segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mãe do ator Murilo Benício morre aos 70 anos

Berenice Benício, mãe de Murilo Benício, morreu neste domingo, 23, aos 70 anos. A notícia, dada pelo colunista Léo Dias em seu Twitter, foi confirmada pela assessoria do ator, que não quis dar detalhes e disse que ele não irá se pronunciar sobre o assunto.

Dona Berenice estava lutando contra um câncer no abdômen e chegou a ser internada na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 12 de dezembro, para tentar tratar a doença. Segundo a assessoria do hospital, ela não estava mais hospitalizada no local e havia voltado para casa.

Ainda de acordo com Léo Dias, Dona Berenice lutava há 8 anos contra um câncer nos ovários e teve metástase no fígado, pulmão e intestino

Taylor Swift se afasta do som country e usa sua bela voz em outros estilos

Folha.com
"Red", quarto álbum de Taylor Swift, lançado no final de outubro, já vendeu quase 2 milhões de cópias nos Estados Unidos.
Essa marca o coloca como o segundo disco mais vendido naquele país neste ano, perdendo apenas para... "Up All Night", do One Direction.
Se Taylor fica atrás do namorado nas paradas, revida com folga no quesito qualidade. Há seis anos, quando surgiu como adolescente cantando country, ela poderia ser só um rosto bonito.
Melhorando a cada disco, neste ela arrisca uma boa distância do sertanejo americano. Põe para dançar em algumas faixas, flerta com rock and roll em outras. Nas baladas, continua soberana.
Divulgação
A cantora Taylor Swift em show da turnê "Fearless"
A cantora Taylor Swift em show da turnê "Fearless"
Taylor tem uma vantagem inegável sobre as outras cantoras da mesma geração: a voz belíssima e afinada.
Katy Perry, Rihanna e Ke$ha recorrem a berros e abusam de modulações estranhas para compensar vozes um tanto agudas e de pouco alcance. Taylor é uma sereia.
Fica evidente nas canções lentas como "Sad Beautiful Tragic" e "All Too Well" -com ecos da batida country que a lançou no mercado, usando bandolins e violões.
O álbum vem com um CD extra que traz seis faixas, todas interessantes. Destaque para a releitura acústica da agitadinha "State of Grace", que abre o disco principal.
Ficam sobrando apenas as músicas que Taylor divide com "convidados", prática já desgastada da indústria.
A boa "Everything Has Changed", com Ed Sheeran, e a fraca "The Last Time", com Gary Lightbody (cantor do Snow Patrol) não acrescentam nada ao disco. Taylor Swift sozinha resolve.
RED
ARTISTA Taylor Swift
GRAVADORA Universal
QUANTO R$ 30
AVALIAÇÃO bom

Carnê do IPVA pode ser impresso pela internet em MS


A Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) já distribuiu, via Correios, todos os carnês do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) relativos ao exercício de 2013. Quem ainda não recebeu o carnê do IPVA deve procurar uma agência fazendária ou do Detran ou também pode acessar o boleto no endereço eletrônico www.sefaz.ms.gov.br .

IPVA de veículo popular tem redução de até 16% O IPVA, que correspondente a veículos usados, pode ser pago mediante uma das seguintes formas: pagamento em parcela única, com desconto de 10% ou pagamento em até três parcelas mensais e iguais. O pagamento em parcela única deve ser feito até o dia 31 de janeiro de 2013. Em 2012, 90% dos contribuintes quitaram o IPVA à vista.

Se for parcelado, o contribuinte ou o responsável deve recolher até o dia 31 de janeiro de 2013 a primeira parcela; 28 de fevereiro de 2013, a segunda parcela e 27 de março de 2013, a terceira parcela.

O valor de cada parcela não pode ser inferior a R$ 25 no caso de veículos de duas rodas (motocicletas) e R$ 50 no caso dos demais veículos. O atraso no pagamento de qualquer parcela implica a atualização do débito e o acréscimo de juros de mora e multa, na forma da lei.

Não estava na minha hora diz Pedro Leonardo no Domingão

Terra
Em sua primeira apresentação desde que sofreu um acidente e abril deste ano, Pedro Leonardo esteve no Domingão do Faustão na companhia do pai, Leonardo. "Não estava na minha hora", disse Pedro, visivelmente emocionado.

Leonardo entrou primeiro no palco da atração e cantou a música Beber, Beber. Empolgado, o público se levantou, dançou, bateu palmas e cantou com o sertanejo. Após relembrar momentos marcantes, como a morte do irmão, Leandro, em junho de 1998, foi a vez de falar sobre o acidente de carro com o filho, Pedro Leonardo. O veterano da música reviveu os momentos, as palavras dos médicos e os sentimentos à medida em que assistia às cenas do ocorrido. "Eu achei que não ia ter jeito", disse, sobre a possibilidade de Pedro superar os traumas. "Chegamos a falar em organização de velório", completou.

Também emocionado, Faustão chamou: "ô Pedrão, vem cá, cara". Deus falou para mim: não tá na sua hora não, volta e vai trabalhar, respondeu Pedro ao entrar no estúdio. Na companhia do pai, ele soltou a voz em Não Aprendi Dizer Adeus. Após a música, os dois se abraçaram e receberam os aplausos da plateia, que estava acompanhada por faixas e mensagens de amor ao músico. Eles ainda cantaram Talismã e Dia de Rodeio.

Apesar de já estar recuperado, o retorno de Pedro aos shows ao lado do primo e parceiro de dupla, Thiago, só deve acontecer em maio de 2013. Em tratamento de fisioterapia e fonoaudiologia para recuperar totalmente os movimentos e a fala, ele já canta, toca violão e joga videogames normalmente.

Veja as manchetes dos principais jornais desta segunda-feira


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Jornais nacionais
O Estado de S.Paulo
Diálogos revelam despreparo de técnicos durante apagão
O Globo
Mudança de tática - Fisco fecha o cerco para recuperar R$ 630 bi
Valor Econômico
Correio Braziliense
Nova Lei Seca alerta brasilienses no natal
Estado de Minas
Boca no trombone
Zero Hora
Nova Lei Seca levou 39 para a delegacia
*
Jornais internacionais
The Washington Post (EUA)
Republicanos silenciam sobre "abismo fiscal"
Clarín (Argentina)
Um milhão de aposentados esperam uma decisão da chave da Corte

Cidade do Natal tem programação para toda a família


Aberta desde o começo do mês nos altos da Afonso Pena, a Cidade do Natal está com programações para agradar toda a família.

Confira as atrações para hoje (24), véspera de Natal:

16h às 19h30min – Rádio do Natal
19h30min – Parada do Natal – Banda Marcial Manoel Bonifácio (circuito)
20h – Show com a Banda Elite

domingo, 23 de dezembro de 2012

A luta de James Joyce para reter o presente

Folha.com
James Joyce passou a vida em busca de epifanias. Não a manifestação divina, mas pequenas ou grandiosas iluminações que, ele acreditava, escondiam-se sob os fatos e seriam capazes de arrancá-lo do presente repleto de mesmice e angústia --luta, em grande parte decepcionante, para libertar-se da Irlanda, das influências e lembranças familiares, do catolicismo e de sua própria fragilidade.

Herdada do cristianismo, essa tentativa de compreender a realidade a partir de uma perspectiva transcendental refuta as interpretações comuns do tempo.
Para Joyce, a história não pode ser um contínuo corruptível, com começo, meio e fim, mas, como dizia Gregório de Nissa, deve ir "de começos em começos por começos que não têm mais fim". Ou, nas palavras de Agostinho de Hipona, em suas "Confissões", "não existem coisas futuras nem passadas; nem se pode dizer com propriedade: há três tempos, o passado, o presente e o futuro; mas talvez se pudesse dizer com propriedade: há três tempos, o presente respeitante às coisas passadas, o presente respeitante às coisas presentes, o presente respeitante às coisas futuras".

Os motivos do escritor irlandês, contudo, não eram religiosos ou teológicos; ele não estava preocupado em sublimar a imanência ou distinguir, de forma profética, o destino do homem e do mundo.
O que Joyce transformou em técnica literária, o registro do que ele acreditava serem revelações nasce do desespero para perpetuar o presente, do temor de que tudo lhe escape a cada instante. Ele tenta reter a essência dos fatos --para que o tempo não passe, não se desdobre. Como afirma Harry Levin no clássico "James Joyce: A Critical Introduction" (1941), "o afã de toda a vida de Joyce foi escapar do pesadelo da história, conceber a totalidade das experiências humanas num plano simultâneo, sincronizar passado, presente e futuro".

Dois lançamentos da editora Iluminuras mostram aspectos do desespero joyciano: se "Epifanias" [intro. e trad. Piero Eyben, 112 págs., R$ 35] apresenta alguns dos resultados que o autor alcançou na tentativa de revelar mistérios para os quais a maioria dos homens está cega, em "Cartas a Nora" [org. e trad. Sérgio Medeiros e Dirce Waltrick do Amarante, 152 págs., R$ 38], correspondência enviada a sua mulher, Nora Barnacle (1884-1951), conhecemos a aflição no seu estado mais cru, livre das regras que o autor se impunha ao escrever literatura.
DESIGUAL
"Epifanias" é um livro desigual, provoca reações opostas. Para o editor e crítico literário John Gross, esses pequenos textos são "obstinadamente exânimes", "carentes de drama", "amorfos e insubstanciais". Na opinião de Harry Levin, podem ser lidos "como exemplos de um gênero único e delicado, manifestações concretas da quidditas[essência] escolástica ou do porquê das coisas". Ambos estão certos, a depender do trecho.

O leitor que enfrenta a primeira epifania pensará como Gross. Trata-se de um diálogo que só adquire sentido ao ser redescoberto no início de "Retrato do Artista Quando Jovem". Mas, se não empreendemos esse exercício detetivesco ou não procuramos o auxílio de um guia seguro, as poucas linhas transformam-se numa cena desprovida de sentido --e podem despertar a culpa no leitor inexperiente, que se perguntará por que não percebe a singularidade de um texto do autor de "Ulysses".

Não há erro nenhum, no entanto, pois esses fragmentos são apenas exercícios de estilo, excertos de diálogos, rápidas cenas urbanas, visões do mundo onírico, amostras do que ele desenvolveria nos contos e romances.

As epifanias mostram a distância que há, quando se dispõe apenas de palavras, entre pretender desvelar um episódio fortuito e atingir realmente o objetivo, a ponto de produzir algo semelhante a um arrebatamento. Convidam o leitor a se manter equidistante da veneração e do menosprezo; só assim não se comportará como alguns obsessivos estudiosos, que poderiam descobrir literariedade até numa lista de compras, se encontrassem uma escrita por Joyce.

Mas há passagens extraordinárias, como a "Epifania 33", na qual a primeira impressão, fotográfica, prolonga-se num quadro noturno povoado de prostitutas melancólicas e carentes. Ele a utilizará anos mais tarde, no "Ulysses", mas antes transcreve o trecho, com variações, numa carta pungente que envia a Nora, em 29 de agosto de 1904. Só após lermos tal peça autobiográfica começamos a entender esse homem dilacerado pelo remorso e pelo anseio de ser famoso.

É curioso que, num espaço de três décadas, esta seja a segunda edição brasileira das cartas de Joyce a Nora --a primeira, de 1982, foi lançada por Massao Ohno e Roswitha Kempf, com tradução de Mary Pedrosa. Nossos editores parecem dar preferência às confissões íntimas do escritor, desprezando, na ampla epistolografia que deixou, as cartas, por exemplo, ao poeta Ezra Pound (1885-1972) ou a Sylvia Beach (1887-1962), sua benfeitora, que editou o "Ulysses" em 1922.
ÊXTASE
De qualquer forma, a correspondência revela muito mais que o escritor fetichista. Nora não foi apenas a epifania carnal de Joyce; veja-se, em 21 de agosto de 1909, a descrição próxima a um êxtase místico: "Teu amor me atravessou e agora sinto que a minha alma é algo assim como uma opala, isto é, cheia de matizes e de cores estranhamente variáveis".
Antes, tornou-se, para o escritor apóstata, a substituta profana da Virgem Maria: "Minha mãezinha, me ponha no escuro santuário do teu útero. Proteja-me, querida, do mal! Sou muito criançola e impulsivo para viver só. Me ajude, querida, ore por mim!" (24 de dezembro de 1909). Esse trecho e outros, repletos de lamentos tediosos de menino inseguro e desprotegido, não passam de degradações, na forma e no conteúdo, das epifanias 7 e 34, nas quais brilha o tema do amor maternal.

À parte os clichês melosos e as súplicas infantis, o desespero de Joyce se irradia por todas as direções. Exige que Nora recorde os locais onde se encontraram e, segundo ele, foram felizes. Ela passa cinco dias sem lhe enviar uma carta, e ele a acusa de ter esquecido "os belos dias do nosso amor". Reconhece que tal cobrança é algo monstruoso --mas volta a fazê-la na mesma carta (12 de julho de 1912). Quando está em Dublin, visita repetidamente esses lugares, incluindo os que ela habitou; e sua desesperadora insistência em recordar está longe do sereno "presente respeitante às coisas passadas" de Agostinho: "Vejo-te... vejo-te... vejo-te...", repisa ele a 25 de outubro de 1909, buscando epifanias que façam renascer o passado tirânico.

Há igual sentimento em relação ao futuro. Reconhece que as "ambições desmedidas" são as "forças dominantes" de sua vida (27 de outubro de 1909) e a promessa de alcançar a fama, o sonho de Stephen Dedalus, seu alter ego, de um tempo ulterior em que suas epifanias serão enviadas a "todas as grandes bibliotecas do mundo, incluindo a de Alexandria" (em "Ulysses"), ecoa pelas cartas.

Nada muda quando se trata do "presente respeitante às coisas presentes". O Joyce perfeccionista, capaz de ordenar detalhes no vestuário de Nora, é o mesmo que visitava amigos para anotar trechos de seus diálogos e apreender, nas conversas banais, o indício de algo único, revelador. Ele reconhece, a 22 de agosto de 1912, sua compulsão: após perguntas e recomendações que descem a detalhes da higiene pessoal de Nora, exclama, referindo-se a si mesmo, num paroxismo, "Pobre Jim! Sempre planejando e planejando!".

A realidade se encarregou de atormentar o autor de "Finnegans Wake" com antiepifanias. E, apesar do permanente remordimento da consciência --o "agenbite of inwit" que ele inocula em Dedalus e Leopold Bloom, de "Ulysses"--, Joyce conseguiu extrair beleza do desespero. Os "cascos que brilham no meio da pesada noite como diamantes, apressando-se para além do gris" ("Epifania 27") ou os olhos de Nora, "flores silvestres azuis crescendo em alguma sebe emaranhada e molhada de chuva", na carta escrita a 19 de novembro de 1909, são comoventes.

Mas a "besta ártica", que o escritor fustiga com a bengala na "Epifania 16", avulta de forma perturbadora: ela é o próprio James Joyce, contorcendo-se sobre si mesmo e murmurando palavras numa língua incompreensível.