A festa solidária que teve início nos anos 90, é um evento filantrópico que celebra a iguaria criada por mineiros com laranja azeda. Atualmente possui selo do INPI, faz parte do Guinness e conta com selos Mercosul.
A 30ª edição da Festa da Linguiça de Maracaju (MS), a 159 Km de Campo Grande (MS) um dos maiores eventos gastronômicos de Mato Grosso do Sul, já tem data confirmada: de 30 de abril a 3 de maio de 2026.
Organizada pelo Rotary Club local, a festa reúne quatro dias de comida típica, música ao vivo e tradições que atraem milhares de visitantes.
Todo o lucro é revertido para entidades filantrópicas da cidade, consolidando o evento como ação solidária de destaque.
Em 2025 a Festa da Linguiça em Maracaju(MS), reuniu cerca de 30 mil pessoas e produziu mais de 6 toneladas da linguiça artesanal, temperada com laranja azeda, picada na ponta da faca e feita com carnes nobres.
A iguaria carrega selo de indicação geográfica do INPI desde 2016 e, desde 2019, integra os 220 produtos protegidos pelo acordo Mercosul-União Europeia, ao lado de queijos Canastra e cachaça nacional.
Sua origem remonta a famílias do Triângulo Mineiro que criaram o preparo para conservar carnes na região.
Em 1997, Maracaju entrou para o Guinness Book com a maior linguiça do mundo em tripa única: 31 metros de puro sabor e tradição que atravessou gerações.
Origem da Linguiça: mineiros, gado e laranja azeda
A receita veio com famílias do Triângulo Mineiro (Alves, Marcondes, Olegário) no final do século XIX, que desbravaram a serra de Maracaju em carros de boi.
Sem geladeiras, sacrificavam gado para conservar cortes nobres com laranja azeda (brava do cerrado), temperos naturais e picada na ponta da faca – adaptando a linguiça suína para carne bovina, abundante na pecuária local.
Gerson Alves Marcondes, de 85 anos, é um dos pioneiros: “Via meus pais produzindo e repassei às gerações. É pública, mas tem segredos no corte”.
Marcos históricos da festa e produto
1994: Primeira edição festiva pelo Rotary, no Parque de Exposições.
1997: Guinness com linguiça de 31m em tripa única.
2016: Selo INPI de Indicação Geográfica contra falsificações.
2019: Protegida no acordo Mercosul-UE, com queijo Canastra e cachaça.
Em 2025, atraiu 30 mil pessoas e produziu 6 toneladas – número que explode para 20 toneladas em edições cheias, aquecendo R$ 7 por real movimentado no comércio.

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