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A alta foi puxada principalmente por gasolina e alimentos
A conjuntura econômica global segue marcada por instabilidade, com reflexos diretos sobre preços, câmbio e expectativas de crescimento. Segundo o Rabobank, os riscos permanecem elevados apesar de um cessar-fogo considerado frágil no Oriente Médio.
Externamente, Estados Unidos e Irã haviam anunciado uma trégua de duas semanas, condicionada à reabertura do Estreito de Ormuz, mas as negociações foram interrompidas sem acordo sobre armas nucleares. O impasse aumentou as incertezas em torno do fornecimento global de energia. Nos Estados Unidos, a inflação medida pelo CPI avançou 0,9% em março na comparação mensal, pressionada pela alta dos combustíveis, enquanto o núcleo subiu 0,2% pelo segundo mês consecutivo, em linha com o esperado.
No cenário doméstico, o IPCA de março superou as projeções e já incorpora os efeitos do conflito externo. O índice avançou 0,88% no mês, acima das estimativas de mercado e da própria instituição. A alta foi puxada principalmente por gasolina e alimentos, com todos os nove grupos registrando aumento de preços pelo segundo mês seguido.
A avaliação aponta que os riscos geopolíticos continuam em escalada, mesmo com tentativas de mediação, e que a incerteza tarifária se soma ao ambiente fiscal doméstico em um ano eleitoral. No câmbio, o dólar encerrou a semana anterior em R$ 5,055, refletindo valorização do real no período. Ainda assim, a expectativa é de redução do diferencial de juros ao longo de 2026 e possível fortalecimento global da moeda americana, levando a uma projeção de R$ 5,55 ao fim daquele ano.
Na balança comercial, março registrou superávit de US$ 6,4 bilhões, com recorde de importações para o mês e avanço das exportações. A agenda econômica da semana inclui dados de serviços, varejo e atividade, além de indicadores relevantes em países da região.
Agrolink - Leonardo Gottems

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