sábado, 31 de maio de 2025

PSG massacra Inter de Milão e conquista com autoridade sua primeira Champions

 

                                            Peter Cziborra/Reuters



Quando a QSI (Qatar Sports Investments) comprou o Paris Saint-Germain, em 2011, a promessa era de um título europeu em até cinco anos. Demorou mais do que isso. Porém, na noite alemã de sábado (31), em Munique, o clube francês alcançou o primeiro troféu da Champions League de sua história com um massacre.


Em um jogo altamente desequilibrado na Allianz Arena, o time dirigido pelo espanhol Luis Enrique derrotou a Internazionale por 5 a 0. Com uma atuação coletiva imponente e um desempenho individual marcante do jovem atacante Désiré Doué, de 19 anos, destruiu um adversário que buscava o tetra.


Cumpriu-se assim –com nove anos de atraso, é verdade– a promessa feito pelo controverso presidente do PSG, o qatariano Nasser al-Khelaifi, um dos homens mais poderosos do esporte global. Na prática, o clube parisiense é controlado pela família real do Qatar, que vê nos grandes eventos esportivos uma ferramenta de afirmação geopolítica.


O país recebeu a última Copa do Mundo, decidida em uma grande final entre Argentina e França. A cidade de Lusail foi palco de um duelo memorável entre Lionel Messi e Kylian Mbappé, que eram jogadores do PSG. Mas não foi com esses craques que a equipe alcançou a glória continental anunciada há 14 anos.


Messi partiu ao fim da temporada 2022/2023, assim como o brasileiro Neymar, outro que deixou o clube sem cumprir o objetivo principal. Mbappé saiu um ano depois, iniciando uma arrastada disputa jurídica com o Paris Saint-Germain e liberando o técnico Luis Enrique para desenhar o time à sua maneira.


O espanhol não escondia a irritação com a aversão do francês a orientações táticas. O atacante se recusava a oferecer grande ajuda aos companheiros quando não tinha a bola nos pés. Sem ele, a equipe passou de um modelo baseado no talento de um supercraque a um jogo de esforço coletivo e disciplina.


"Nosso jogo não consiste mais em deixar o Mbappé fazer o que ele quer. Essa era a velha filosofia, que não rendeu nenhum troféu grande", disse o desbocado asturiano, que se apresentou ao PSG há dois anos com um estilo contrastante em relação ao de seus antecessores, cheios de dedos para lidar com os astros.


Luis Enrique chegou nesta temporada a deixar Ousmane Dembélé no banco antes de fazer dele um candidato à Bola de Ouro. O atacante, hoje com 28 anos, foi de eterna e inconsistente promessa da ponta a excelente atacante central, com 33 gols marcados em 48 partidas, oito deles na Liga dos Campeões.


Na decisão, Dembélé não precisou balançar a rede. Ficou clara desde o início a superioridade do PSG, que controlou a posse de bola e trocou passes até chegar à rede. O primeiro gol saiu aos 12 minutos da etapa inicial, quando Vitinha teve excelente visão para achar Doué na granda área. Doué também teve excelente visão, e Hakimi só precisou tocar para o gol vazio na pequena.


Jogador da Inter na temporada 2020/21, o marroquino preferiu não celebrar efusivamente o lance. Um pudor que Doué não precisou demonstrar aos 20, em contra-ataque bem construído por Kvaratskhelia e Dembélé. Seu chute foi desviado em Dimarco, o que tornou difícil a reação do goleiro Sommer.


A Internazionale tinha dificuldade para ter a bola (39% de posse na etapa inicial) e só esteve perto do gol no primeiro tempo em um escanteio, com cabeceio de Thuram. Já o PSG desperdiçou oportunidade uma clara com Dembélé, pouco antes do intervalo, e duas com Kvaratskhelia, pouco depois.


Mas a superioridade era tão evidente que a goleada acabou sendo estabelecida. Aos 18 minutos, uma jogada com toque de calcanhar de Dembélé e passe preciso terminou em finalização também precisa de Doué. Aos 28, foi a vez de Kvaratskhelia receber de Dembélé na cara do gol e finalizar bem. Aos 42, Mayulu fechou a contagem.


Poderia ter sido mais, mas, com várias chances perdidas, o placar final apontou mesmo 5 a 0. Mais do que suficiente para o zagueiro Marquinhos se tornar o segundo brasileiro a erguer, como capitão, a taça da Champions League –o lateral Marcelo, então no Real Madrid, foi o responsável pelo ato na temporada 2021/22.


O PSG completou, assim, a tríplice coroa da temporada 2024/25, juntando a taça da Champions League à do Campeonato Francês e à da Copa da França. Mas era mesmo o troféu internacional que importava a um clube que ganhou 11 das últimas 13 edições de sua liga nacional, sem concorrentes de investimento parecido.


Há divergências nos números apresentados, pouco transparentes. Segundo a agência de notícias francesa AFP, a QSI gastou US$ 2,28 bilhões (R$ 12,9 bilhões) em contratações desde que assumiu o time. Com o cerco jurídico a Nasser al-Khelaifi, investigado na França, os investimentos diminuíram, mas não a ponto de impedi-lo de cumprir –com atraso– a promessa do título europeu.


Marcos Guedes

Folha de São Paulo

Mulher baleada em posto de gasolina "passou por uma grande batalha", diz filho

                                           Foto: Reprodução



 Edson Matheus, de 28 anos, filho da mulher que foi baleada pelo ex-companheiro, que não aceitou a separação, informou que a mãe levou seis tiros e, ao dar entrada na Santa Casa, passou por aproximadamente sete horas de cirurgia.


Em conversa com a reportagem do Correio do Estado, Edson Matheus relatou que as balas atravessaram o corpo da mulher, que teve o intestino perfurado e um dos pulmões atingido.


A cirurgia terminou por volta das 22h. O filho, que não deixou o hospital desde a tentativa de feminicídio, narrou o episódio como “uma grande batalha”, a qual a mulher venceu.


Apesar de ter ficado algumas horas no Centro de Terapia Intensiva (CTI), ela reagiu bem ao procedimento.



Com a melhora, a equipe médica liberou a paciente para permanecer no quarto, acompanhada pelo filho, que escutou o horror que ela sofreu nas horas em que permaneceu no veículo com seu algoz.


“A gente sofreu bastante com o acontecido. Eu estou aqui desde ontem, sem comer, sem dormir, só ao lado da minha mãe. Orando, mandando energias positivas e buscando justiça. Eu quero justiça, para que isso não fique impune”, disse o filho. E completou:


“Não só pela minha mãe, mas por todas as mulheres. Eu sou casado, tenho uma esposa linda, uma filha maravilhosa. Então, tenho que zelar por esse respeito, porque preciso ser exemplo dentro da minha casa. Se eu vejo uma coisa dessas e me omito, fico quieto, estou sendo um péssimo filho, um péssimo marido, um péssimo pai.”


Sequestro

Em ocasiões anteriores, ela tentou conversar com o companheiro para pôr fim ao relacionamento de maneira amigável, mas ele ficava nervoso e, por saber que o ex tinha uma arma, ela acabava se silenciando.



A vítima só conseguiu deixar a residência quando Marcos Antônio viajou para Jardim. Ela pegou seus pertences e fugiu, escondendo-se do ex por três meses. Nesse ínterim, entrou com o processo de divórcio.


O homem a seguiu. Por meio de imagens de câmeras de segurança, é possível ver quando o Hyundai HB20 passa, faz o retorno e intercepta o caminho dela. A mulher volta caminhando; Marcos Antônio se aproxima, eles trocam algumas palavras e ela entra no carro.


Nesse momento, a polícia recebeu uma denúncia de que a mulher poderia ter sido vítima de sequestro. A ocorrência já estava em andamento, enquanto, dentro do veículo, a vítima era repetidamente questionada se estava com outro homem.


“Ele perguntava se ela tinha outro. A todo momento, ele insistia nisso. Só que a minha mãe não estava com ninguém, estava apenas trabalhando. Nem saía de casa, estava bem escondida e com medo de algo acontecer”, contou Edson Matheus.


Como precisava trabalhar, ela acabou sendo localizada por Marcos, que a manteve no carro até ser convencido a parar em um posto de gasolina, local onde a vítima tentou fugir e foi baleada mesmo já caída no chão.


Sentimento de posse


A delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), afirmou que, durante o interrogatório, o suspeito tratava a vítima como um objeto de sua posse.


“Ele a trata como se ela fosse dele. O interrogatório durou cerca de uma hora e ele confirmou essa visão, de que ela era dele, e que não aceitava o fim do relacionamento”, explicou Analu.


A delegada disse que existem registros de violência doméstica contra Marcos Antônio de Souza Vieira em outros municípios, como Jardim, Bonito e região.


O único registro feito em Campo Grande foi justamente o que levou à concessão de uma medida protetiva, que a vítima pediu para revogar em dezembro de 2024.


Quanto à arma, ele não possuía documentos, e a delegada deixou claro que se tratava de armamento ilegal.


Lobo em pele de cordeiro


Marcos Antônio de Souza Vieira, de 59 anos, natural de Jardim, foi descrito pelo filho da vítima como alguém que não demonstrava agressividade. Segundo ele, o homem passava a imagem de “príncipe”, de uma pessoa maravilhosa.


A assistente de educação infantil, de 46 anos, conheceu Marcos Antônio por meio das redes sociais. O filho informou que eles conviveram juntos por pouco mais de três anos.


Com medidas protetivas e usando tornozeleira eletrônica, o filho contou que o agressor conseguiu convencer a vítima de que iria mudar.


Por fim, ela acabou se sentindo mal por ter procurado a polícia e, ludibriada, pediu perdão pela denúncia e decidiu retirar o pedido na Justiça contra o ex.


“Ele era bom de lábia, a minha mãe o perdoou e pediu perdão. Ela, que era a vítima, saiu como errada da história, entendeu?”, relatou o filho.


Sem direito a existir


Após assistir ao vídeo em que Marcos Antônio admite a tentativa de feminicídio, a psicóloga Carlota Philippsen comentou que, para alguns homens, ainda prevalece a ideia de que mulheres são “posse”.


“Isso remonta a muito tempo, como se a gente fosse propriedade privada deles. Essa coisa da mulher ser mantida no lar... Inclusive, isso perpassa algo muito comum e, às vezes, invisível: o assédio que sofremos nas ruas. Como se existíssemos no mundo em função dos homens, para agradá-los, servi-los, gerar e criar os filhos deles”, disse a psicóloga.


Segundo a especialista, mesmo quando constituem outras famílias, muitos homens mantêm o pensamento de que a ex ainda lhes pertence.


“Isso fica muito claro na fala dele. Aquela ideia: ‘se é minha, não vai ser de mais ninguém’, o que denota, sim, uma visão de posse.”


Em situações de violência doméstica, Carlota explicou que é comum mulheres pedirem medidas protetivas, mas depois as retirarem ou voltarem para o agressor, muitas vezes em razão da forma como foram educadas.


“Somos um dos grupos oprimidos que dorme com o próprio opressor. Isso nos leva a pensar que podemos transformá-lo, que nosso amor será suficiente. Muitas acreditam que ele nunca foi amado e que, se for, mudará. Temos sempre essa esperança de que ele pode mudar.”


Um ponto levantado pela psicóloga é a ausência de um nome adequado para os fatos: o termo correto seria “violência masculina contra mulheres”, o que permitiria dar visibilidade ao agente da agressão, algo que não distingue classe social e pode afetar todas as mulheres.


“Então fica aquela coisa meio oculta: quem é que violenta as mulheres? Existe uma certa dificuldade de nos colocarmos nesse lugar. Vemos a outra sendo agredida, violentada... mas, quando acontece com a gente, temos dificuldade de reconhecer. Nós também podemos passar por isso.”


Senado Federal está avançando na discussão sobre a proibição da publicidade de apostas esportiva

 

                                             Foto: Arquivo



Projeto de lei aprovado pelo Senado nesta semana estabelece restrições para a propaganda de jogos de apostas esportivas de quotas fixas, as chamadas bets.


O texto, que ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados para entrar em vigor, proíbe a realização de anúncios ou ações de publicidade com atletas, artistas, comunicadores, influenciadores ou autoridades.


De autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), o texto foi aprovado na quarta-feira (28) na Comissão de Esporte, na forma de um substitutivo do relator, Carlos Portinho (PL-RJ).


A votação final seria na Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD), que ainda não foi instalada. Por esse motivo, o texto foi encaminhado para o plenário com pedido de urgência.



O objetivo do projeto é evitar o impacto da prática de apostas esportivas na população brasileira, especialmente com foco na proteção de públicos vulneráveis, como crianças e adolescentes.


A regulação das ações de marketing e propaganda desse tipo de aposta busca estabelecer critérios e limites claros para a veiculação de conteúdos publicitários, “contribuindo para a transparência do setor e a preservação do interesse público”.


O projeto proíbe a promoção de programas e ações de comunicação que ensinem ou estimulem de forma direta ou subliminar a prática de jogos de apostas, além de não permitir o uso da imagem ou a participação de:


Atletas,

Ex-atletas,

Artistas,

Comunicadores,

Influenciadores,

Autoridades

Membros de comissões técnicas profissionais ou qualquer pessoa física, ainda que na condição de figurantes, na publicidade das bets.

A única exceção é de ex-atletas, após cinco anos de encerramento da carreira.


Também é proibido o patrocínio, direto ou indireto, a juízes e demais membros da equipe de arbitragem de competições esportivas, assim como o uso de animações, desenhos, mascotes, personagens ou quaisquer recursos audiovisuais, inclusive gerados por inteligência artificial, dirigidos ao público infantojuvenil de forma direta ou subliminar.


Além disso, as peças publicitárias não deverão mostrar as apostas como socialmente atraentes, como forma de promoção do êxito pessoal, alternativa a emprego, solução para problemas financeiros, fonte de renda adicional, forma de investimento financeiro, garantia ou promessa de retorno financeiro.


Outro ponto é que não será permitida a promoção de programas e ações de comunicação que ensinem ou estimulem de forma direta ou subliminar a prática de jogos de apostas e o envio de mensagens, chamadas, correspondências, notificações por aplicativos ou quaisquer outras formas de comunicação sem o consentimento prévio, livre, informado e expresso do destinatário.


As restrições aprovadas pelos senadores também incluem a proibição de publicidade em suporte impresso; do impulsionamento de conteúdo fora dos horários permitidos, ainda que originado dos canais oficiais dos operadores de apostas, e a veiculação de publicidade de teor sexista, misógino ou discriminatório, inclusive a objetificação do corpo humano ou a associação de apostas a estereótipos de gênero.


Fica proibida a veiculação de cotações (odds) dinâmicas ou probabilidades atualizadas em tempo real durante a transmissão de jogos e eventos esportivos ao vivo, salvo quando exibidas exclusivamente nas próprias páginas, sites de internet ou aplicativos dos agentes operadores licenciados.


O Senado Federal está avançando na discussão sobre a proibição da publicidade de apostas esportivas, conhecidas como "bets". Diversos projetos de lei estão em tramitação, visando restringir a promoção dessas plataformas, especialmente em meios de comunicação de massa e por meio de influenciadores.



Projetos em tramitação

 De autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), este projeto propõe a proibição de ações de comunicação, publicidade e marketing que promovam apostas de quota fixa. O relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ), apresentou emenda que estabelece restrições, como:


Veiculação apenas entre 22h e 6h em rádio e TV.


Proibição de divulgação em meios impressos, eletrônicos e internet.


Vedação do uso de atletas, artistas, influenciadores e autoridades em campanhas publicitárias.


Proibição de publicidade em estádios, arenas e eventos públicos, incluindo patrocínios em uniformes de atletas menores de 18 anos.


 Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), este projeto visa proibir a publicidade, o patrocínio e a promoção de apostas de quota fixa e jogos online, além de vedar apostas relacionadas a resultados de eleições. Também está prevista a proibição da pré-instalação de aplicativos de apostas em dispositivos eletrônicos.

– De autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), este projeto propõe a proibição da participação de atletas, ex-atletas, apresentadores, comentaristas, celebridades e influenciadores em campanhas publicitárias de apostas esportivas. O objetivo é proteger os cidadãos de possíveis danos emocionais ou financeiros decorrentes da prática de apostas.



– Apresentado pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA), este projeto institui a obrigatoriedade de que as empresas de apostas informem os usuários sobre os riscos associados aos jogos de azar.

Senado Federal


Próximos passos

Após a análise na Comissão de Esporte (CEsp), os projetos serão encaminhados para a Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD), que terá a palavra final sobre as propostas. O Senado também realizará uma audiência pública para discutir os projetos e ouvir diferentes pontos de vista sobre o tema.

Dominado, João Fonseca cai diante do número 5 do mundo em Roland Garros

 

                                            Julien de Rosa/AFP



Superado pelo número cinco do mundo, o britânico Jack Draper, João Fonseca encerrou na terceira rodada sua primeira participação como profissional no Torneio de Roland Garros. Sem a habitual precisão nos golpes de direita, normalmente seu ponto forte, o brasileiro foi derrotado por 3 sets a 0, parciais de 6/2, 6/4 e 6/2, em 1h46 de jogo.


Com o resultado na França, a revelação de 18 anos deve se aproximar do top 50 do ranking mundial.


Desta vez, na tarde francesa de sábado (31), Fonseca não teve tanto apoio da torcida. Na quadra Suzanne-Lenglen, a segunda maior do complexo de Roland Garros (10 mil espectadores), os ingressos são mais caros (acima de R$ 1.300) e comprados com antecedência. Por isso, havia bem menos brasileiros do que nas partidas anteriores, disputadas em quadras com acesso livre para quem comprou o ingresso básico (cerca de R$ 250).


o primeiro set, mal se ouviram os já famosos no circuito gritos de "João Fonseca". Draper dominou desde o começo, devolvendo bem as pancadas do brasileiro, que começou a acumular erros. Foram 11 na direita e quatro na esquerda, em oito games. Fonseca ganhou apenas 17% dos pontos quando precisou sacar duas vezes.


O brasileiro cometeu menos erros não forçados no segundo set, mas o britânico manteve claro domínio das ações e conseguiu a quebra no sétimo game. Quando Draper sacava para fechar em 6/4, o brasileiro aumentou o nível e conseguiu dois break points. Mas o rival teve a calma necessária para fechar o set.


No terceiro set, Fonseca foi quebrado em seus dois primeiros games de saque. Quando perdia por 4/1, chegou a recorrer ao fisioterapeuta, aparentemente sentindo um incômodo no ombro direito. No retorno à quadra, não resistiu e viu o adversário concluir sua excelente partida em sets diretos.


Em toda a partida, o brasileiro teve apenas dois break points e não converteu nenhum. Draper teve 11 e aproveitou cinco.


"O primeiro set foi chave", disse o britânico, para quem o calor em Paris ajudou seu estilo de bolas rápidas. Ele elogiou os torcedores brasileiros e a atmosfera vibrante: "É por isso que eu jogo tênis".


Alguns minutos antes, já com o resultado encaminhado, o público tinha soltado seus últimos gritos de "João Fonseca" na edição 2025 do Aberto da França. Uma homenagem à excelente campanha do brasileiro em Roland Garros, que apenas três jogadores conseguiram na mesma idade neste século: o espanhol Carlos Alcaraz, o croata Borna Coric e o australiano Lleyton Hewitt.


André Fontenelle

Folha de São Paulo

Por matar ator e seus pais, Cupertino é condenado a 98 anos de prisão

 

                                           (Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa/Tribunal de Justiça SP (TJ-SP) 



Após dois dias de julgamento, Paulo Cupertino foi condenado nesta sexta-feira (30) a 98 anos de reclusão em regime fechado por matar a tiros o ator Rafael Miguel e os pais dele, João e Miriam, em 2019.


Houve comemoração dos familiares das vítimas após a leitura da sentença.


Cupertino foi condenado por triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.


A sentença foi dada pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da Capital, a partir da decisão majoritária dos quatro homens e três mulheres que foram jurados.


Ele leu a sentença sem a presença do réu. Disse que o crime foi cometido na presença da filha de Cupertino e agravado por sua fuga do local. Os dois corréus foram absolvidos.


Ao menos quatro dos sete jurados o condenaram pelos três assassinatos em todos os quesitos. Quando a votação atinge a maioria do júri, a Justiça para de contar os votos. O réu permanecerá preso. O júri popular, que começou na quinta-feira (29), ocorreu no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.


O advogado da família das vítimas, Fernando Viggiano, afirmou, à saída do julgamento, que "a tese de defesa de negativa de autoria [de Cupertino] foi rechaçada pelos jurados". "Imaginávamos que ele tomaria qualquer outro caminho, dada a robustez das provas constantes dos autos", destacou.


E emendou: "O cuidado que tivemos foi primordial para que não houvesse nenhuma nulidade. A todo momento havia questões referentes a nulidade processual, não efetivamente à tese, porque sabíamos que havia provas robustas para a condenação".


O juiz entendeu que nenhum dos pedidos de nulidade feitos pela defesa de Cupertino deveria ser atendido.


Segundo o MP (Ministério Público), Cupertino matou o artista e a família da vítima com 13 tiros por não aceitar o namoro do rapaz com a sua filha Isabela Tibcherani, que tinha 18 anos à época. Rafael estava com 22. Câmeras de segurança gravaram o crime na frente da casa da jovem e a fuga do assassino.


Rogério Zagalo, promotor do MP-SP, disse ter se surpreendido com a pena: "Porque o Brasil tem uma cultura chamada cultura da pena mínima, e o Judiciário tem que começar a pensar como esse juiz que jogou essa causa hoje, nós temos que fazer condenações pensando entre outras coisas também, nas consequências do ato ilícito. E nesse caso específico, da mesma família, foram eliminadas três vidas, então é um caso que realmente é muito grave".


O empresário, no entanto, negou o crime quando foi interrogado no primeiro dia de júri.


"Impossível eu ter cometido esse crime. Não tinha motivo, nunca existiu crime premeditado", chegou a dizer no plenário. “Nunca na minha vida tive conhecimento do Rafael, João e Miriam. Como posso ter cometido o crime se nunca tive acesso a eles.”


Cupertino negou o crime, dizendo que saiu da casa e viu os três corpos (de Rafael e dos pais) na rua;

?negou que a silhueta de um vídeo de câmera de segurança que mostra um homem e as três vítimas é a dele;


?que viu ainda “vagabundos” fugindo, sugerindo que eles cometeram os assassinatos;


?que se arrepende de não ter ido atrás deles;


que não os denunciou na delegacia por medo do que poderia acontecer com a sua família;

que a imagem de outra câmera que mostra ele fugindo ocorreu mesmo e é ele porque estava com medo dos “vagabundos”;


falou ainda que não fugiu e nem se escondeu. E que estava trabalhando


Após os assassinatos, o empresário se escondeu em outros estados e países. Ele só foi preso quase três anos depois do crime, em 2022.


Além de Cupertino, também foram interrogados na quinta-feira (29) outros dois réus no processo: Wanderley Antunes e Eduardo Machado, acusados de ajudado a fugir e se esconder após o crime. Eles respondem em liberdade a acusação de favorecimento pessoal por terem ajudado o empresário a fugir e se esconder após o crime. Os dois também se disseram inocentes.


Foram ouvidas sete testemunhas no total. Entre elas, Isabela e Vanessa Tibcherani, respectivamente, a filha e a ex-esposa de Cupertino. As duas contaram que não viram como Rafael, Miriam e João foram baleados, mas disseram na audiência que quem os matou foi Cupertino.


“Foi muito rápido, questão de segundos. Ouvi os disparos, me abaixei e comecei a gritar ‘não, não e fui para fora’”, disse Isabela.


“O que posso dizer é que ele assassinou as três pessoas a sangue frio”, contou Vanessa no julgamento.


Cupertino chegou algemado, acompanhado por dois policiais militares, e começou a ser interrogado por volta das 18h30 de quinta, já sem algemas. O primeiro dia de julgamento foi encerrado às 22h30. O réu só respondeu às perguntas da defesa, feitas por suas advogadas.


E avisou ao juiz que não queria responder aos questionamentos da acusação. Por isso o Ministério Público não o indagou sobre o crime. O MP foi representado pelos promotores Thiago Marin e Rogério Leão Zagallo.


Na fase final do julgamento de Paulo Cupertino, nesta sexta-feira (30), a defesa questionou a falta de provas concretas apresentadas pelo Ministério Público. As advogadas Juliane Oliveira e Miriam Souza afirmaram que não há testemunha ocular, que a denúncia é baseada em suposições e que Cupertino é um cidadão comum. Disseram ainda que ele fugiu por medo de linchamento midiático e circulou por dez estados e dois países. Criticaram também a ausência de análise pericial das cápsulas encontradas no local do crime.


Durante a tréplica, Cupertino permaneceu calado ao lado das advogadas e se emocionou ao saber que a filha retirou seu sobrenome. Em determinado momento da argumentação, ele abaixou a cabeça e esfregou as mãos no rosto. A defesa mostrou uma carta escrita pela sobrinha dele dizendo o quanto o Cupertino era amoroso, além de imagens da prisão, alegando comemoração indevida por parte da polícia.


O primeiro julgamento de Cupertino em 2024 foi anulado pela Justiça e remarcado para essa semana após o réu demitir seu advogado ainda no plenário.


O ator era conhecido na mídia por ter interpretado o personagem Paçoca na novela "Chiquititas", do SBT, e trabalhado em um famoso comercial de TV em que uma criança pede brócolis à mãe. Ele também atuou em novelas da Globo, como “Pé na Jaca”, “Cama de Gato” e o especial de fim de ano “O Natal do Menino Imperador”.


Cupertino está preso preventivamente no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, na Grande São Paulo. (Com g1 São Paulo)

Vasco e Bragantino se enfrentam neste sábado em São Januário

 

                                           Foto: Matheus Lima/Vasco) 



Vasco e Bragantino se enfrentam neste sábado, às 21h (de Brasília), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, em São Januário. 


O Vasco chega embalado depois da classificação na Copa Sul-Americana, após vencer o Melgar por 3 a 0 em São Januário.


A equipe de Fernando Diniz volta as atenções para o Campeonato Brasileiro, no qual precisa vencer para se afastar da zona de rebaixamento.


O clube tem 10 pontos e está na 15ª posição, com três vitórias, um empate e seis derrotas.


O Bragantino vem de uma vitória por 1 a 0 sobre o Juventude e está na quarta colocação, com 20 pontos. O Palmeiras, líder do campeonato, tem apenas dois pontos a mais. Por isso, o Massa Bruta quer vencer o Vasco para tentar assumir a liderança do Brasileirão, em caso de uma combinação de resultados, ou pelo menos encostar ainda mais na ponta da tabela.


Vasco - Técnico: Fernando Diniz

Diniz terá dois desfalques por suspensão para a partida. Hugo Moura e Luiz Gustavo receberam o terceiro cartão amarelo contra o Fluminense e estão fora contra o Bragantino. O treinador vascaíno poderá repetir a escalação da vitória contra o Melgar, na qual utilizou Jair e Lucas Freitas como substitutos.


Provável time: Léo Jardim; Paulo Henrique, João Victor, Lucas Freitas, Lucas Piton; Jair (Mateus Carvalho), Tchê Tchê, Coutinho; Nuno Moreira, Rayan e Vegetti


Bragantino - Técnico: Fernando Seabra

O Bragantino tem seis desfalques para a partida. O zagueiro Guzmán Rodrigues e o atacante Lucas Barbosa estão suspensos e devem ser substituídos por Eduardo e Laquintana, respectivamente. Os outros quatro desfalques já estavam no Departamento Médico. No mais, é provável que sejam mantidos os titulares do jogo contra o Juventude.


Provável time: Cleiton; Andres Hurtado, Pedro Henrique, Eduardo e Juninho Capixaba; Gabriel, Eric Ramires e Jhon Jhon; Vinicinho, Laquintana e Eduardo Sasha


(Com ge)

Marco Aurélio Santullo uma figura central na política de Mato Grosso do Sul

 

                                             Foto: Arquivo



Marco Aurélio Santullo é uma figura central na política de Mato Grosso do Sul, destacando-se como dirigente do Partido Progressista (PP) no estado. Com uma trajetória marcada por cargos estratégicos e articulações políticas, Santullo tem sido um aliado próximo da senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP, desempenhando um papel crucial na expansão e fortalecimento da legenda.


Carreira política e articulação partidária

Santullo iniciou sua trajetória política como secretário especial da Casa Civil no governo de Reinaldo Azambuja, cargo do qual se afastou em 2022 para se colocar como pré-candidato. Embora não tenha disputado as eleições, permaneceu ativo na articulação política do PP, assumindo posteriormente a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul .



Em 2023, Santullo foi nomeado diretor-presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), cargo que ocupou até abril de 2023. Sua saída da Funtrab foi estratégica, visando fortalecer o PP nas eleições municipais de 2024. Ele assumiu a articulação política do partido, organizando diretórios municipais e buscando ampliar a presença da legenda em todo o estado .



Atuação na gestão municipal e retorno ao PP

Em março de 2024, Santullo assumiu a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande, na gestão da prefeita Adriane Lopes (PP). Sua nomeação visou fortalecer a articulação política do PP na capital, mantendo o partido alinhado com a administração municipal e estadual .

Após quase um ano à frente da Secretaria Municipal de Governo, Santullo retornou ao diretório estadual do PP em 2025, conforme anunciado pela senadora Tereza Cristina. Sua volta ao partido reflete o crescimento e a necessidade de reforçar a estrutura do PP para as próximas eleições .

Contribuições para a "União Progressista"

Santullo desempenhou um papel fundamental na criação da federação "União Progressista", formada pela união do PP com o União Brasil. Essa aliança visa consolidar uma bancada forte no Congresso Nacional, com o objetivo de fortalecer a representatividade política e promover o desenvolvimento econômico e social. A federação também busca otimizar recursos para campanhas eleitorais, com acesso ampliado ao Fundo Eleitoral e tempo de rádio e televisão .


Conclusão

Marco Aurélio Santullo é reconhecido por sua habilidade em articulação política e por sua dedicação ao fortalecimento do PP em Mato Grosso do Sul. Sua trajetória demonstra um compromisso contínuo com o desenvolvimento do estado e a expansão da influência do partido, consolidando-o como uma liderança estratégica na política regional.