No dia 10 de outubro, celebra o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. O deputado estadual Jamilsom Name (PSDB) fez um apelo urgente sobre os alarmantes índices de violência contra mulheres em Mato Grosso do Sul, destacando a necessidade contínua de enfrentar essas agressões e discriminações.
"É fundamental que reforcemos as políticas públicas para que possamos diminuir esses números preocupantes e garantir a proteção das mulheres em nossa sociedade", declarou o deputado.
De acordo com o Monitor de Violência Contra a Mulher do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), em 2015 foram registrados 17 casos, um número que mais que dobrou em 2016, saltando para 35.
Desde então, os dados mostraram oscilações, com picos em 2020 (40 casos) e 2022 (44 casos) — o maior total no período analisado. Até o momento, em 2025, já foram contabilizados 29 casos, evidenciando a urgência de ações continuadas no enfrentamento da violência contra a mulher.
Os dados também revelam que a maioria das ocorrências se dá em residências e locais semelhantes, totalizando 208 registros. As propriedades rurais somam 65 casos, seguidas pelas vias urbanas, com 58 relatos de violência. Outros locais mencionados incluem estabelecimentos comerciais (9), unidades de saúde (8), vias rurais (6), espaços públicos (2) e escolas (2), além de um caso registrado em outro tipo de estabelecimento de ensino.
Perfis das Vítimas
A maior parte das vítimas é composta por mulheres adultas, com idades variando entre 30 e 59 anos, seguidas por jovens de 18 a 29 anos. Também há registros de idosas, adolescentes e até crianças, evidenciando que a violência de gênero afeta diversas faixas etárias e demanda atenção em todas as fases da vida.
Em relação à raça e cor das vítimas, a predominância é de mulheres pardas (161 registros), seguidas por mulheres brancas (75 casos). Também foram documentadas ocorrências envolvendo mulheres pretas (10) e indígenas (2). Em outros 105 casos, não foi possível identificar a cor ou raça das vítimas.
Os dados mostram ainda que, na maioria das situações, o agressor tem um vínculo direto com a vítima. O cônjuge é identificado como o principal autor das agressões, com 76 registros, seguido por conviventes (23) e filhos (10). Outros laços familiares, como namorados, irmãos, sogros, cunhados, avós e pais, também foram observados entre os agressores.
Casos de Assassinato:
Uma lista trágica de mulheres assassinadas entre fevereiro e setembro em Mato Grosso do Sul ilustra a gravidade da situação.
• Karina Corim (Caarapó) – 4 de fevereiro
• Vanessa Ricarte (Campo Grande) – 12 de fevereiro
• Juliana Domingues (Dourados) – 18 de fevereiro
• Mirielle dos Santos (Água Clara) – 22 de fevereiro
• Emiliana Mendes (Juti) – 24 de fevereiro
• Gisele Cristina Oliskowiski (Campo Grande) – 1º de março
• Alessandra da Silva Arruda (Nioaque) – 29 de março
• Ivone Barbosa (Sidrolândia) – 17 abril
• Thácia Paula (Cassilândia) – 11 de maio
• Simone da Silva (Itaquiraí) – 14 de maio
• Olizandra Vera Cano (Coronel Sapucaí) – 23 de maio
• Graciane de Sousa Silva (Angélica) – 25 de maio
• Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio
• Sophie Eugenia Borges, filha de Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio
• Eliana Guanes (Corumbá) – 6 de junho
• Doralice da Silva (Maracaju) – 20 de junho
• Rose (Costa Rica) – 27 de junho
• Michely Rios Midon Orue (Glória de Dourados) – 3 de julho
• Juliete Vieira – (Naviraí) – 25 de julho
• Cinira de Brito (Ribas do Rio Pardo) – 31 de julho
• Salvadora Pereira (Corumbá) – 02 de agosto
• Letícia Ananias de Jesus (Cassilândia) – 8 de agosto
• Dahiana Ferreira (corpo encontrado em Bela Vista) – 12 de agosto
• Érica Regina Mota (Bataguassu) – 27 de agosto
• Dayane Garcia (Nova Alvorada do Sul) – 3 de setembro
• Iracema Rosa da Silva (Dois Irmãos do Buriti) – 8 de setembro

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