quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ESTREIA–Ingrid Guimarães brilha na comédia “Um Namorado para Minha Mulher”

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)


A comédia romântica é, provavelmente, um dos gêneros cinematográficos mais maltratados, em que diretores, roteiristas e produtores raramente saem da zona de conforto. Em geral, preferem uma fórmula fixa que, quase sempre, se resume a uma mulher que descobre que não pode viver sem um certo homem e precisa passar por cima de diferenças para chegar ao final feliz.

Essa premissa funcionava muito bem até certo tempo atrás, mas, de uns anos para cá, dá sinais de cansaço especialmente por conta das conquistas das mulheres.

“Um Namorado para Minha Mulher”, de Julia Rezende (“Ponte Aérea”, “Meu passado me Condena”), se coloca numa encruzilhada: como ser fiel à tradição mas também respirar os ares da mudança? A incapacidade do filme de sair desse dilema que ele mesmo cria talvez seja em si sua percepção do papel da mulher no mundo contemporâneo.

O roteiro, assinado por Julia e Lusa Silvestre, é baseado num filme argentino de 2008 bem ruim --sim, na Argentina também existem filmes ruins, embora parte da cinefilia nacional finja que não-- que ganha mais fôlego aqui especialmente com a presença de Ingrid Guimarães, como a mal-humorada Nena, mulher de Chico (Caco Ciocler), que está cansado da insatisfação dela.

Meio pamonha e sem muita iniciativa, ele é incentivado pelo amigo cafajeste (Marcos Veras, num papel parecido com o seu em “Entre Abelhas”) a arrumar um homem para seduzir sua mulher e fazer com que ela (ao invés dele mesmo) peça o divórcio.

Tudo se resolve rápido, e ele encontra um sujeito que atende pelo nome de Corvo (Domingos Montagner, em seu terceiro filme este ano), estranho e misterioso que começa a seduzir a mulher.

O que se segue então é o básico do gênero. Não é preciso ter visto o original ou nenhuma das refilmagens --já houve uma italiana, uma mexicana e uma sul-coreana-- para saber onde isso tudo vai parar.

A questão é: Nena é uma mulher interessante e inteligente que precisava apenas de um empurrãozinho para sair de casa (o marido lhe arruma um emprego com um amigo youtuber, interpretado por Paulo Vilhena), e descobrir que é muito mais do que aquela mulher ranzinza que passa o dia no sofá.

São necessários dois homens --o marido para arrumar um emprego e o “namorado” para lhe dar autoconfiança-- para levar Nena a sair da sua acomodação, a descobrir seu potencial (já que fica bem famosa com o programa na internet) e tornar-se uma pessoa mais feliz.

“Um Namorado para Minha mulher” explora essa possibilidade de sua protagonista alçar novos voos, sendo independente e tudo mais. Mas quando o filme cede às regras do gênero, às quais faria bem quebrar, reafirma que uma mulher precisa de um homem para chamar de seu para se sentir completa.

Ingrid Guimarães, também creditada como colaboradora no roteiro, dá um show com um papel que abre diversas possibilidades de humor e também de um drama leve. A primeira metade --com a Nena infeliz, mal-amada e mal-humorada-- é perspicaz em seu timing para a comédia, além de também comentário sobre o estado das coisas.

Tribunal desportivo definirá futuro do Comercial na Copa do Brasil

                                          Foto:Gerson Oliveira
Em campo, não deu para a equipe feminina do Comercial que perdeu para o Barcelona (RJ), por 5 a 3, ontem no jogo de volta da Copa do Brasil, no estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas. O resultado elimina o Colorado da competição, já que perdeu o primeiro duelo por 1 a 0. A esperança de seguir no torneio, porém, vem com a possibilidade de a equipe carioca ser eliminada por irregularidades.

O Barcelona enfrentou o Comercial, no dia 24 de agosto, com oito atletas em situação irregular. O caso está no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que amanhã, deve levá-lo a  julgamento. A equipe corre o risco de multa e perda de pontos.

Na partida de ontem, o Comercial saiu perdendo de 3 a 0, no primeiro tempo. Na volta do intervalo, empatou. Mas  depois sofreu mais dois gols nos minutos finais, que  fecharam o placar com vitória para a equipe visitante por: 5 a 3.

Responsável pela morte de John Lennon tem liberdade negada novamente


As autoridades penitenciárias do estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, informaram que o assassino de John Lennon, Mark David Chapman, teve sua liberdade condicional recusada pela nona vez.

A negação ocorreu dois anos após o último pedido de Chapman, atualmente com 61 anos de idade. Ele foi condenado à prisão perpétua em 1981.

“Descobrimos que sua liberação seria incompatível com o bem-estar da sociedade e depreciaria a seriedade do crime a ponto de minar o respeito pela lei”, diz a carta de recusa do conselho.

A artista e mulher de Lennon na época, Yoko Ono, está a favor da decisão. A japonesa, inclusive, escreve cartas ao conselho de liberdade condicional, pedindo para que a solicitação de Mark seja sempre rejeitada.

No dia 8 de dezembro de 1980, Chapman disparou cinco tiros contra o integrante dos Beatles. Desde então, cumpre pena na prisão de alta segurança de Wende, em Alden, no estado de Nova Iorque.

Coldplay toca Pure Imagination em homenagem a Gene Wilder

Radio:Antena1

Na última segunda-feira, dia 29, faleceu, aos 83 anos, Gene Wilder, intérprete de Willy Wonka no filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Os britânicos do Coldplay aproveitaram para fazer um tributo ao comediante.

Durante um show em Denver, nos Estados Unidos, os músicos tocaram “Pure Imagination”, eternizada na voz de Wilder, no longa-metragem infantil.

O ator, que também fez sucessos pelos seus papeis em “O jovem Frankenstein”, de 1974, e “Primavera para Hitler”, de 1967, foi vítima de complicações resultantes da doença de Alzheimer.

Já a banda Coldplay segue na turnê mundial que promove seu mais recente disco, intitulado A Head Full Of Dreams.

Confira a seguir a homenagem do grupo a Gene Wilder:

ESTREIA-“Sem Fronteiras” carrega na ação sem perder as raízes de “Star Trek”

Reuters


Quando assumiu as rédeas para a realização da nova franquia “Star Trek”, em 2009, quase cinco décadas depois da estreia na TV e um sucesso estelar durante todos esses anos, J.J. Abrams alcançou um feito: criar uma narrativa moderna para conquistar as novas gerações de espectadores, sem desrespeitar o universo venerado pelos fãs.

O êxito da produção tornou-a uma nova franquia, seguida por “Além da Escuridão” (2013), que ainda revestia de uma nova roupagem o vilão Kan (rejuvenescido pelo ator Benedict Cumberbatch). Um filme subestimado, pois o excesso de efeitos deixa nas sombras o belo trabalho realizado pelos roteiristas (Roberto Orci e Alex Kurtzman) e pelo elenco, sob a batuta de Abrams.

Este terceiro episódio “Star Trek – Sem Fronteiras” mantém os mesmos elementos e qualidades, mesmo com a direção de Justin Lin (chancelada por Abrams), responsável pelo sucesso de “Velozes e Furiosos”. Ele traz ainda mais vigor à ação, quando as cenas estão longe do espaço, como se verá no decorrer da projeção.

Se o primeiro longa apresentava aos personagens seu destino, a sequência os amadurecia em sua jornada. Agora, é hora de enfrentar as dúvidas de suas escolhas. O capitão Kirk (Chris Pine), que até então seguia os passos de seu pai herói George Kirk (Chris Hemsworth), busca entender o que quer para si, enquanto a Spock (Zachary Quinto) recai o peso de reviver a cultura vulcana.

Os longos períodos a bordo da Enterprise tornam-nos praticamente guardiões dos valores da Federação, levando-os à beira do tédio. Mas o marasmo muda quando uma nave pede socorro em uma área desconhecida do espaço. Um embuste que os atrairá até o novo vilão Krall (Idris Elba), um humanoide de aparência réptil, que literalmente suga a força vital de humanos para se fortalecer.

Maniqueísta como todo vilão da narrativa “Star Trek”, Krall é uma figura perversa cuja missão é destruir não apenas os valores pregados pela Federação, como qualquer um que esteja sob sua guarda. A começar pela própria Enterprise, feita em pedaços por naves coordenadas como um enxame de abelhas, muito similar ao visto na produção “Ender’s Game – O Jogo do Exterminador” (2013).

Quando caem no planeta habitado por Krall, a tripulação (grande parte aprisionada) precisa se virar e evitar que o vilão construa sua arma da morte. Será quando Bones (Karl Urban) dividirá hilariantes cenas com Spock, no confronto de suas antipatias mútuas e Scotty (Simon Pegg, que também assina o roteiro) conhecerá a felina Jaylah (Sofia Boutella), peça fundamental para os planos do capitão Kirk.

As sequências no planeta inóspito, em que a equipe tenta se agrupar (e o filme perde em agilidade), é o que aproxima este terceiro episódio (e 13o filme) da essência da série iniciada na década de 1960. Há um visual retrô nas cenas, que culminam com um passeio de moto de Kirk. Surpresas e referências para quem é fascinado por “Star Trek”.

Supremo derruba regra de classificação indicativa na TV






O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem (31) julgar inconstitucional a regra que obriga as emissoras de televisão a veicular seus programas de acordo com o horário estabelecido pela classificação indicativa. Segundo a maioria dos ministros, a imposição prévia de horário para exibição das atrações é ilegal por tratar-se de censura prévia à programação das TVs.

Com a decisão da Suprema Corte, as emissoras continuam sendo obrigadas a exibir caracteres sobre classificação dos programas, mas apenas de forma informativa, podendo veicular os programas no horário que entenderem.

A classificação indicativa está prevista na Constituição e foi regulamentada no ECA (Estatuto da Criança e Adolescente). O partido questiona o Artigo 254 do estatuto, que prevê multa para as emissoras que transmitirem “espetáculo em horário diverso do autorizado ou sem aviso de sua classificação”.

Obrigação

A questão começou a ser julgada no STF por meio de uma ação impetrada pelo PTB em 2011, na qual a legenda questionou o pagamento de multa para as emissoras que transmitirem “espetáculo em horário diverso do autorizado ou sem aviso de sua classificação”.

O julgamento foi retomado ontem (31), com voto do ministro Teori Zavascki.  O ministro entendeu que as regras de classificação indicativa têm efeito de recomendação sobre o conteúdo dos programas, mas não pode ser tratado como obrigação para as emissoras. Para Teori, o modo de veiculação atual é ineficiente.

“O modo como se veicula a indicação, no meu entender, é absolutamente ineficiente nos programas de televisão. Isso certamente reclama medidas no sentido de aperfeiçoar o sistema. Normalmente, a indicação vem no início do programa, mas no decorrer não há nenhuma indicação.”

PTB

Os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello também acompanharam a manifestação de Zavascki.

Anteriormente, haviam votado o relator, ministro Dias Toffoli, e três ministros que votaram em 2011: Ayres Britto (aposentado), Luiz Fux e Cármen Lúcia. Para Toffoli, as emissoras não são obrigadas a seguir os horários e só podem ser punidas administrativamente se não indicarem no início da exibição a faixa etária a qual é destinada.

A ação do PTB teve apoio da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Organizações da sociedade civil defensoras dos direitos humanos são a favor da manutenção da classificação indicativa.

Flamengo, vence Figueirense e consegue classificação

                                          Foto:Gilvan /Flamengo




O Flamengo conseguiu reverter a desvantagem da partida de ida e venceu por 3 a 1 o Figueirense, nesta quarta-feira, em Cariacica. Com o resultado, os rubro-negros conquistaram a classificação para a fase internacional da Copa Sul-Americana pelos gols marcados em Florianópolis, onde perderam por 4 a 2. Agora, os cariocas esperam o adversário, que sai do confronto entre Palestino (CHI) e Real Garcilaso (PER).

A situação rubro-negra começou complicada, já que o Figueirense abriu o placar logo no início, com Rafael Silva. No entanto, o Flamengo não se intimidou e virou o marcador ainda na etapa inicial, com gols de Everton e Jorge. No segundo tempo, Fernandinho fez o terceiro e garantiu o avanço dos cariocas.

O jogo – O Flamengo começou a partida pressionando em busca do gol, mas viu o Figueirense marcar logo aos cinco minutos. Rafael Silva levou a melhor sobre a zaga rubro-negra e tocou no canto direito, sem chance para Alex Muralha.

O revés não desanimou os cariocas, que seguiram com a mesma pegada. O Flamengo foi recompensado aos 13 minutos, quando Everton tabelou com Gabriel e tocou colocado, por cima de Gatito Fernández, para empatar o confronto.

Depois do gol, o panorama da partida seguiu o mesmo. Os rubro-negros voltaram a chegar com perigo aos 18 minutos, em chute cruzado de Gabriel que parou em grande defesa de Gatito Farnández. Só que aos 25, o Flamengo marcou o segundo gol em Cariacica. Jorge pegou rebote, passou por dois marcadores e acertou chute forte da entrada na área no ângulo do goleiro catarinense.

Após sofrer a virada, a situação ficou ainda pior para o Figueirense aos 29 minutos. Rafael Silva fez falta dura, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso, deixando os catarinenses com um homem a menos.

Quando parecia que o Flamengo iria aumentar a pressão, o Figueirense recuou e melhorou a marcação. Os rubro-negros passaram a ter dificuldade em criar bons lances. Nos minutos finais, os catarinense ainda conseguiram segurar a bola no campo de ataque e saiu para o intervalo com a vantagem da classificação.

No segundo tempo. os cariocas pressionaram em busca do gol desde o início. Os rubro-negros criaram a primeira boa chance aos oito minutos, quando Gatito Fernández salvou o Figueirense em chute de Réver. No entanto, os visitantes permaneciam recuados, impedindo a criação de lances de perigo.

Com o passar do tempo, o técnico Zé Ricardo colocou o Flamengo mais ofensivo com as alterações. As trocas surtiram efeito aos 26 minutos, quando Fernandinho, que havia entrado poucos minutos antes, recebeu pela esquerda, passou por um marcador e chutou sem chance para Gatito Fernández.

O Figueirense, mesmo com um homem a menos, assustou aos 28 minutos. Após bola levantada na área, Bruno Alves cabeceou, mas a bola passou muito próximo da trave, indo pela linha de fundo. A resposta do Flamengo veio com Leandro Damião, que acertou cabeceio na trave.

Com a classificação encaminhada, o Flamengo passou a tocar mais a bola. O Figueirense ainda tentou buscar o ataque com mais vontade, mas a inferioridade numérica impediu os catarinense de levarem perigo ao gol de Alex Muralha. Assim, os cariocas mantiveram a vantagem até o apito final.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 X 1 FIGUEIRENSE

Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES)
Data: 31 de agosto de 2016 (quarta-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wilson Lamouroux (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzman (Colômbia) e Dionisio Ruiz (Colômbia)
Público: 6.445 pagantes
Renda: R$ 274.200,00
Cartões amarelos: Leandro Damião, Gabriel e William Arão (Flamengo); Carlos Alberto e Renato (Figueirense)
Cartões vermelhos: Rafael Silva (Figueirense)

GOLS
FLAMENGO: Everton, aos 13 minutos do primeiro tempo; Jorge, aos 25 minutos do primeiro tempo; Fernandinho, aos 26 minutos do segundo tempo
FIGUEIRENSE: Rafael Silva, aos 5 minutos do primeiro tempo

FLAMENGO: Alex Muralha, Pará, Rafael Vaz, Rever e Jorge; Márcio Araújo (Alan Patrick), Willian Arão, Diego, Gabriel e Everton (Fernandinho); Leandro Damião
Técnico: Zé Ricardo

FIGUEIRENSE: Gatito Fernandez, Ayrton, Werley, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Ferrugem (Jefferson), Jackson Caucaia, Renato (Nirley) e Carlos Alberto (Gustavo Ermel); Rafael Moura e Rafael Silva
Técnico: Tuca Guimarães