quinta-feira, 15 de junho de 2023

Inoculantes geram bons resultados para milho

 

                                                           Leonardo Gottems


Bactéria benéfica Azospilillum brasilense pode contribuir na redução do uso de nitrogênio sintético na adubação de cobertura

Por:  -Aline Merladete


Voltado para consumo humano, produção de proteína animal e com potencial crescente para a fabricação de etanol, a cultura do milho tem sido uma aposta dos produtores. Ao mesmo tempo em que aumentam as lavouras, cresce a necessidade de se realizar cultivos mais sustentáveis que podem ser alcançadas com o uso de tecnologias inovadoras, a exemplo do investimento em fertilizantes biológicos, já consagrados na soja, e que agora se expandem nos milharais. A adoção da bactéria benéfica Azospirillum brasilense, por exemplo, pode ajudar não só a elevar o índice de produtividade, mas levar economia para o agricultor. Estudos da Embrapa soja apontam uma redução de até 25% no uso de nitrogênio (N) sintético na cobertura com o uso de inoculantes biológicos à base desses microorganismos. 



Conforme  Fernando Bonafé Sei, gerente de serviços técnicos da divisão agrícola da Novozymes, os insumos biológicos podem ajudar e muito o produtor de milho a reduzir os custos de produção e elevar em até 10% os índices de produtividade.  A Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) para milho é capaz de atender até 25% das necessidades de nitrogênio de uma planta de milho. “O valor ainda não é tão grande, mas acreditamos que a pesquisa possa nos ajudar a elevar o percentual e substituirmos cada vez mais os insumos sintéticos pelos biológicos”, destaca Fernando.


Além dos benefícios na produção, a adoção de microrganismos nas lavouras de milho reduz também a pegada de carbono, uma das principais exigências do mercado internacional. Segundo estudo da Embrapa Soja em área de milho, uma dose de 90 quilos por hectare (kg/ha) de N em cobertura, a redução de 25% do N implica uma mitigação de 236 kg/ha de equivalentes de CO2 (considerando a taxa de conversão de 1 kg de N = 10,5 kg de equivalentes de CO2). Em termos econômicos, considerando o preço médio da ureia no mercado brasileiro em julho de 2022, a economia foi calculada em cerca de R$ 260/ha.

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