quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Câmara de Campo Grande aprova moção de repúdio contra Eduardo Bolsonaro por ataques à senadora Tereza Cristina

 




Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, nesta quinta-feira (16), por 21 votos a 3, uma moção de repúdio ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em razão de declarações feitas pelo parlamentar contra a senadora Tereza Cristina (PP) nas redes sociais. Apenas os vereadores do PL — Rafael Tavares, Ana Portela e André Salineiro — votaram contrários à moção.


A proposta foi apresentada pelo vereador Marquinhos Trad (PDT), que classificou a postagem de Eduardo Bolsonaro como “difamatória” e afirmou que o ataque ultrapassou os limites da crítica política.


“Trata-se de uma ofensa a uma mulher, senadora de Mato Grosso do Sul, cuja trajetória é pautada pela ética e dedicação ao Estado”, declarou Marquinhos, ao defender a aprovação da moção.


Durante a sessão, Marquinhos Trad rebateu a insinuação de Eduardo Bolsonaro de que Tereza Cristina só teria ascendido politicamente graças ao apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. O vereador lembrou que, nas eleições de 2022, a senadora obteve mais votos em Mato Grosso do Sul do que o próprio ex-presidente.


Divisão na direita e discursos duros


O debate gerou atritos dentro do grupo conservador. O vereador Rafael Tavares (PL) saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro e alegou que a moção poderia “dividir a direita e favorecer a esquerda”. Apesar disso, o próprio Tavares admitiu que Eduardo “exagerou” nas críticas à senadora.


Em resposta, o vereador Wilson Lands (Avante) criticou duramente o deputado federal, chamando-o de “menino mimado”. Segundo Lands, quem gera divisão no campo da direita é o próprio Eduardo Bolsonaro, ao atacar aliados históricos como Tereza Cristina.


Parlamentares de diferentes partidos, incluindo Jean Ferreira (PT), também reprovaram a postura do filho 03 de Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos. Alguns vereadores citaram que Eduardo tem atuado para influenciar a política externa e até pleitear sanções contra o Brasil junto a setores ligados ao ex-presidente Donald Trump.


Origem da polêmica


A reação da Câmara ocorreu após Eduardo Bolsonaro criticar Tereza Cristina por declarações em defesa do diálogo entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, bem como por descartar sua eventual candidatura à Presidência em 2026. O episódio foi entendido por parlamentares sul-mato-grossenses como um ataque à honra da senadora e ao Estado.

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