quinta-feira, 3 de novembro de 2016

MS fecha lista com 156 atletas que vão para Olimpíada Escolar


Correio do Estado

A Fundesporte (Fundação de Esporte de Mato Grosso do Sul) fechou a lista com os 156 atletas que representarão o Estado na maior competição escolar do país: Os Jogos Escolares da Juventude. Neste ano, a também conhecida Olimpíada Escolar será realizada em João Pessoa (PB), com a participação de 3,9 mil atletas, entre 15 e 17 anos. Com treze modalidades em disputa, o evento começa no dia 10 e segue até 19 de novembro.

A delegação com o estudantes sul-mato-grossense embarca no dia 9. O Estado terá representantes em todas as modalidades dos Jogos. O atletismo viajará com o maior número de competidores: 23. Hellen Martins Messias, de Campo Grande, disputará o salto em distância. Em 2015, ela foi campeã na edição dos Jogos para alunos com idade entre 12 e 14 anos - saltou 5,49 metros e bateu o recorde na prova.

Agora, às vésperas de completar 15 anos (em 27 de novembro) ela tem o desafio de competir com atletas mais experientes. “Espero ao menos uma medalha de prata. Elas (adversárias) estão em um nível maior que o meu, não temos nem pista adequada para treinar”, diz a aluna da Escola Municipal Prof. José de Souza.

Hellen Martins disputará o salto em distância
Mesmo com a falta de estrutura, Hellen vem se preparando forte para os jogos nacionais. Também aumentou a carga de treino para defender  as cores da bandeira sul-mato-grossense. Por semana, são dois períodos de atividades no Centro Esportivo da Vila Nasser. E, outras três sessões, na improvisada pista do colégio público onde estuda.

Na luta olímpica, João Carlos Milano Neto (até 85kg), fará sua sexta e última participação dos Jogos. Agora, aos 17 anos, atingiu o limite de idade para a competição. “Quero me despedir com ouro, minha melhor colocação foi o terceiro lugar quando tinha 12 anos”, recorda João, da Escola Estadual Severino de Queiroz.

Com o sonho de chegar a Olimpíada de Tóquio 2020, o jovem lutador entende que os Jogos da Juventude foram muito importantes para seu desenvolvimento como atleta. “Aprendi muito a cada luta, com atletas de todo o país. Vejo os jogos como uma escada para chegar até meu sonho olímpico”, comenta.

João Milano enfrentará fortes adversários na luta olímpica (Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado)
A delegação de Mato Grosso do Sul disputará os Jogos da Juventude com estudantes de escolas de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Porto Murtinho, Chapadão do Sul, Jardim, Maracaju, Rio Verde, Nova Alvorada do Sul, Itaporã, Água Clara e Fátima do Sul.

Canção de Paulo Simões, Almir Sater e Renato Teixeira é indicada ao Grammy





A música "D de Destino", composição de Paulo Simões, Almir Sater e Renato Teixeira, foi indicada na 17ª edição do Grammy Latino, premiação de música para as melhores produções fonográficas.


Essa foi a primeira indicação de uma música sul-mato-grossense para o prêmio. os 3 estão concorrendo na categoria de melhor canção em português.

Aos 63 anos, o cantor Paulo Simões, por telefone, carrega na voz a emoção da notícia. "Fiquei sabendo há 10 dias, quando saiu a lista de indicados. Almir me ligou para dar a noticia e ele estava muito feliz. Nós três ficamos muito felizes, foi a primeira indicação que a gente teve", conta.

"D de Destino" concorre com as músicas "Amei Te Ver", de Tiago Iorc; "Maior", de Dani Black e Milton Nascimento; Maria Da Vila Matilde (Porque Se A da Penha é Brava, Imagina A da Vila Matilde)", de Elza Soares e "Vidas Pra Contar", de Djavan.

O Grammy Latino será realizado em Las Vegas, no dia 17 de novembro.

Monique Amin mostra o corpão em clique na academia



Ego-Foto:Divulgação

Monique Amin mostrou que não tem dia de folga quando se trata de manter o corpão em dia. Na manhã desta quarta-feira, 2, em pleno feriado, a ex-BBB posou em frente ao espelho da academia para mostrar onde seu dia começou. "Feriadin", brincou ela na legenda do clique.

Na foto, Monique mostrou a cintura fininha e exibiu as curvas após perder 10kg. Sobre a nova silhueta, a ex-BBB afirmou ao EGO em entrevista que os trabalhos aumentaram desde que enxugou medidas.

"Eu precisava de um incentivo, mas não encontrava. Estava comendo muito. Agora minha autoestima aumentou. Estou muito feliz, mas acho que se a gente acreditar que chegou no corpo ideal, a gente para. Temos que ir sempre em busca de mais incentivos", afirma ela, que também é adepta de procedimentos estéticos no rosto.

ESTREIA–“A Luz entre Oceanos” aproveita carisma de elenco em drama romântico de época


Reuters        Foto;Divulgação



Baseado no best-seller homônimo da autora australiana M. L. Stedman, que estourou logo em seu primeiro romance, e escalando o par mais badalado do mundo depois da separação de Brad Pitt e Angelina Jolie, o alemão-irlandês Michael Fassbender e a sueca Alicia Vikander, “A Luz entre Oceanos” nasce calcado em boas premissas para ser o sucesso romântico da temporada.

Namorados na vida real durante as filmagens, Michael e Alicia dão vida na tela com naturalidade ao casal Tom e Isabel Sherbourne. Os dois se conhecem em 1919, quando Tom volta, traumatizado, da Primeira Guerra Mundial e decide purgar suas dores e fantasmas interiores aceitando o posto de faroleiro em uma remota e pequena ilha australiana, Janus Rock.

Ainda que o trabalho implique um quase total isolamento, este é rompido por breves visitas de Tom à cidade mais próxima, onde mora Isabel, que perdeu seus dois irmãos na guerra. Afinidades como essa os aproximam e eles se casam, construindo na ilhota um pequeno reino cheio de felicidade, apesar do clima inóspito e da distância de outras pessoas.

O primeiro drama surge quando, grávida do primeiro filho, Isabel sofre um aborto. Algum tempo se passa até que os dois se disponham a uma nova tentativa de ter um bebê, mais uma vez interrompida tragicamente.

Um acaso coloca uma criança no seu caminho, quando chega à ilha um bote à deriva, carregando um homem morto e um bebê, este vivo e esfomeado. Descarregando nesta pequena órfã todo seu amor maternal represado, usando nela as roupas que comprara para o seu próprio filho, Isabel enxerga no incidente a solução para sua tragédia. E convence o relutante Tom a fazer parte de uma mentira, que implica em dizer que a menina é sua filha natural e fazendo-o enterrar na ilha o corpo do desconhecido, sem nada reportar.

Uma trágica virada os espera quando, tempos depois, descobrem que sua pequena Lucy é, na verdade, a filha perdida de Hannah Potts Roennfeldt (Rachel Weisz), cujo marido, um alemão, estava desaparecido, junto com seu bebê, Grace, ao fugir da investida de intolerantes, algo que ocorria com certa frequência contra alemães após a Primeira Guerra.

Consumido pela culpa e dividido na lealdade à mulher, Tom termina precipitando uma mudança nos destinos de todos, que oferece ao filme a oportunidade de construir uma densidade dramática mais consistente, no roteiro assinado pelo diretor norte-americano Derek Cianfrance.

Conhecido pelo romance disfuncional “Namorados para Sempre” (2010), Cianfrance está à vontade numa história em que o romantismo, mais extensivo aqui, é desafiado por seu contexto e escolhas éticas mais agudas. Tudo isso e mais as interpretações seguras do trio Fassbender-Vikander-Weisz sustentam o interesse num filme altamente atraente e bem-feito, que navega bem no desafio de não se tornar um mero mar de lágrimas.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

Maria Cecília e Rodolfo anunciam que "estão grávidos" de quatro meses


R7  foto;reprodução



Durante show no Festival Sertanejo, na madrugada desta quarta (2), a dupla Maria Cecília e Rodolfo - de Campo Grande - divulgaram no palco do Villa Country que esperam o primeiro filho.

No anúncio, a cantora contou que a gestação está no quarto mês e que o nome da criança será Pedro.

Os dois se conheceram na faculdade e resolveram se juntar para cantar. Em 2010, quando a dupla já fazia sucesso pelo País, eles começaram o namoro, que virou casamento e a relação já dura seis anos.

Premiado em Cannes, documentário “Cinema Novo” revisita época de ouro do cinema brasileiro





Vencedor do prêmio Olho de Ouro como melhor documentário no Festival de Cannes 2016, “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, concretiza um diálogo de gerações e um olhar profundo sobre um dos períodos mais inovadores do cinema brasileiro, em que se destacam realizadores como seu pai, Glauber Rocha, ao lado de Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Paulo César Saraceni, Joaquim Pedro de Andrade, Gustavo Dahl e vários outros.

O filme estreia em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Niterói e São Luiz.

O tema da paternidade, literal e figurado, percorre, aliás, as belíssimas imagens do longa, valorizadas pela montagem qualificada de Renato Vallone.

Montador e diretor, trabalhando em parceria, buscaram, mais do que uma organização temporal ou didática, dar um sentido à escolha de cenas entre 500 horas de material, incluindo os filmes dessa geração iluminada de cineastas e materiais de arquivos diversos, nacionais e internacionais -- alguns deles inéditos, como alguns pertencentes ao Institut National Audiovisuel (INA) da França.

Foram consumidos nove meses na montagem e outros três na edição de som, em um projeto que foi iniciado nove anos atrás.

A noção de pertencimento norteia boa parte dessa montagem singular de “Cinema Novo”. Assim, Eryk toma a decisão polêmica de incluir nessa turma de renovadores da época um ramo paulista, Walter Hugo Khoury --que é visto em algumas imagens do filme-- e Luiz Sergio Person -- lembrado pela inclusão de trecho de seu filme “São Paulo S.A.”.

A opção de inserir Person, que teve várias brigas com alguns cinemanovistas, como Glauber, foi justificada por Eryk quando da exibição de seu filme na abertura do Festival de Brasília, em setembro: “Todos aqueles cineastas faziam parte do mesmo caldeirão, do mesmo desejo de renovação. Olhando para trás a partir de 2016, aquelas brigas entre eles ficam menores. Meu filme não tem um viés historicista e sim inclusivo. Houve um desejo de nossa parte de trazer essa energia. E depois quem pode dizer o que era e o que não era Cinema Novo?."

Essa ruptura com o historicismo é traduzida também na escolha do realizador de incluir filmes como “São Bernardo” (71), “Iracema” (74) e “Eles não usam black-tie” (81), que cronologicamente ficariam, a rigor, de fora do espectro temporal do Cinema Novo, mas certamente guardavam integralmente seu espírito.

Fora isso, houve uma preocupação em privilegiar materiais que dialogassem com a contemporaneidade. Dispensando usar imagens recentes (como diversas entrevistas feitas entre 2007 e 2015 com cineastas, inclusive Paulo César Saraceni, morto em 2012), o diretor procurou criar no filme um espaço para que o espectador fizesse perguntas sobre temas como afetos e projetos coletivos.

Eryk admitiu que sua geração --ele tem 38 anos-- sempre se sentiu mais próxima não do Cinema Novo, mas do chamado Cinema de Invenção, representado por Julio Bressane, Rogério Sganzerla, Andrea Tonacci e outros – que, na visão pessoal dele, seriam uma “segunda dentição” do Cinema Novo. Mas a própria crise política recente do Brasil o foi aproximando da crise vivida pelo Cinema Novo, especialmente a partir do AI-5, em 1968, que dispersou o grupo.

Para quem desejar mais informações sobre o movimento e seu tempo, o longa “Cinema Novo” vai gerar um subproduto. Foi produzida também uma série de seis episódios de meia hora cada um para o Canal Brasil sobre o mesmo tema, que provavelmente irá ao ar até o final do ano.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

ESTREIA–“Indignação” é uma adaptação reverente da obra de Philip Roth


                                         Foto;Divulgação



Primeiro longa dirigido pelo premiado roteirista James Schamus, baseado no romance homônimo de Philip Roth, “Indignação” parece situar-se num outro planeta tamanhas as transformações que o mundo passou --em termos morais, sociais e culturais-– desde os anos de 1950 até hoje.

É um momento antes de todas as rebeliões da década de 1960, que estabeleceram os padrões que persistem até o presente.

O protagonista é Marcus Messner (Logan Lerman), jovem judeu de Newark que trabalha no açougue do pai amoroso e controlador (Danny Burstein), e tem uma mãe compreensiva (Linda Emond).

O ano é 1951. Para evitar ser convocado para a Guerra da Coreia, o rapaz entra para uma universidade em Winnesburg, Ohio, o que parte o coração do pai, que jamais teve o filho longe dele, mas também o deixa aliviado, afinal, seu filho não morrerá na guerra, como o do vizinho.

O mundo se abre para Marcus longe da casa dos pais -- agora ele é, finalmente, dono de sua vida. Uma de suas primeiras atitudes é não aceitar o convite para participar de uma fraternidade composta apenas por rapazes judeus.

O protagonista é um rebelde que se declara ateísta e fala de forma complexa, beirando o esnobismo. Mas há algo de vulnerável nisso tudo, uma máscara que esconde suas fragilidades e medos diante de um mundo que ele pouco conhece.

Entra em cena outra aluna da universidade, Olivia Hutton (Sarah Gadon): jovem, loura e pura. No primeiro encontro, eles saem para jantar em um restaurante francês caro. Logo depois, dentro do carro, ao lado de um cemitério, a inocência dele é enterrada junto com os mortos.

A personagem feminina é complexa --uma cicatriz num pulso dá conta de seu passado--, mas o retrato dela no filme não é tanto, pois ela parece existir apenas para ser objeto do desejo do protagonista e satisfazer às necessidades sexuais dele. O que é a mesma posição de muitas personagens femininas ao longo da obra de Roth.

Lançado em 2008, “Indignação” é um romance de Roth que deve muito a um de seus grandes sucessos, “O Complexo de Portnoy”, de 1969. Marcus é, porém, um retrato pálido de Portnoy -- e isso certamente tem a ver com o momento de escrita de cada um dos dois livros. O primeiro foi produzido na era das contestações, dos questionamentos e da possibilidade de revoluções. O mais recente encontra um cenário no qual o conservadorismo ganha força e, curiosamente, deveria ser o mais forte, contestador, ultrajante, mas não é o caso, pois deixa-se contaminar pela época de sua produção.

Schamus --roteirista de filmes com “O Segredo de Brokeback Mountain” e “O Tigre e o Dragão”-- é excessivamente reverente a Roth. Ao seu filme devem ser associadas palavras como “bom gosto” e “comprometimento”, mas isso nem sempre corresponde a elogios.

Há algo de frio aqui, muito calculado, que torna o resultado um tanto anódino, e a jornada do protagonista, às vezes, vazia. Ainda assim, há uma cena central e longa entre Marcus e o reitor da universidade (interpretado pelo dramaturgo Tracy Letts) que sinaliza toda a força do material.

Nela, o diretor --que também assina o roteiro-- não faz concessões. Em um diálogo que transita entre o patético e o cômico, abarcando todas as variações entre as duas pontas, ele cria um embate entre gerações, entre visões de mundo, e mostra tudo aquilo que seu filme poderia ter sido.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb