quinta-feira, 16 de abril de 2026

Ex-presidente do BRB é preso pela Polícia Federal no caso Banco Master

 

                                            O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. (Foto: Reprodução)




A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, ao deflagrar, nesta quinta-feira (16), a 4ª fase da Operação Compliance Zero.


Costa é investigado por sua atuação na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, além da compra de carteiras fraudulentas oferecidas pelo banco de Daniel Vorcaro.


A operação apura um esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.


Ao todo, policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.


A reportagem da Jovem Pan tenta contatar a defesa de Paulo Henrique Costa. O espaço segue aberto para manifestação.


BRB e Master

A aquisição de ativos considerados de alto risco ocorreu no contexto das negociações para que o BRB assumisse o controle do banco Master. A operação foi barrada pelo Banco Central do Brasil e passou a ser alvo de apuração pela Polícia Federal.


O processo tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. Além de Costa, ex-diretores da instituição também estão sendo investigados. Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, por determinação de Mendonça. O banqueiro é investigado por crimes contra o sistema financeiro.


As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.


O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o TCU (Tribunal de Contas da União) com o BC e a PF (Polícia Federal).


“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.


De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.


O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

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