quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Soja avança nos portos, mas preços divergem no interior

 

                                           Foto: Leonardo Gottems


Diferenças entre praças e condições de frete pesam na receita do produtor

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos distintos entre portos e regiões produtoras, enquanto o plantio da nova safra avançou sob condições climáticas desiguais. Segundo a TF Agroeconômica, as valorizações nas principais referências de exportação não foram acompanhadas por todas as praças do interior.



No Rio Grande do Sul, a saca disponível no porto de Rio Grande subiu de R$ 158 para R$ 160, alta de 1,27%, apesar da queda dos futuros americanos. A semeadura gaúcha atingiu 11% da área, ante 3% na semana anterior, conforme a Conab. O tempo seco favorece as máquinas em algumas regiões, mas a falta de umidade pode prejudicar a emergência.


Em Santa Catarina, Abelardo Luz passou de R$ 154 para R$ 156 por saca na condição FOB, com retirada na origem. O plantio chegou a 19,3% da área. No Paraná, Paranaguá avançou para R$ 159, enquanto Maringá recuou de R$ 154 para R$ 152. A semeadura alcançou 62%, mas chuvas de 87 mm em Campo Mourão e 84 mm em Maringá dificultam as operações e elevam o risco de compactação do solo.


Em Mato Grosso do Sul, Dourados chegou a R$ 145 e Maracaju a R$ 144, ambos com alta de R$ 1. Campo Grande e Chapadão do Sul caíram para R$ 142, enquanto Sidrolândia permaneceu em R$ 143. O estado já semeou 68% da área, abaixo dos 73% registrados no mesmo período do ciclo anterior.


Mato Grosso teve altas nas cinco praças acompanhadas pelo Imea. Primavera do Leste liderou, com avanço de R$ 0,70, para R$ 138 por saca. A implantação atingiu 90,8% da área. Nas cotações da soja, a comparação entre ofertas exige atenção ao frete, à qualidade e ao prazo de pagamento, fatores que podem reduzir ou anular ganhos nominais.


Por Leonardo Gottems

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