Foto: Geraldo Magela
Tereza Cristina presidiu a sessão que comemorou o Dia Mundial da Alimentação
Senadores, representantes do setor produtivo e do Executivo destacaram, em sessão solene do Congresso Nacional nesta terça-feira, 13/10, a capacidade brasileira de produzir alimentos e o papel do país na segurança alimentar mundial. Realizada no Plenário do Senado, a sessão homenageou o Dia Mundial da Alimentação, a ser celebrado na sexta-feira, 16/10. A campanha de 2026 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem como slogan “Inovar hoje para nutrir o amanhã”.
A sessão foi requerida (REQ 18/2026 – Mesa) pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que presidiu os trabalhos. Ela relacionou a inovação ao desenvolvimento da agropecuária brasileira e afirmou que o país se destaca internacionalmente pelo uso de práticas sustentáveis.
“A agricultura tropical brasileira é um exemplo vivo, ao longo das últimas décadas, de como a ciência, a inovação e a tecnologia transformaram o Brasil em campeão mundial de produção e exportação de alimentos”, afirmou a senadora.
Hoje, o Brasil é peça fundamental na segurança alimentar de diferentes países. Entre janeiro e setembro, o setor agropecuário exportou US$ 133,6 bilhões, o que representa um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Outros senadores que, como Tereza Cristina, integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), destacaram esse papel do Brasil na segurança alimentar internacional. “O Brasil tem muito do que se orgulhar quando o assunto é produção de alimentos. Somos uma das maiores potências agrícolas do mundo, um país que, com trabalho, tecnologia, pesquisa e empreendedorismo, transformou sua vocação produtiva em uma das maiores forças da economia nacional”, comentou Jayme Campos (União-MT..
Durante a sessão, o 1º vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Humberto Miranda, ressaltou a evolução do Brasil nos últimos anos na oferta de alimentos. “O consumo diário de proteínas animais passou de 15 gramas por habitante em 1983 para 256 gramas em 2023. Esses números ajudam a dimensionar o aumento da oferta de alimentos”, afirmou ao dizer que esse desempenho vem dos mais de 5 milhões de produtores brasileiros.
O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), João Dornellas, também fez coro à relevância do produtor rural no processo de segurança e acesso a alimentos de qualidade no Brasil. Ele apresentou números do setor que, em 2025, produziu mais de 288 milhões de toneladas de alimentos. “A indústria processa 62% de tudo que é produzido pela agropecuária nacional e cerca de 69% do que é produzido pela agricultura familiar”, completou.
Senadores defendem crédito e regularização fundiária
A sessão também serviu para que parlamentares enfatizassem pautas consideradas prioritárias para o setor. A vice-presidente da FPA reforçou a responsabilidade do governo na dinâmica de garantir os alimentos nas mesas dos brasileiros.
“Os governos desempenham uma função decisiva na criação das condições necessárias para alcançar esses resultados. É preciso garantir que os alimentos cheguem à mesa com fartura, boa qualidade e bons preços. A qualidade da alimentação de uma família é o primeiro sinal de bem-estar de uma nação. Para isso, é preciso disponibilizar o acesso ao crédito rural, sem juros extorsivos, fortalecer a infraestrutura rural e estabelecer políticas que ampliem o acesso à assistência técnica”, cobrou Tereza Cristina.
Outros temas foram a necessidade de investimentos em infraestrutura e a morosidade na regularização fundiária. O senador Campos criticou a atuação do governo, principalmente na entrega da documentação comprobatória de propriedade ou de direito de uso da terra.
Com informações da Agência Senado e da Agência FPA

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