sábado, 7 de fevereiro de 2026

Alinhado à federação, Gerson Claro abandona corrida ao Senado e busca reeleição

 


                                             Alems



Durante a abertura das atividades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), nesta semana (3), o deputado e presidente da Casa, Gerson Claro (PP), informou que desistiu da candidatura ao Senado.


Embora tenha dito que muitas coisas ainda podem ocorrer durante o período da janela partidária, em março, o presidente da Assembleia Legislativa pontuou que seguirá as orientações do grupo político.


“Se a resposta fosse individual, eu colocaria minha candidatura ao Senado, mas, como grupo, como equipe, reafirmamos que tenho uma candidatura colocada à reeleição como deputado estadual”, disse Gerson Claro.


O presidente da Alems destacou que a decisão está alinhada à federação partidária formada por União Brasil e Partido Progressistas, que, segundo ele, representa hoje a maior força política do Brasil. Por isso, afirmou não ter pretensão de deixar a legenda.



“Essa federação União Brasil e PP, aqui em Mato Grosso do Sul, conta com a senadora Tereza, que é nossa dirigente maior, e com o governador do Estado. Eu não cometeria essa sandice de sair desse partido agora. Vou ficar no Progressistas”, afirmou.


O posicionamento mantém a linha defendida por Gerson Claro em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, em janeiro deste ano, quando destacou que disputas majoritárias não se constroem de forma individual, mas a partir do diálogo e da construção coletiva dentro de um projeto político consistente.


Recuou

 

Após a publicação da matéria, o deputado Gerson Claro entrou em contato com a reportagem do Correio do Estado, afirmou que não desistiu da disputa pelo Senado e que foi mal interpretado.


A declaração foi feita durante coletiva na Alems, quando Claro, ao ser questionado sobre a disputa pelo Senado, respondeu:


“Se a resposta fosse individual, eu colocaria a minha candidatura ao Senado. Mas, com o meu grupo, com a nossa equipe, nós reafirmamos que tenho uma candidatura colocada à reeleição como deputado estadual”, disse Gerson, e completou:


“Os deputados me cutucaram ali: ‘fala que é senador’. Não sei qual é o interesse deles. Segundo o Caravina, a maioria dos deputados gosta muito de mim, né? Preferem que eu seja candidato ao Senado, mas isso é como tudo o que a gente tem feito aqui: é uma construção com base no diálogo", disse.


Ele ainda pontuou:


Certamente, como é comum nas corridas, nós não podemos queimar a largada. E a largada desse assunto acontece depois do período de mudança partidária. Agora, até os dias 2 ou 3 de abril, é um período de acomodação partidária. A partir daí, cada um vai para um campo já definido, com quais posições vai jogar. Eu estou na minha posição de candidato a deputado estadual até 2 de abril. E, se tiver que ser, quero continuar entregando à população de Mato Grosso do Sul, com muita dedicação e responsabilidade, o trabalho que a gente construiu até agora.”


Disputa para o Senado

O nome de Gerson Claro ganhou força para a disputa ao Senado, conforme acompanhou o Correio do Estado, que apurou que, no ano anterior, ele contava com o apoio de 20 dos 24 deputados estaduais, além de 18 prefeitos progressistas no Estado.


Além disso, tinha o respaldo da maioria dos 207 vereadores da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, em Mato Grosso do Sul.


Laura Brasil /Naiaira Camargo

Portal Correio do Estado

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