- Ator baiano também estampa a capa da publicação
- Texto diz que o artista tem um 'senso de humor maroto'
O ator Wagner Moura foi incluído na lista das cem personalidades mais influentes do mundo, em ranking publicado anualmente pela Time. Ele também estampa uma das capas da tradicional revista americana.
A escolha vem logo após a temporada de premiações na qual "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, foi destaque. Com o filme, o baiano venceu o Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar, além de ter levado para casa o prêmio de atuação masculina do Festival de Cannes.
"Seu filme mais recente, ‘O Agente Secreto’, se passa no Brasil em uma época em que o país vivia sob o jugo de uma opressiva ditadura política. O longa repercutiu com o público ao redor do mundo —especialmente nos Estados Unidos. Moura foi o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de melhor ator por sua atuação no filme", diz o texto da revista.
A Time afirma que há algo da antiga Hollywood no ator baiano, que "parece uma anomalia entre a maioria dos atores contemporâneos". "O charme contido e o senso de humor maroto neutralizam qualquer risco de seriedade excessiva, e é fácil imaginá-lo num roupão de fumar anos 1930, fumando sem fumar —se é que você me entende", segue a publicação.
Wagner Moura, diz a Time, não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige por aí num Fusca 1959. "Num mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico que a gente não sabia que precisava", afirma.
"Surpreendentemente, Moura quase não se tornou ator —ele se formou em jornalismo. Os anos de faculdade, e os escritores que leu nessa época, foram reveladores para ajudá-lo a entender como arte e política se entrelaçam."
Como é tradição na edição de pessoas mais influentes da Time, a revista convidou um colega de profissão para escrever sobre Moura. Jeremy Strong, ator de "Succession" que integrou o júri de Cannes que o premiou, disse que o brasileiro abriu um buraco no teto do mundo, anós após se firmar como lenda em seu país natal
"Uma noite eu me sentei na sala enorme do Palácio de Festivais [em Cannes] e assisti, com admiração, ao Wagner Moura nos conduzindo pelo Recife nos anos 1970, e depois nos levar a um lugar reservado a performances transcendentes, ao coração da vida", escreveu Strong.
Também integram a lista das cem personalidades mais influentes do ano Zoe Saldaña, Nikki Glaser e Luke Combs.
Folha de São Paulo

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