Foto:Divulgação
Com mais de 40 anos de carreira, Djavan permanece com uma das maiores vozes do País em plena era do streaming. Em turnê com o disco “Vesúvio”, o músico apresenta um repertório dedicado às canções novas e também a releituras de momentos icônicos de sua carreira, um processo que busca a “grande interação com o público”, acredita Djavan.
Em Campo Grande, o cantor apresenta a turnê no dia 3 de agosto, às 23h, no Bosque Expo, do Shopping Bosque dos Ipês. A apresentação começou no início do ano e já passou pelas principais capitais brasileiras. “Começamos essa turnê em março e ela está cumprindo um futuro que a gente já imaginava, de êxito em todos os lugares. Eu acredito que em Mato Grosso do Sul será da mesma forma”, explica o músico.
MISTURA
Para o cantor, o repertório é coeso e reúne clássicos e músicas novas.
“O roteiro tem o objetivo de transformar o encontro entre palco e plateia em uma grande interação. Quer dizer, onde o palco e a plateia se envolvam com o espetáculo. Por isso, tentamos reunir [canções] clássicas de todas as épocas e algumas músicas do disco novo, que não são tão famosas, e dessa forma produzir a interação”, descreve.
No repertório estão “Eu Te Devoro”, “Esquinas” e composições do álbum “Bicho Solto, o XIII”, além das recentes “Orquídea” e “Madressilva”. No entanto, os fãs podem esperar uma mudança nas canções que têm uma trajetória longa. “Em geral, fora as músicas novas que foram arranjadas recentemente, para todo o resto eu faço novos arranjos”, adianta.
Sobre a época dos streamings e a presença dos seus discos em plataformas digitais, Djavan acredita que isso possibilita uma renovação do público.
“Isso ocorre muito; em todos os trabalhos a gente percebe que o público vai se renovando”, frisa.
Assinantes do Correio do Estado têm 50% de desconto na compra de até dois ingressos para o show “Vesúvio”, do cantor Djavan. Para a área vip, o valor do ingresso é de R$ 200,00 e R$ 140,00 (meia-entrada). O evento terá espaço para mesa de até 8 pessoas, com open bar e open food, com tábua de queijos e embutidos, canapés, salgadinhos e escondidinho de carne seca, além de água, refrigerante e cerveja. O valor é de R$3.600,00 (setor A), R$3.200,00 (setor B) e R$2.800,00 (setor C).
No caso de mesas compartilhadas, também com open bar e open food, o valor é de R$ 450,00 (setor A), R$ 330,00 (meia-entrada setor A), R$ 400,00 (setor B), R$ 290,00 (meia-entrada setor B), R$ 350,00 (setor C) e R$ 250,00 (meia-entrada setor C).
A abertura dos portões será a partir das 21h. Os ingressos estão a venda no Hotel Bahamas, na rua José Antônio, 1.117, Centro, das 12h às 20h. Informações pelo telefone (67) 99202-6363, e também no estande do Shopping Campo Grande, 2º piso.
Divulgação de acontecimentos culturais, na cidade de Campo Grande MS, e Estado, shows,teatro,cinemas.
terça-feira, 30 de julho de 2019
Soja em alta no Brasil, mesmo com China ausente
Por: AGROLINK -Leonardo Gottems Foto: Ivan Bueno
Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a segunda-feira (29.07) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação oferecidos pelas Tradings no porto avançarem 0,84%. Isso elevou a saca para a média de R$ 78,79, reduzindo as perdas do mês para 3,68%.
Já os preços do mercado interno, que sofrem outras influências, subiram 0,20%, para R$ 73,84/saca, reduzindo as perdas de julho para 3,12%. “A alta de 0,28% das cotações em Chicago, nesta segunda-feira, somada à alta de 0,27% na cotação do dólar, fizeram os preços médios subir”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.
“Relatórios de Brokers internacionais, que atuam no mercado chinês, aos quais a T&F tem acesso exclusivo, registraram que, apesar das expectativas do mercado, a China continuou ausente do mercado nesta segunda-feira. O efeito disto foi a queda de outros 5 cents nos prêmios dos meses mais próximos nos portos da América do Sul”, diz Pacheco.
Por outro lado, aponta a T&F, os fretes internacionais continuam firmes, como estamos informando desde a semana passada, contribuindo para a queda dos prêmios, de um lado, e aumento dos preços CIF China, de outro.
FUNDAMENTOS
O relatório semanal sobre as condições das lavouras americanas de soja registrou que a soma das lavouras em condição “boa/excelente” continua em 54%, como na semana passada. No entanto, as lavouras em condição “excelente” melhoraram 1 ponto percentual, para 9%, o que poderá ser um fator negativo para o início do pregão desta terça-feira, mas que logo será contrabalanceado pelo grande número das exportações, que foram bem acima da expectativa do mercado.
“Contudo, na mesma época do ano passado a soma das lavouras em condição boa/excelente era de 70%. As lavouras em floração (blooming) ainda estão muito atrasadas: apenas 57%, contra 85% na mesma semana do ano passado e 79% de média dos últimos 5 anos. Também as lavouras que estão colocando vagens (setting pods) estão muito atrasadas: 21%, contra 58% na mesma semana do ano passado e 45% na média das últimas 5 safras”, conclui Pacheco.
Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a segunda-feira (29.07) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação oferecidos pelas Tradings no porto avançarem 0,84%. Isso elevou a saca para a média de R$ 78,79, reduzindo as perdas do mês para 3,68%.
Já os preços do mercado interno, que sofrem outras influências, subiram 0,20%, para R$ 73,84/saca, reduzindo as perdas de julho para 3,12%. “A alta de 0,28% das cotações em Chicago, nesta segunda-feira, somada à alta de 0,27% na cotação do dólar, fizeram os preços médios subir”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.
“Relatórios de Brokers internacionais, que atuam no mercado chinês, aos quais a T&F tem acesso exclusivo, registraram que, apesar das expectativas do mercado, a China continuou ausente do mercado nesta segunda-feira. O efeito disto foi a queda de outros 5 cents nos prêmios dos meses mais próximos nos portos da América do Sul”, diz Pacheco.
Por outro lado, aponta a T&F, os fretes internacionais continuam firmes, como estamos informando desde a semana passada, contribuindo para a queda dos prêmios, de um lado, e aumento dos preços CIF China, de outro.
FUNDAMENTOS
O relatório semanal sobre as condições das lavouras americanas de soja registrou que a soma das lavouras em condição “boa/excelente” continua em 54%, como na semana passada. No entanto, as lavouras em condição “excelente” melhoraram 1 ponto percentual, para 9%, o que poderá ser um fator negativo para o início do pregão desta terça-feira, mas que logo será contrabalanceado pelo grande número das exportações, que foram bem acima da expectativa do mercado.
“Contudo, na mesma época do ano passado a soma das lavouras em condição boa/excelente era de 70%. As lavouras em floração (blooming) ainda estão muito atrasadas: apenas 57%, contra 85% na mesma semana do ano passado e 79% de média dos últimos 5 anos. Também as lavouras que estão colocando vagens (setting pods) estão muito atrasadas: 21%, contra 58% na mesma semana do ano passado e 45% na média das últimas 5 safras”, conclui Pacheco.
Campo Grande é a 6ª capital do país que mais consome refrigerante, diz pesquisa
Foto;Divulgação
Um dos hábitos mais frequentes entre os campo-grandenses é comprar aquele ‘refri’ geladinho para acompanhar as refeições ou lanche. No entanto, essa mania deixou a Capital sul-mato-grossense em uma colocação nada bacana.
Conforme a pesquisa da Vigitel (Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico), Campo Grande é a sexta capital do país que mais consome refrigerante. Coincidentemente, ‘CG’ também ocupa a 6ª colocação na categoria de moradores acima do peso no país.
Os moradores que participaram da pesquisa bebem refrigerante cinco ou mais vezes na semana.
A Capital sul-mato-grossense fica na sexta colocação tanto no público masculino, como no feminino. Entre os homens, Porto Alegre é a capital que mais toma a bebida do país, com 29% da pesquisa; seguido por Rio de Janeiro (24%), Goiânia (22%), Curitiba (22%) e Manaus com a mesma porcentagem de Campo Grande, 21%.
Entre as mulheres, Porto Alegre também aparece como a capital mais consumidora de refrigerante (18%). Seguido por São Paulo (16%), Cuiabá e Goiânia (15%), e Campo Grande aparece com 14%, empatado com Curitiba.
A pesquisa
O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Assim, entre fevereiro e dezembro de 2018, foram entrevistados por telefone 52.395 pessoas.
Com Contéudo MS
Um dos hábitos mais frequentes entre os campo-grandenses é comprar aquele ‘refri’ geladinho para acompanhar as refeições ou lanche. No entanto, essa mania deixou a Capital sul-mato-grossense em uma colocação nada bacana.
Conforme a pesquisa da Vigitel (Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico), Campo Grande é a sexta capital do país que mais consome refrigerante. Coincidentemente, ‘CG’ também ocupa a 6ª colocação na categoria de moradores acima do peso no país.
Os moradores que participaram da pesquisa bebem refrigerante cinco ou mais vezes na semana.
A Capital sul-mato-grossense fica na sexta colocação tanto no público masculino, como no feminino. Entre os homens, Porto Alegre é a capital que mais toma a bebida do país, com 29% da pesquisa; seguido por Rio de Janeiro (24%), Goiânia (22%), Curitiba (22%) e Manaus com a mesma porcentagem de Campo Grande, 21%.
Entre as mulheres, Porto Alegre também aparece como a capital mais consumidora de refrigerante (18%). Seguido por São Paulo (16%), Cuiabá e Goiânia (15%), e Campo Grande aparece com 14%, empatado com Curitiba.
A pesquisa
O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Assim, entre fevereiro e dezembro de 2018, foram entrevistados por telefone 52.395 pessoas.
Com Contéudo MS
Itaú anuncia programa de demissão voluntária
Foto:Divulgação
O Itaú anunciou nesta segunda-feira (29) um PDV (Programa de Desligamento Voluntário). Segundo texto divulgado pela instituição, o programa busca “adequar suas estruturas à realidade do mercado”.
Só neste ano, segundo dados que constam em seu balanço, foram fechadas 212 agências ou postos de atendimentos. O banco tem agora 4.722 unidades.
No comunicado enviado ao mercado, o Itaú Unibanco não informou qual é a meta de desligamentos. No segundo trimestre, o lucro do banco cresceu 10%, num ritmo menor do que os de seus concorrentes.
Os resultados foram afetados, em parte, por despesas maiores justamente com pessoal. Entre o junho de 2018 e junho de 2019, essa despesa cresceu 6,8% em função do número de desligamentos e processos trabalhistas, destaca o banco em balanço. A despesa total com pessoal foi de R$ 5,54 bilhões no segundo trimestre deste ano.
No programa anunciado pelo banco, a adesão ao PDV poderá ser feita durante todo o mês de agosto.Quem optar pelo desligamento receberá até 0,5 salário por ano trabalhado, no limite de 6 salários, e plano de saúde por 60 meses. Outra opção é ficar com até 10 salários, com cobertura de plano de saúde por 24 meses. Também serão pagos participação de resultados e outras verbas rescisórias.
O Itaú anunciou nesta segunda-feira (29) um PDV (Programa de Desligamento Voluntário). Segundo texto divulgado pela instituição, o programa busca “adequar suas estruturas à realidade do mercado”.
Só neste ano, segundo dados que constam em seu balanço, foram fechadas 212 agências ou postos de atendimentos. O banco tem agora 4.722 unidades.
No comunicado enviado ao mercado, o Itaú Unibanco não informou qual é a meta de desligamentos. No segundo trimestre, o lucro do banco cresceu 10%, num ritmo menor do que os de seus concorrentes.
Os resultados foram afetados, em parte, por despesas maiores justamente com pessoal. Entre o junho de 2018 e junho de 2019, essa despesa cresceu 6,8% em função do número de desligamentos e processos trabalhistas, destaca o banco em balanço. A despesa total com pessoal foi de R$ 5,54 bilhões no segundo trimestre deste ano.
No programa anunciado pelo banco, a adesão ao PDV poderá ser feita durante todo o mês de agosto.Quem optar pelo desligamento receberá até 0,5 salário por ano trabalhado, no limite de 6 salários, e plano de saúde por 60 meses. Outra opção é ficar com até 10 salários, com cobertura de plano de saúde por 24 meses. Também serão pagos participação de resultados e outras verbas rescisórias.
Brasil nos Jogos Pan-Americanos
O Brasil fechou esta segunda-feira (29) na terceira colocação do quadro geral de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Lima. Apesar das quatro medalhas de ouro conquistadas, a torcida brasileira lamentou as eliminações das duplas de vôlei de praia e a ausência de Serafim Veli no pódio do levantamento de peso.
Ao todo, a delegação brasileira terminou o dia com a conquista de quatro medalhas de ouro, duas de prata e sete de bronze.
Comercialização de gado movimentou R$ 400 milhões em seis anos
Foto;Edemir Rodrigues
A comercialização do gado de corte do Pantanal de Corumbá, município que tem o segundo maior rebanho bovino do País, movimentou R$ 400 milhões em seis anos com a realização de leilão. De acordo com o Sindicato Rural do município, o leilão Novo Horizonte comercializou 300 mil animais no período.
Presidente do Sindicato Rural, Luciano Leite, afirmou que o leilão, que é o maior da região, é um ganho para os pecuaristas, devido ao fato de garantir preços de mercado ao produtor, sem o atravessador.
“Antes, o gado do Pantanal não tinha comercialização, era vendido na fazenda pelo preço subestimado pelo comprador. Hoje temos um norte de comércio, o leilão recebe compradores de todo o Estado e o gado alcança preços praticados no mercado, agregando com isso maior rentabilidade ao produtor, que passou a investir mais na qualidade dos animais”, afirmou Luciano.
Ainda segundo o presidente do sindicato rural, com rebanho de dois milhões de cabeças, o Pantanal abastece atualmente 40% do mercado de gado gordo abatido em Mato Grosso do Sul.
No último sábado, foi realizado o 72º arremate em seis anos. A comercialização de quatro mil animais movimentou cerca de R$ 4,5 milhões, com lotes arrematados a preços similares aos do planalto, com forte elevação.
Os tourunos alcançaram média de R$ 2.521,00, com um lote sendo comercializado a R$ 2.710,00. Outras médias: vaca gorda, R$ 1.404,00; fêmea 12 meses, R$ 700,00; macho 12 meses, R$ 1.218,00; macho 36 meses, R$ 1.829,00.
A comercialização do gado de corte do Pantanal de Corumbá, município que tem o segundo maior rebanho bovino do País, movimentou R$ 400 milhões em seis anos com a realização de leilão. De acordo com o Sindicato Rural do município, o leilão Novo Horizonte comercializou 300 mil animais no período.
Presidente do Sindicato Rural, Luciano Leite, afirmou que o leilão, que é o maior da região, é um ganho para os pecuaristas, devido ao fato de garantir preços de mercado ao produtor, sem o atravessador.
“Antes, o gado do Pantanal não tinha comercialização, era vendido na fazenda pelo preço subestimado pelo comprador. Hoje temos um norte de comércio, o leilão recebe compradores de todo o Estado e o gado alcança preços praticados no mercado, agregando com isso maior rentabilidade ao produtor, que passou a investir mais na qualidade dos animais”, afirmou Luciano.
Ainda segundo o presidente do sindicato rural, com rebanho de dois milhões de cabeças, o Pantanal abastece atualmente 40% do mercado de gado gordo abatido em Mato Grosso do Sul.
No último sábado, foi realizado o 72º arremate em seis anos. A comercialização de quatro mil animais movimentou cerca de R$ 4,5 milhões, com lotes arrematados a preços similares aos do planalto, com forte elevação.
Os tourunos alcançaram média de R$ 2.521,00, com um lote sendo comercializado a R$ 2.710,00. Outras médias: vaca gorda, R$ 1.404,00; fêmea 12 meses, R$ 700,00; macho 12 meses, R$ 1.218,00; macho 36 meses, R$ 1.829,00.
CMN conclui regulamentação de cadastro positivo
Agência Brasil
Sancionada há três meses, a lei que facilitou o cadastro positivo – lista de bons pagadores – agora pode entrar efetivamente em vigor. O Conselho Monetário Nacional (CMN) concluiu ontem (29) a regulamentação do registro dos diretores e dos controladores responsáveis pelas empresas e pelos bancos de dados que acompanharão a vida financeira dos consumidores em todo o país.
A resolução aprovada pelo conselho obriga os diretores das empresas que recolhem os dados dos pagadores a comprovar capacitação técnica para a função. Os controladores dos bancos de dados (empresas que processam as informações e dão notas aos consumidores) deverão ter reputação ilibada (sem suspeita). Somente com esses dois requisitos, essas companhias poderão obter o registro no Banco Central (BC) exigido pela nova lei do cadastro positivo.
Segundo o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, João André Calvino Pereira, a resolução do CMN lista critérios semelhantes aos aplicados para controladores e diretores das demais instituições financeiras. Ele estimou que, com a nova lei, o número de brasileiros na lista de bons pagadores, que podem obter juros e taxas mais baixas, salte dos atuais 10 milhões para 70 milhões, 80 milhões ou até 90 milhões de pessoas. O representante do BC, no entanto, não deu um prazo para que isso ocorra.
Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro publicado no dia 25 listava mais critérios para a formalização das empresas de coleta de informações e os bancos de dados. Além de terem de cumprir padrões de segurança, de proteção das informações, eles precisam ter patrimônio líquido de pelo menos R$ 100 milhões e terem diretores separados para a gestão dos cadastros e para a segurança da informação.
O decreto também detalhou os procedimentos a serem seguidos no caso de vazamento de dados. Caso as informações vazadas tratem do sistema financeiro, o Banco Central deverá ser comunicado. Se dados de consumidores forem divulgados indevidamente, a apuração caberá à Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça. Caso os vazamentos digam respeito a dados de pessoas físicas não relacionados ao consumo, a recém-criada Autoridade Nacional de Proteção de Dados deverá ser avisada.
Crédito rural
O CMN também simplificou o processo de comunicação de indícios de irregularidades penais ou fiscais nas operações de crédito rural. Até agora, caso o banco detectasse alguma suspeita, deveria comunicar ao Banco Central, que repassaria as informações aos órgãos competentes. Agora, os dados poderão ser enviados diretamente ao Ministério Público, no caso de delitos ou crimes penais, e à Receita Federal, no caso de problemas fiscais, como suspeita de sonegação.
Sancionada há três meses, a lei que facilitou o cadastro positivo – lista de bons pagadores – agora pode entrar efetivamente em vigor. O Conselho Monetário Nacional (CMN) concluiu ontem (29) a regulamentação do registro dos diretores e dos controladores responsáveis pelas empresas e pelos bancos de dados que acompanharão a vida financeira dos consumidores em todo o país.
A resolução aprovada pelo conselho obriga os diretores das empresas que recolhem os dados dos pagadores a comprovar capacitação técnica para a função. Os controladores dos bancos de dados (empresas que processam as informações e dão notas aos consumidores) deverão ter reputação ilibada (sem suspeita). Somente com esses dois requisitos, essas companhias poderão obter o registro no Banco Central (BC) exigido pela nova lei do cadastro positivo.
Segundo o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, João André Calvino Pereira, a resolução do CMN lista critérios semelhantes aos aplicados para controladores e diretores das demais instituições financeiras. Ele estimou que, com a nova lei, o número de brasileiros na lista de bons pagadores, que podem obter juros e taxas mais baixas, salte dos atuais 10 milhões para 70 milhões, 80 milhões ou até 90 milhões de pessoas. O representante do BC, no entanto, não deu um prazo para que isso ocorra.
Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro publicado no dia 25 listava mais critérios para a formalização das empresas de coleta de informações e os bancos de dados. Além de terem de cumprir padrões de segurança, de proteção das informações, eles precisam ter patrimônio líquido de pelo menos R$ 100 milhões e terem diretores separados para a gestão dos cadastros e para a segurança da informação.
O decreto também detalhou os procedimentos a serem seguidos no caso de vazamento de dados. Caso as informações vazadas tratem do sistema financeiro, o Banco Central deverá ser comunicado. Se dados de consumidores forem divulgados indevidamente, a apuração caberá à Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça. Caso os vazamentos digam respeito a dados de pessoas físicas não relacionados ao consumo, a recém-criada Autoridade Nacional de Proteção de Dados deverá ser avisada.
Crédito rural
O CMN também simplificou o processo de comunicação de indícios de irregularidades penais ou fiscais nas operações de crédito rural. Até agora, caso o banco detectasse alguma suspeita, deveria comunicar ao Banco Central, que repassaria as informações aos órgãos competentes. Agora, os dados poderão ser enviados diretamente ao Ministério Público, no caso de delitos ou crimes penais, e à Receita Federal, no caso de problemas fiscais, como suspeita de sonegação.
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