quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Irmãos foragidos por corrupção na Bolívia pedem "asilo" à PF de MS

 

                                               Foto; El Dejer


Suspeitos de integrarem um esquema de corrupção na prefeitura de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, os irmãos bolivianos Antonio e Guillermo Parada Vaca, pediram asilo na sede da Polícia Federal, em Corumbá, nesta terça-feira, dia 21 de dezembro. À Polícia Federal brasileira a dupla alegou que está sendo "vítima de perseguição" na Bolívia.


Eles estão sendo procurados pela Polícia Boliviana desde a semana passada, segundo o portal Diário Corumbaense. A intenção dos irmãos é conseguir refúgio em Campo Grande. O pedido foi encaminhado ao Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) e também já é do conhecimento das autoridades bolivianas.


Ao jornal El Dejer o ministro de governo, Eduardo del Castillo, informou que iria tomar as providências para que o pedido de asilo seja negado. A Interpol também será acionada, uma vez que não se sabe o paradeiro da dupla.


“Acabamos de receber os relatórios oficiais da Polícia Federal brasileira, de que pela manhã, Antonio se apresentou para solicitar seu pedido de refugiado. Estamos tomando as providências necessárias para que esse pedido seja negado. Já solicitamos por meio da Interpol e das organizações internacionais correspondentes a ativação do 'selo azul' para determinar a localização exata deles”, comentou.


A "difusão azul" é uma dos comandos usados pela Interpol, para classificar o teor dos crimes e as particularidades das buscas por cada um dos criminoso procurados pela agência internacional. No caso da "difusão azul" o objetivo das forças de segurança é em coletar o maior número possível de informações sobre a identidade do foragido, "localização ou atividades relacionadas ao crime".



Procurados - Os irmãos são alvos de mandados de prisão, pelo envolvimento no esquema de corrupção. Ex-chefe de Recursos Humanos da Prefeitura de Santa Cruz, de 2008 a 2018, Antonio é acusado de criar 800 cargos fantasmas dentro da prefeitura, além dos crimes de desvio de dinheiro público e violação de deveres.


Ele foi servidor público municipal por 16 anos e ocupou sete cargos. Ingressou no município durante a gestão de Roberto Fernández, quando o atual presidente da Comissão de Santa Cruz, Rómulo Calvo, era prefeito interino e sua ex-sogra Romy Paz, era vereadora.


Seus três últimos cargos no município de Santa Cruz foram: secretário assessor, entre fevereiro e outubro de 2018; assessor B, entre novembro daquele ano até outubro de 2019; e finalmente como assessor C, na Secretaria Municipal de Planejamento, até janeiro de 2020, com salário de 15.250 bolivianos (cerca de R$ 11,8 mil). O esquema de corrupção segue sob investigação da polícia e do Ministério Público boliviano. 

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