quarta-feira, 1 de abril de 2026

Ovo de Páscoa custa mais que o dobro do chocolate em barra em SP, aponta Procon

 

                                              Valor médio do quilo do ovo de Páscoa em 2026 é de R$ 291, 48 (sem brinquedos) e R$ 599,36 (com brinquedos) em SP - Zanone Fraissat - 11.mar.22/Folhapress


  • Quilo do ovo de Páscoa custa em média R$ 291,48; alta de 13,64% em um ano

  • Pesquisar antes de comprar pode gerar economia significativa, alerta o órgão





O consumidor que pretende comprar chocolate nesta Páscoa em São Paulo (SP) pode pagar mais que o dobro pelo produto apenas pela escolha do formato, segundo pesquisa comparativa de preços do Procon-SP realizada na capital.


Na comparação por quilo, a diferença é expressiva. Enquanto tabletes custam, em média, R$ 131,49, ovos de Páscoa chegam a R$ 291,48 (sem brinquedos) e a R$ 599,36 (com brinquedos), a depender do produto.


O levantamento, feito presencialmente em dez grandes redes de varejo da cidade (dois por região no município de São Paulo), nos últimos dias 18 e 19 de março, também mostra disparidades relevantes de preços entre os estabelecimentos da capital paulista, reforçando a orientação clássica do órgão: pesquisar antes de comprar pode gerar economia significativa.


Um ovo de Páscoa da Nestlé (Surpresa Dinossauro, 204g) apresentou diferença de 72% entre o menor e o maior preço (de R$ 49,99 a R$ 85,98) encontrado no mercado. Já entre os tabletes, a variação chegou a 100% para chocolates de 80g da Garoto (de R$ 5,99 a R$ 11,99).


De acordo com o relatório técnico do Procon-SP, foram analisados 162 itens distribuídos em nove categorias típicas da Páscoa: ovos de chocolate, tabletes, caixas de bombom, bolos de Páscoa, azeites, azeitonas, pescados congelados, pescados in natura e legumes. Só fizeram parte da comparação os itens comercializados em, no mínimo, três dos estabelecimentos visitados.


Entre todas as categorias, as maiores oscilações de preço foram registradas nos legumes (até 233,78% para a cebola), seguidas da azeitona (181,04% para a verde com caroço). Os pescados in natura, contudo, também tiveram variação considerável (até 157,82% para filé de pescada). A menor oscilação foi dos azeites (47,98%).


O levantamento compara ainda os produtos comuns entre as pesquisas efetuadas em 2025 e 2026 pelo Núcleo de Pesquisas da Fundação Procon-SP (136 itens), constatando que os preços subiram acima da inflação.


O aumento médio dos produtos foi de 11,16%, enquanto o IPCA do período ficou em 3,81%. Entre os chocolates, a alta foi ainda mais intensa: os tabletes subiram 31,66%, os bombons 16,28% e os ovos de Páscoa 13,64%.


Além da capital, o Procon realizou pesquisas semelhantes em outras 11 cidades do estado de São Paulo: Araçatuba, Bauru, Campinas, Jundiaí, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos e São Vicente, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.


Segundo o órgão, o levantamento tem como objetivo principal retratar o comportamento dos preços no comércio varejista, evidenciando a necessidade de pesquisar antes da compra, já que constatou-se que os produtos podem ter variações consideráveis de preço de um estabelecimento para outro.


O órgão ressalta que os preços refletem o momento da coleta e podem variar conforme promoções, estoques e políticas comerciais das redes.

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