segunda-feira, 13 de abril de 2026

Chikungunya avança e já soma 6 mortes na cidade de Dourados

 

                                            Agente de saúde visita casas em Dourados e outras cidades. (Foto: reprodução) 


O avanço da chikungunya em Dourados acende um alerta grave e coloca o município em um cenário de preocupação crescente. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, já provocou seis mortes e acumula mais de 1,5 mil casos confirmados, enquanto o número de infectados segue em alta.


A vítima mais recente é um homem indígena de 55 anos, que estava internado no Hospital da Missão Caiuá desde o início de abril e não resistiu.


O caso reforça a gravidade da situação, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde o surto é considerado crítico, com cerca de 1,2 mil confirmações concentradas nessas comunidades.


E o cenário pode ser ainda pior. Outras duas mortes estão sob investigação, incluindo o caso de uma criança de 10 anos que estava internada em estado grave, o que aumenta o temor de que o número de vítimas continue subindo nos próximos dias.


A pressão sobre a rede de saúde já é evidente. Atualmente, 29 pacientes seguem internados com sintomas da doença, enquanto a taxa de positividade dos exames ultrapassa 70% — um índice considerado extremamente alto pelos padrões epidemiológicos.


O avanço acelerado da chikungunya em Dourados acompanha um quadro preocupante em todo o Estado. Mato Grosso do Sul já soma milhares de casos prováveis e mais de 2 mil confirmações, com um índice de incidência muito acima da média nacional — mais de dez vezes maior, segundo dados oficiais.


Dificuldades


Enquanto isso, o combate ao mosquito ainda enfrenta dificuldades. Equipes de saúde atuam em força-tarefa nas áreas mais afetadas, mas o controle da doença esbarra na rápida proliferação do Aedes aegypti, favorecida por condições ambientais e falhas no controle doméstico.


Diante do cenário de emergência, o governo federal anunciou reforço no atendimento, com repasses milionários para ampliar a assistência na região. A expectativa é aliviar a pressão sobre unidades de saúde, especialmente no atendimento à população indígena, uma das mais atingidas pelo surto.


Mesmo com o reforço, especialistas alertam: sem uma resposta mais efetiva no controle do mosquito, o risco é de que o número de casos e mortes continue avançando, mantendo Dourados no centro de uma crise sanitária que já preocupa autoridades e moradores.

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