(Foto: Saul Schram).
Primeiro, governar para seguir promovendo avanços no processo desenvolvimentista de Mato Grosso do Sul e depois, ajustar ao contexto e tempo adequados as demandas do ano eleitoral.
Estas são as prioridades que o governador Eduardo Riedel (PP) reafirma para 2026, ao reassumir o cargo nesta segunda-feira (19/01), após os 18 dias de férias que passou com a esposa, Mônica, período em que foi substituído pelo vice-governador José Carlos Barbosinha (PSD).
A assertividade do governador tem a ver com fatores que incluem, entre outros sustentos, a solidez da estratégia de gestão, o equilíbrio das finanças, o êxito do planejamento para intervenções de fôlego – como no caso do municipalismo -, as provas de confiança respondidas com total resolutividade pelo vice-governador.
Já no plano político-eleitoral falta acertar questões pontuais, que não têm abrigo na governança e só serão socorridas na hora adequada, sem qualquer risco de afetar o ritmo e a dinâmica de gestão.
Barbosinha assume governo de MS durante férias de Riedel - A Crítica de Campo Grande
Desafio
Riedel está ciente do papel que cumpre na condição de maior liderança do PP sul-mato-grossense, tendo com grande parceira a senadora Tereza Cristina e total cobertura política da direção nacional. É pré-candidato à reeleição, porém não permite que esta posição entre direta ou indiretamente no ambiente governamental.
Os compromissos nesta pauta serão agendados apenas no segundo semestre e englobam a construção das chapas majoritária e proporcionais, a composição de alianças e a definição do programa da campanha para o segundo mandato.
Uma das escolhas mais desafiadoras será para o cargo de vice. Barbosinha pode disputar uma cadeira de deputado estadual ou federal e além disso será preciso negociar com os aliados.
Para as duas vagas do Senado, o primeiro nome no chapão liderado por Riedel é o do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).
O segundo é o senador Nelsinho Trad (PSD), pré-candidato à reeleição. O PL força a barra tentando emplacar o ex-deputado Capitão Contar, que até ontem era um dos mais inflamados opositores de Azambuja e Riedel, inclusive se auto lançando na disputa sucessória.
No entanto, Riedel mantém equilíbrio e serenidade. Nem mesmo as alucinadas manobras de Contar tentando acuá-lo o fazem sair do sério e sacrificar o tempo à complexa tarefa de governar o Estado, com dedicação exclusiva.
Vai aguardar a hora certa e alguns indicadores confiáveis, como as pesquisas de intenção de voto e os méritos políticos construídos graças às vitoriosas gestões iniciadas por Azambuja, às quais vem dando sequência.

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