Rede Top FM
Nesta terça-feira (24), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o pré-candidato a governador pelo DC, Beto Figueiró, que tratou do cenário político atual e falou sobre seus planos e críticas à gestão atual.
“Nas eleições de 2022, como candidato a vice-governador na chapa com então deputado estadual Capitão Contar a governador, a campanha, embora inicialmente acanhada, foi bem-sucedida, impulsionada pelo apoio do então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), após provocação da senadora Soraya Thronicke (Podemos)”, recordou.
Ele completou que a sua chapa venceu o primeiro turno em Mato Grosso do Sul, o que demonstrou o “inconformismo” da população com o “modelo imperialista do PSDB” e a busca por “disrupção.” “Por isso, a minha principal motivação agora é o futuro das crianças sul-mato-grossenses, pois, para mim, a classe política atual é asquerosa por ceifar sonhos e tratar as crianças com medidas protocolares”, afirmou.
Beto Figueiró denunciou a deterioração dos índices educacionais, comparando Mato Grosso do Sul a Maranhão e Piauí, apesar de a grande mídia local vender uma imagem positiva do Estado. “O problema não é a falta de investimento, mas o mau gasto e a corrupção, que desviam recursos”, ressaltou.
O pré-candidato a governador destacou a falta de foco no ser humano e no futuro, citando estudos de Harvard sobre o decréscimo do QI brasileiro e jovens incapazes de realizar tarefas básicas ao entrar no mercado de trabalho. “O Estado gasta por criança mais de R$ 2.600, enquanto as escolas privadas cobram R$ 2.100, mas oferecem um ensino muito melhor, evidenciando a ineficiência do sistema público de educação”, argumentou.
Durante a entrevista, ele reforçou que o DC, sob a liderança nacional de João Campos, busca um “arejamento” e “vigor”. “Me identifico como de direita, inclusive ‘direita extrema’ e me orgulho disso. A calcificação da polarização política é um engessamento e empobrecimento, sendo que por isso lamento que alguns membros da direita em Campo Grande estejam mais focados em questões nacionais do que nos problemas locais”, comparou.
Beto Figueiró defendeu uma política com “independência”, combatendo o “soldadinho de chumbo” que obedece cegamente a Bolsonaro. “Reconheço Bolsonaro como ‘patriota’ e ‘herói’, mas acredito que ele cometeu grandes erros, como a eleição de Soraya Thronicke para o Senado. Ela foi uma ‘trans de direita’ e agora esse título cabe aos ex-filiados ao PSDB, que formavam uma federação com o Cidadania, que é o antigo Partido Comunista Brasileiro, agora se apresentam como parte do PL e aliados de Bolsonaro”, explicou.
Para concluir, o pré-candidato a governador pelo DC se descreveu como um “cara muito simples”, pai de três meninas, que são os grandes amores da vida dele, juntamente com sua esposa. “Estou casado há 33 anos e sou muito grato à mulher tão incrível, maravilhosa e fonte de luz no meu caminho, com quem construí uma família abençoada”, assegurou.

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