quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Milho avança na bolsa, mas mercado físico segue travado

 

                                           Foto: USDA



No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58,00 a R$ 65,00 por saca

O mercado de milho manteve sinais de sustentação nesta quarta-feira, com avanço dos contratos futuros e negociações ainda limitadas no mercado físico. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar segue entre os principais fatores que travam os negócios, mesmo com a aproximação do contrato de novembro da B3 ao patamar de R$ 80,00 por saca.



Na bolsa, setembro/26 fechou a R$ 72,61, alta de R$ 0,43 no dia, enquanto novembro/26 encerrou a R$ 78,66, avanço de R$ 0,23. Janeiro/27 terminou cotado a R$ 81,93, com ganho diário de R$ 0,14.


No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58,00 a R$ 65,00 por saca, com oferta mais contida e produtores seletivos. O preço médio estadual calculado pela Emater subiu 1,53% na semana, para R$ 60,23. Em Santa Catarina, as referências próximas de R$ 60,00 contrastam com demanda ao redor de R$ 55,00. O estado também convive com déficit próximo de 6 milhões de toneladas, o que mantém compras de outras regiões e do Paraguai no radar.


No Paraná, as negociações seguem pontuais, com oferta elevada, mas produtores menos dispostos a vender. O preço médio recebido pelo produtor fechou a última semana em R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% sobre julho e de 11% ante agosto de 2025. Já no Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 54,00 e R$ 57,00, sustentadas pela demanda da indústria de bioenergia.


Em comum, os mercados regionais mostram compradores cautelosos, aquisições voltadas à reposição e vendedores firmes. As exportações também ganham importância na absorção da oferta. Em Santa Catarina, porém, os embarques ainda ficam abaixo do volume registrado no mesmo período de 2025, enquanto a liquidez permanece restrita.

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