sábado, 4 de abril de 2026

Disputa por governos e Presidência impulsiona troca de partidos entre senadores

 






A proximidade das eleições majoritárias de 2026 tem acelerado a movimentação partidária no Senado, com parlamentares trocando de sigla de olho em projetos políticos mais ambiciosos, como disputas por governos estaduais e até pela Presidência da República.


Um dos principais movimentos envolve Rodrigo Pacheco, que deixou o PSD para se filiar ao PSB. O senador é apontado como possível candidato ao governo de Minas Gerais, e a mudança faz parte da articulação para viabilizar sua entrada na disputa estadual.


Outro nome que também reposicionou sua trajetória política foi Sergio Moro. De olho no comando do Executivo no Paraná, ele trocou o União Brasil pelo PL, buscando fortalecer sua base para uma eventual candidatura ao governo.


No Maranhão, a senadora Eliziane Gama anunciou sua saída do PSD e filiação ao PT.


A decisão está ligada ao cenário nacional: a parlamentar pretende reforçar o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também pesou na escolha o fato de o PSD sinalizar apoio à pré-candidatura presidencial do governador Ronaldo Caiado (GO).


Já em Minas Gerais, o senador Carlos Viana decidiu deixar o Podemos e retornar ao PSD, partido pelo qual já havia passado anteriormente. A mudança integra a estratégia para aumentar suas chances de reeleição ao Senado.


As trocas refletem um cenário político em reorganização, em que partidos e lideranças buscam fortalecer alianças e ampliar espaço de atuação antes do início oficial do calendário eleitoral.


No Senado, essas movimentações indicam que a disputa de 2026 já começou nos bastidores, com articulações que vão além das bancadas e alcançam projetos de poder em nível estadual e nacional.


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