Toffoli durante evento da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), em 2024 -
- Sigla afirma haver 'suposta interferência atípica' do magistrado em inquérito do qual é relator no STF
- PGR arquivou pedido de suspeição e afastamento apresentado por parlamentares anteriormente
A bancada do Partido Novo apresentou nesta segunda-feira (26) uma notícia-crime à PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli por suposta "interferência atípica" do magistrado no caso do Banco Master.
O partido também pediu à Polícia Federal uma investigação contra o ministro. O Novo quer que a PF, aponte, por exemplo, "a real titularidade" do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR) —que já pertenceu, em parte, aos irmãos de Toffoli.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido de três parlamentares para que fossem reconhecidos o impedimento e a suspeição do ministro no caso. O pedido mencionava como justificativa a viagem de jatinho que ele fez com o advogado Augusto Botelho, que defende um diretor do Master.
Toffoli é relator do caso Master no Supremo. Por decisão dele, o inquérito está no STF com o segundo maior grau de sigilo, condição em que até mesmo informações simples, como a relação de advogados em atuação, são ocultadas.
A atuação do ministro também tem sido questionada por outras decisões relacionadas ao processo e por ligações dele e da família com o Tayayá.
Entre outras coisas, o ministro marcou uma acareação entre o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. Diante da repercussão negativa, voltou atrás e disse que a participação do Aquino na acareação ficaria a cargo da Polícia Federal.
Nas últimas semanas, Toffoli também decidiu que a PF, que pretendia tomar outros depoimentos do inquérito nas semanas entre o final de janeiro e o início de fevereiro, resumisse esse procedimento a dois dias. O cronograma ficou definido para esta segunda (26) e terça (27).
O pedido apresentado à PGR e à PF é assinado pela deputada federal Adriana Ventura (SP), presidente do Novo, pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Nenhum comentário:
Postar um comentário