segunda-feira, 20 de abril de 2026

São Paulo registra primeira morte por febre amarela em 2026

 

                                           Mosquito Haemagogus janthinomys, principal vetor do vírus da febre amarela silvestre - Gabriel Cabral - 06.abr.17/Folhapress

  • Homem de 38 anos morava em Cunha, no Vale do Paraíba

  • Dois pacientes se recuperaram na cidade de Cruzeiro; nenhuma das três pessoas havia se vacinado



A Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta quinta-feira (16) a primeira morte por febre amarela em São Paulo em 2026. O homem, de 38 anos, morava no município de Cunha, no Vale do Paraíba.


Em Cruzeiro, na mesma região, uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos se recuperaram da doença. Nenhuma das três pessoas havia se vacinado contra a febre amarela. O imunizante, única forma de prevenção contra a doença, está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do estado.


Quem planeja se deslocar para locais com registro de transmissão de febre amarela ou para áreas rurais e de mata deve se vacinar ao menos dez dias antes da viagem.


Todo o estado de São Paulo é endêmico para febre amarela. O ciclo da arbovirose é silvestre, com transmissão pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O mosquito pica o macaco infectado, e depois o homem —o animal não transmite a doença e é tão vítima quanto os humanos.


Para crianças menores de cinco anos, o imunizante é aplicado em duas doses: aos nove meses e aos quatro anos de idade.


Caso a pessoa tenha tomado apenas uma dose da vacina antes de completar cinco anos, deve receber uma dose adicional, independentemente da idade que tenha quando procurar o serviço de vacinação.



A dose zero é aplicada entre 6 e 8 meses de idade apenas em crianças que residem ou que viajarão para áreas com circulação confirmada do vírus


Para o restante da população (até 59 anos), o imunizante é oferecido em dose única, com validade por toda a vida. Quem tem 60 anos ou mais deve passar por uma avaliação médica antes de se vacinar.


Os que receberam a dose fracionada em 2018 devem se revacinar. Um estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostrou que a dose menor é eficaz por oito anos, ou seja, até 2026. Na época, o fracionamento da vacina se deu porque não havia imunizante para toda a população.


Em todo o ano de 2025 foram confirmados 57 casos de febre amarela e 35 mortes no estado de São Paulo.


Patrícia Pasquini

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