estará seguro durante sua visita de Estado aos EUA, agendada para esta semana.
O Palácio de Buckingham informou que discussões seriam realizadas com autoridades americanas no domingo para determinar se o tiroteio afetaria o planejamento da visita.
Um porta-voz do palácio disse que Charles estava sendo mantido plenamente informado sobre os desdobramentos e que ficou aliviado por Trump, sua esposa e todos os convidados não terem sido feridos.
"Uma série de discussões ocorrerá ao longo do dia para conversar com colegas americanos e nossas respectivas equipes sobre em que medida os eventos de sábado à noite podem ou não impactar o planejamento operacional da visita", disse o porta-voz.
Charles e sua esposa, Camilla, também entraram em contato de forma privada com Trump e Melania para expressar suas condolências, disse uma fonte do palácio.

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