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Com a proximidade do período das águas, o planejamento da correção do solo ganha importância para pecuaristas que buscam recuperar o potencial produtivo das pastagens. Antecipar a análise da área, a escolha dos corretivos e a aplicação permite aproveitar melhor as condições de temperatura e umidade favoráveis ao crescimento das plantas.
Segundo Robson Luiz Slivinski Dantas, técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, a organização prévia também facilita o planejamento da adubação, do controle de plantas daninhas, da lotação e da divisão dos piquetes.
Antes de qualquer intervenção, a análise de solo é essencial para identificar limitações de fertilidade e definir a necessidade de calagem, uso de gesso agrícola e adubação. Sinais como áreas descobertas, erosão, plantas invasoras, perda de vigor e baixa capacidade de suporte indicam a necessidade de avaliação, mas não determinam, sozinhos, o tratamento adequado.
“A recuperação de uma pastagem começa muito antes da aplicação do calcário ou do plantio da forrageira. Ela começa com diagnóstico, planejamento e definição clara do objetivo produtivo. A ideia não é apenas ‘deixar o pasto verde’, mas construir uma base produtiva capaz de sustentar o rebanho ao longo de todo o ciclo”, ressalta.
A escolha do corretivo deve considerar o diagnóstico da área, o tipo de solo, a forrageira, o histórico de uso, a logística e o objetivo produtivo. A correção adequada melhora o ambiente das raízes e, associada à adubação e ao manejo do pastejo, pode favorecer a produção de forragem, a capacidade de suporte e a produtividade por hectare.
“Com análise de solo, recomendação técnica, correção adequada e manejo do pastejo, é possível recuperar o potencial produtivo da área, melhorar os resultados do rebanho e tornar a pecuária mais eficiente e sustentável”, conclui Dantas.
Agrolink - Leonardo Gottems

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