No encerramento da sexta-feira, os contratos futuros mantiveram o ritmo de baixa
O mercado futuro de milho no Brasil encerrou a semana com viés negativo, refletindo ajustes de oferta e movimentos do mercado físico e financeiro. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 fecharam a sexta-feira e o acumulado semanal em queda, em um cenário marcado pela necessidade de venda por parte dos produtores e pelo avanço da colheita da primeira safra.
Ao longo da semana, as cotações apresentaram trajetória descendente, pressionadas pelo aumento da oferta disponível e pela busca dos produtores por liquidez para liberar estoques. Esse movimento reduziu a urgência de compra, enquanto o mercado físico também registrou recuo, com a Média Cepea apontando queda de 2,60%. No mesmo período, o dólar se desvalorizou 1,60%, fator que limitou o suporte aos preços domésticos. Entre os principais formadores de preço, apenas o mercado externo apresentou valorização semanal.
No encerramento da sexta-feira, os contratos futuros mantiveram o ritmo de baixa. O vencimento março de 2026 fechou a R$ 68,84, com recuo diário de R$ 0,91 e perda semanal de R$ 2,42. O contrato maio de 2026 terminou o dia a R$ 68,42, com queda de R$ 0,73 no pregão e baixa acumulada de R$ 1,93. Já o julho de 2026 foi cotado a R$ 67,52, recuando R$ 0,62 no dia e R$ 1,36 na semana.
No mercado internacional, o milho registrou alta na sexta-feira, sustentado por dados positivos de exportação. As vendas semanais alcançaram 4,01 milhões de toneladas, o maior volume do ciclo atual e 33,68% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Esse desempenho ajudou a compensar fatores negativos ligados ao setor de biocombustíveis nos Estados Unidos. Além disso, a piora nas condições das lavouras argentinas contribuiu para o movimento de recuperação, permitindo que o milho encerrasse a semana com valorização acumulada de 1,35%.

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