Divulgação de acontecimentos culturais, na cidade de Campo Grande MS, e Estado, shows,teatro,cinemas.
terça-feira, 30 de julho de 2019
Homem é encontrado morto dentro do carro em córrego
Roberto Pereira de Carvalho, 49 anos, foi encontrado morto, na manhã desta terça-feira (30), dentro de carro em um córrego no distrito de Arapuá, em Três Lagoas.
Segundo a Polícia Civil, a vítima dirigia um veículo gol branco pela rua Adonia Alves dos Santos, quando caiu no córrego. O fato teria ocorrido na noite de segunda-feira (29), mas o carro foi encontrado apenas hoje pela manhã.
Os bombeiros nem chegaram a ser acionados, pois a vítima já estava sem vida quando foi encontrada. Não há informações sobre as circunstâncias da morte e o caso está sendo investigado pela 1° Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas.
Hospital de Câncer vai concentrar serviço de radioterapia em Campo Grande
O Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA) deverá concentrar todo o atendimento de radioterapia aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Campo Grande. A previsão é de que a mudança no serviço – atualmente também prestado pela Santa Casa, por meio de convênio com a clínica particular Radius – seja concretizada nas próximas semanas, até o dia 15 de agosto.
Por enquanto, o hospital atende 120 pacientes por mês e recebe aproximadamente R$ 380 mil (R$ 250 mil destinados a partir do dia 12 de julho, quando a Santa Casa abriu mão de prestar o serviço em nova contratualização estabelecendo o repasse total de R$ 2,850 milhões), mas, para expandir a quantidade de pessoas assistidas, a unidade deverá passar a receber mais R$ 250 mil.
O Hospital de Câncer informou que realiza estudo técnico-operacional, além de ampliação de equipe e abertura de novos turnos, e está em tratativas com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para verificar a possibilidade e viabilidade de ampliar a oferta de vagas na radioterapia. Porém, o hospital precisa formalizar a nova contratualização para aumentar a prestação do serviço.
A unidade, que é exclusiva para pacientes com câncer, tem um novo equipamento em operação desde novembro do ano passado (começou a ser instalado em maio de 2017) e atende, em média, 85 pacientes por mês. Porém, por conta da ampliação de estações de trabalho e da equipe médica e física, já havia previsão de o HCAA expandir a capacidade operacional dos serviços para entre 100 e 130 pacientes por dia.
Mesmo assim, a quantidade ainda não seria suficiente para zerar a fila de espera, que atualmente é de 277 pacientes que aguardam chamada do Sistema de Regulação de Vagas (Sisreg), de acordo com dados da Defensoria Pública do Estado. Na Capital, apenas o HCAA atende exclusivamente pacientes do SUS, a Radius é uma clínica particular, contratada para prestar serviço terceirizado para a Santa Casa.
“A Radius parou de receber novos casos desde o dia 30 de junho. A fila está lá aumentando. Só o Hospital de Câncer recebe novos pacientes. Estamos estudando a possibilidade de assumirmos tudo, o repasse e os pacientes. Precisamos ver o impacto que isso vai causar, o quanto vamos ter de ampliar para absorver, se vai dar certo atender tudo ou se vamos ter de repassar para a Radius”, explicou o diretor-geral do HCAA, Marcelo dos Santos Souza. A fila, estima o diretor, não deve ser extinta imediatamente. “Em curto prazo, dentro de 3 ou 4 meses. É um plano viável”, finalizou o médico.
SANTA CASA
Duas semanas após ter formalizado aditivo de R$ 2,850 milhões no contrato de repasse mensal – que já era de R$ 20,3 milhões – para atender pacientes do SUS, a Santa Casa desistiu de manter atendimento para quem faz tratamento contra o câncer e precisa de radioterapia. A decisão veio à tona ontem, mas foi anunciada pelo maior hospital de Mato Grosso do Sul na sexta-feira (26), durante reunião convocada pela Defensoria Pública do Estado para discutir o fim da fila para o tratamento.
Ocorre que a verba extra disponibilizada pela União (R$ 1,1 milhão) e Secretaria de Estado de Saúde (R$ 1,750 milhão) deveria ser usada para ativar 100% da Unidade de Trauma e também em serviços adicionais – 160 cirurgias eletivas de pequena e média complexidade, 20 de alta e outras 20 oncológicas. Além disso, outros 34 leitos devem ser disponibilizados para a área de clínica médica e alguns serviços de exames também estão incluídos no “pacotão de serviços novos”. Ou seja, ao mesmo tempo em que o hospital recebe recursos a mais para expansão de serviços, outros são fechados.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável por fazer os repasses, informou que a Santa Casa disse apenas não ter condições de manter o convênio com a clínica Radius – terceirizada responsável pela radioterapia há aproximadamente seis anos. “O hospital alega que entrou no serviço para tentar ajudar, foi essa a desculpa. Como é de fora da Santa Casa, eles entram só com o nome, não é coisa deles, pediram para sair. Mas lá tem outros serviços terceirizados, é quase tudo terceirizado, diagnóstico de imagens, cateterismo”, explicou o superintendente de Relações Institucionais da Sesau, Antônio Lastória.
Na reunião mediada pelo defensor público Nilton Marcelo de Camargo, do Núcleo Regional de Atenção à Saúde (Naspi), a Santa Casa manifestou desinteresse em continuar oferecendo o serviço de radioterapia.
Mesmo sem contratualização com a clínica Radius, os pacientes que iniciaram o tratamento de radioterapia até 30 de junho deste ano continuarão a ser assistidos na unidade. A Santa Casa foi procurada e confirmou a intenção de encerrar a oferta de radioterapia. Mas o hospital garante que o serviço de quimioterapia para aproximadamente 1 mil pacientes será mantido.
“A esperada ampliação da oferta de vagas em radioterapia possibilitará, a médio prazo, a retomada da regularidade do serviço e uma melhor gestão do número de pacientes que aguardam chamada do Sisreg para início do tratamento de radioterapia”, afirmou Camargo.
Com base no estudo técnico já em andamento, caso a capacidade técnico-operacional do Hospital de Câncer seja excedida, os pacientes poderão ser transferidos para a Radius, “mediante contratualização entre eles, com a finalidade de assegurar a oferta de vagas em radioterapia para todos os pacientes”, afirma ata da reunião. Com o Portal Correio do Estado
Florestas Plantadas: Exportações de MS crescem 12%
Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA
Durante os seis primeiros meses de 2019 a exportação de produtos florestais teve um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a analista técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Bruna Dias, essa alta se deve ao aumento da demanda externa. “A China no primeiro semestre de 2019 foi o principal destino das exportações dos produtos florestais do estado representando 60,7% do total, os Estados Unidos foi o segundo destino com 12,69% de participação”, explica.
Os dados são do MAPA – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que indicam que em 2018 foram comercializados US$ 967 mil com um volume de 2,059 mil toneladas da matéria-prima. Neste ano foram mais de US$ 1,086 milhões em exportação com um total de 2,216 mil toneladas.
Ainda segundo o Ministério, Mato Grosso do Sul é o terceiro maior exportador de mercadorias derivadas do setor, atrás apenas do Paraná e do Rio Grande do Sul. “O produto florestal com maior destaque nas exportações é a celulose, que representa 98% do volume exportado no primeiro semestre de 2019”, informa Bruna Dias.
Produção – Conforme informações do Siga/MS – Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio, a área de eucalipto no estado ocupa atualmente 1,111 milhão de hectares sendo o 2º maior produtor do país. Cerca de 85% da madeira produzida é destinada a fabricação de celulose.
Durante os seis primeiros meses de 2019 a exportação de produtos florestais teve um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a analista técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Bruna Dias, essa alta se deve ao aumento da demanda externa. “A China no primeiro semestre de 2019 foi o principal destino das exportações dos produtos florestais do estado representando 60,7% do total, os Estados Unidos foi o segundo destino com 12,69% de participação”, explica.
Os dados são do MAPA – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que indicam que em 2018 foram comercializados US$ 967 mil com um volume de 2,059 mil toneladas da matéria-prima. Neste ano foram mais de US$ 1,086 milhões em exportação com um total de 2,216 mil toneladas.
Ainda segundo o Ministério, Mato Grosso do Sul é o terceiro maior exportador de mercadorias derivadas do setor, atrás apenas do Paraná e do Rio Grande do Sul. “O produto florestal com maior destaque nas exportações é a celulose, que representa 98% do volume exportado no primeiro semestre de 2019”, informa Bruna Dias.
Produção – Conforme informações do Siga/MS – Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio, a área de eucalipto no estado ocupa atualmente 1,111 milhão de hectares sendo o 2º maior produtor do país. Cerca de 85% da madeira produzida é destinada a fabricação de celulose.
Vietnã visitará frigoríficos brasileiros
Uma missão veterinária realizada pelo governo do Vietnã irá vistoriar alguns frigoríficos brasileiros para uma tentativa de abertura de mercado para a carne bovina do Brasil, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo a CarneTec Brasil, três estados brasileiros serão inclusos nessa visitação, sendo eles os principais produtores.
“A missão irá visitar a cadeia produtiva de bovinos e o sistema brasileiro de defesa agropecuária nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, disse o Mapa em nota. Frigoríficos, fazendas de criação de animais e o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Pedro Leopoldo (MG), considerado referência no diagnóstico de febre aftosa, estão no roteiro da missão”, disse o portal.
Para isso, a ministra Tereza Cristina visitou o Vietnã em maio visando negociar a retomada das vendas de carne bovina brasileira ao país. Na ocasião, ela disse que esperava avanços nas relações comerciais com o país asiático, já que o governo federal está buscando ampliar o comércio com o exterior, buscando destinos diferentes para os nossos produtos.
“No Vietnã, nós conversamos sobre abertura para mercado de boi em pé, que é uma coisa que o Brasil vinha pedindo e que eles demostraram muito interesse... E além do boi em pé, eles nos colocaram que devem abrir (o mercado de) carne pro Brasil no segundo semestre”, disse a ministra.
No dia 6 de agosto, será realizada a reunião final de avaliação da auditoria, em Brasília. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), nos próximos 10 anos, a Ásia será responsável por aproximadamente 56% do aumento da demanda por carne de todo o mundo.
Governadores planejam reformas próprias se ficarem de fora da Previdência
Foto:Divulgação
Sem a certeza de que serão incluídos na reforma da Previdência, os governos estaduais já começam a estudar uma alternativa própria para resolver a questão da aposentadoria dos servidores públicos e, dessa forma, conseguir garantir a sustentabilidade das finanças públicas.
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), por exemplo, é defensor da inclusão de estados e municípios na proposta.
Hoje, estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro já têm mais aposentados e pensionistas do que servidores na ativa, o que deixa evidente a necessidade de uma reforma. A relação é de 1,63 no RS, de 1,29 em MG e de 1,14 no RJ.
Neste ano, o déficit das aposentadorias dos regimes próprios dos estados vai alcançar R$ 144,6 bilhões, de acordo com cálculos do economista Paulo Tafner, pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Em quatro anos – de 2015 ao final de 2019 –, estima-se que o rombo cresça 137%.
A reforma da Previdência aprovada já em primeiro turno na Câmara dos Deputados excluiu estados e municípios. Para resolver a situação dos governos estaduais, uma das alternativas apontadas pelos senadores é a de criar uma proposta paralela para incluir os governos municipais e estaduais.
A seguir, leia entrevista com secretários de Fazenda sobre a situação fiscal dos governos estaduais e as estratégias que podem ser adotadas caso os estados não sejam incluídos na reforma. Com informações do G1.
Sem a certeza de que serão incluídos na reforma da Previdência, os governos estaduais já começam a estudar uma alternativa própria para resolver a questão da aposentadoria dos servidores públicos e, dessa forma, conseguir garantir a sustentabilidade das finanças públicas.
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), por exemplo, é defensor da inclusão de estados e municípios na proposta.
Hoje, estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro já têm mais aposentados e pensionistas do que servidores na ativa, o que deixa evidente a necessidade de uma reforma. A relação é de 1,63 no RS, de 1,29 em MG e de 1,14 no RJ.
Neste ano, o déficit das aposentadorias dos regimes próprios dos estados vai alcançar R$ 144,6 bilhões, de acordo com cálculos do economista Paulo Tafner, pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Em quatro anos – de 2015 ao final de 2019 –, estima-se que o rombo cresça 137%.
A reforma da Previdência aprovada já em primeiro turno na Câmara dos Deputados excluiu estados e municípios. Para resolver a situação dos governos estaduais, uma das alternativas apontadas pelos senadores é a de criar uma proposta paralela para incluir os governos municipais e estaduais.
A seguir, leia entrevista com secretários de Fazenda sobre a situação fiscal dos governos estaduais e as estratégias que podem ser adotadas caso os estados não sejam incluídos na reforma. Com informações do G1.
Atividade industrial segue estável na maioria das empresas de MS
Foto;Divulgação
No mês de junho, 54,2% das empresas industriais sul-mato-grossenses apresentaram estabilidade na produção, enquanto no mês anterior esse resultado era de 58,6%, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 72 empresas no período de 1º a 11 de julho. Já as empresas que apresentaram queda responderam por 32% do total, contra 18,6% no último levantamento, indicando uma piora no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de maio e junho.
O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que a capacidade ociosa da indústria estadual permanece elevada. “Em junho, a ociosidade média na indústria sul-mato-grossense ficou em 29%, contra 28% no mês anterior. Somado a isso, o índice de utilização fechou o mês em 42,3 pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos sinalizam que a utilização da capacidade instalada foi inferior ao que era esperado para o período”, detalhou.
Ele acrescenta que a Sondagem Industrial mostrou, ainda, que, em junho, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 40,3% dos respondentes, igual ao usual para 51,4% e acima para 6,9%. Já as condições financeiras apresentaram pequena melhora na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mas ainda seguem longe do ideal. “De um modo geral, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul mostraram-se insatisfeitos com a margem de lucro operacional de suas empresas no segundo trimestre de 2019, com o indicador alcançando 42,6 pontos”, informou.
Ezequiel Resende completa que comportamento semelhante foi verificado em relação às condições de acesso ao crédito e situação financeira geral da empresa, com os indicadores alcançando 42,2 e 47,5 pontos, respectivamente. “Em Mato Grosso do Sul, no segundo trimestre de 2019, 34,8% dos empresários industriais consideraram ruim a margem de lucro operacional obtida no período. Na mesma comparação, o acesso ao crédito foi considerado difícil por 20,9% dos empresários, enquanto 25% responderam não ter buscado crédito no trimestre”, explicou.
Já a situação financeira geral da empresa foi avaliada como ruim por 23,6% dos participantes e, por fim, 37,5% responderam que houve aumento dos preços das matérias-primas utilizadas. A Sondagem Industrial também apontou que as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 2º trimestre de 2019 foram a elevada carga tributária, demanda interna insuficiente, falta ou alto custo da matéria prima, falta ou alto custo de energia, competição desleal, falta de capital de giro e burocracia excessiva.
Expectativas
Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, Ezequiel Resende detalha que, em julho, 36,1% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, enquanto, para o mesmo período, 6,9% preveem queda. “Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 51,4% do total”, relatou.
Já sobre o número de empregados 16,7% das empresas responderam que esperam aumentar o número de funcionários nos próximos seis meses, enquanto 8,3% apontaram que esse número deve cair. “Além disso, as empresas que esperam manter o quadro de funcionários estável responderam por 69,4%”, ressaltou o economista.
O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems pontua que, em relação às exportações, 8,3% das empresas respondentes disseram esperar aumento na venda dos seus produtos para o exterior nos próximos seis meses, enquanto 2,8% acreditam que deva ocorrer queda. “Já as empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 13,9% do total e, por fim, 66,7% das empresas disseram que não exportam”, afirmou.
Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, o índice de intenção de investimento do empresário industrial ficou em 58,5 pontos em julho contra 54,9 pontos no mês anterior. “O resultado foi influenciado, principalmente, pela melhora na participação das empresas que decididamente farão investimentos nos próximos seis meses, que saiu 1,4% para 5,6% do total na passagem de junho para julho”, analisou.
Ele destaca também a redução ocorrida na participação das empresas que disseram que definitivamente não vão investir nesse período, que caiu de 7,1% para 2,8%. “O índice varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, pontuou.
ICEI
O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em julho 61,3 pontos, indicando um avanço de 1,6 ponto, quando comparado com o mês anterior. “Interrompendo, deste modo, uma sequência de cinco quedas consecutivas registradas entre os meses de fevereiro e junho. Além disso, o atual resultado encontra-se 10,2 pontos acima do anotado em julho do ano passado e 7,5 pontos acima da média histórica registrada para o mês”, detalhou o economista.
Em julho, 22,2% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 19,5% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais também estão piores para 19,5% dos respondentes. Além disso, para 41,7% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 44,4% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 37,5%.
Para 22,2% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto m relação à economia estadual esse percentual chegou a 20,8% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 26,4%. “Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 13,9%, 15,3% e 16,7%, respectivamente”, revelou Ezequiel Resende.
Sobre os próximos seis meses, 11,1% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 6,9% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 8,4% dos empresários. Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 33,3%, sendo que em relação à economia do estado esse percentual alcançou 41,7% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 26,4%.
Por fim, 51,4% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 45,8% e, no caso da própria empresa, 58,3% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 4,2%, 5,6% e 6,9%, respectivamente.
SBP: Brasil desativou 16 mil leitos pediátricos desde 2010
Agência Brasil
Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostrou que nos últimos nove anos o Brasil desativou 15,9 mil leitos de internação pediátrica, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer no hospital por mais de 24 horas. Segundo a SBP, dados obtidos no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mantido pelo Ministério da Saúde, indicam que em 2010, o país dispunha de 48,8 mil leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, segundo dados relativos ao mês de maio, o número baixou para cerca de 35 mil.
A pesquisa também mostra que os leitos disponíveis nos planos de saúde ou em unidades privadas caíram em 2.130 no mesmo período, com 19 estados perdendo leitos pediátricos nessa rede. São Paulo desponta com a maior queda: ao todo foram 762 unidades encerradas, seguido do Rio Grande do Sul (-251) e Maranhão (-217).
Segundo os dados, os estados das regiões Nordeste e Sudeste foram os que mais sofreram com a redução de leitos de internação no SUS, com 5.314 e 4.279 leitos a menos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Sul (-2.442 leitos), Centro-Oeste (-1136) e Norte (-643).
São Paulo foi o estado que mais perdeu leitos de internação infantil entre 2010 e 2019, com 1.583 leitos pediátricos desativados. No sentido contrário dois estados tiveram aumento no número de leitos SUS: Amapá, que saltou dos 182 leitos pediátricos existentes em 2010 para 237 no fim do ano passado, e Rondônia, foi de 508 para 517.
Entre as capitais, São Paulo lidera o ranking dos que mais perderam leitos na rede pública (-422), seguidos por Fortaleza (-401) e Maceió (-328). Três capitais, Salvador, Macapá e Manaus, conseguiram elevar a taxa de leitos, o que sugere que o grande impacto de queda tenha recaído sobre as demais cidades metropolitanas ou interioranas dos estados.
Infraestrutura precária
Segundo a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, as informações coincidem com o panorama de limitações e precária infraestrutura que se apresenta àqueles que diariamente atuam nos serviços de assistência pediátrica. “A queda na qualidade do atendimento tem relação direta com recursos materiais insuficientes. Essa progressiva redução no número de leitos implica obviamente em mais riscos para os pacientes, assim como demonstra o sucateamento que se alastra pela maioria dos serviços de saúde do país”, disse.
De acordo com Luciana, entre os agravos que mais têm levado as crianças a precisar de internação estão as doenças respiratórias, com prevalência acentuada nos períodos de outono e inverno, como bronquiolites, crises de asma e pneumonias. Os problemas gastrointestinais, casos de alergias e as chamadas arboviroses, também de ocorrência sazonal, completam a lista que contribuem para o crescimento dessa demanda.
UTIs neonatais
De acordo com a SBP, levando em conta o número de prematuros que nascem no Brasil (912 por dia), faltam pelo menos 2.657 leitos intensivos neonatais em todo o Brasil, sendo que o ideal seria haver no mínimo quatro leitos para cada grupo de mil nascidos vivos.
“Atualmente, no entanto, dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (Cnes) indicam a existência 9.037 leitos do tipo no país, públicos e privados, que correspondem a 3,1 por mil nascidos vivos. Se considerados apenas os leitos oferecidos no SUS, esta taxa cai para 1,6 leitos por mil 1.000, considerando as 4.764 unidades existentes”, diz a SBP.
Entre os estados, o pior resultado apurado pela SBP consta em Roraima, onde os 12 leitos de UTI neonatal disponíveis compõem a taxa de 1,02 leito por mil nascidos vivos. Na segunda pior posição, o Amazonas, com 1,29 leito por um milhar, seguido do Acre, onde o mesmo grupo de recém-nascidos tem 1,34 leito. Na outra ponta, três unidades da federação atingiram a taxa mínima preconizada pelos pediatras: Rio de Janeiro, com 5,53 leitos por mil nascidos vivos; Espírito Santo, com taxa de 4,82 leitos; e Distrito Federal, com 4,22.
Ministério da Saúde
Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que, de 2010 a maio de 2019 foi registrado aumento de quase três vezes no número dos leitos complementares no SUS, incluindo os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando de 10.787 para 30.855, dos quais 4.764 de UTI Neonatal e 2.525 leitos de UTI Pediátrico. Os leitos de UTI são os de maior complexidade, que exigem estrutura e esforço de profissionais, além de serem destinados a pacientes em casos graves.
“O Ministério da Saúde, nos últimos anos, investiu na expansão de leitos pediátricos e neonatais para atendimento de maior complexidade, destinados a pacientes graves e que exigem maior estrutura e esforço de profissionais. O crescimento da oferta de leitos de cuidados intermediários e intensivos para esses casos foi de 25% entre 2010 e 2018, totalizando atualmente mais de 11,6 mil leitos no SUS, de julho de 2010 a março de 2019”, diz a nota.
Segundo o Ministério, a habilitação de novos leitos deve ser solicitada pelos gestores locais. A habilitação e a liberação de recursos são feitas mediante apresentação de projetos, que são analisados pela pasta. “O gestor local também tem autonomia para ampliar o número de leitos com recursos próprios, a partir de sua avaliação em relação a demanda e necessidade e capacidade instalada de oferta assistencial. A habilitação de leitos pelo Ministério da Saúde assegura recursos adicionais para o custeio do serviço”.
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