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A construção civil foi o setor que mais gerou empregos com carteira assinada em Mato Grosso do Sul em julho. Foram 1.188 novos postos de trabalho, resultado que ajudou o Estado a encerrar o mês com saldo positivo de 730 vagas, segundo dados do Novo Caged.
O desempenho da construção compensou as perdas registradas em outros setores da economia. A indústria fechou 556 postos de trabalho, enquanto a agropecuária perdeu 213 e o comércio e reparação de veículos encerrou outras 80 vagas. Os serviços tiveram resultado positivo, com 391 novos empregos.
No total, Mato Grosso do Sul registrou 34.983 admissões e 34.253 desligamentos em julho. Com isso, o estoque de empregos formais no Estado chegou a 684.147.
Apesar do saldo positivo, a geração de empregos perdeu força em relação ao mês anterior. Em junho, haviam sido abertas 2.051 vagas, 1.321 a mais que as 730 registradas em julho.
Na comparação entre os dois meses, as admissões cresceram 8,23%, passando de 32.322 para 34.983. Os desligamentos tiveram pequena queda, de 34.737 para 34.253.
Entre os municípios, Inocência liderou a geração de empregos em julho, com saldo positivo de 923 vagas. Chapadão do Sul aparece em seguida, com 386, e Três Lagoas, com 274.
Também tiveram resultados positivos Aparecida do Taboado, com 156 vagas, Corguinho (75), Rio Brilhante (69), Bataguassu (55), Cassilândia (51), Ribas do Rio Pardo (44) e Mundo Novo (38).
Campo Grande ficou entre os municípios que terminaram julho com saldo negativo, com fechamento de 140 postos de trabalho. Nioaque apresentou a maior perda do Estado, com 286 vagas a menos, seguido por Nova Alvorada do Sul (-107), Água Clara (-88) e Dourados (-71).
Mesmo com a desaceleração registrada em julho, Mato Grosso do Sul mantém saldo positivo no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, foram 260.856 admissões e 241.598 desligamentos, o que representa a criação de 19.258 empregos formais.
No ranking nacional de julho, Mato Grosso do Sul ficou com o 16º maior saldo entre as unidades da Federação. São Paulo liderou, com 17.814 novas vagas, seguido por Mato Grosso (5.766), Minas Gerais (5.199), Bahia (4.664) e Ceará (4.181).

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