sábado, 2 de agosto de 2008

Descendente dos Terena é diretor do projeto Planeta Música M

O público do 9º Festival de Inverno de Bonito vai poder apreciar a
arte dos músicos, intérpretes e outros artistas de Mato Grosso do Sul,
domingo (3), no projeto Planeta Música que vai acontecer na Grande
Tenda do festival, que fica na rua Cel Pilad Rebuá, às 22h30. A
entrada é franca.

As questões ambientais e a sustentabilidade das etnias indígenas que
vivem no Estado irão dar o tom do show, que tem a direção um
descendente de Terena, o tecladista Otávio Neto. Quinze músicas de
diversos estilos irão compor o repertório. O diretor do espetáculo
falou sobre sua produção e suas expectativas para o show:

Como surgiu a idéia deste projeto?

Otávio Neto - A preocupação com o meio ambiente é muito grande. A
gente precisa fazer alguma coisa para ajudar. O artista pode ajudar
com a arte dele, com sua música. O nosso Estado é muito rico nesse
tipo de música que tem o meio ambiente como tema, a terra, a água, o
índio. Fiz uma pesquisa e descobri que existem umas 80 músicas com o
tema meio ambiente. Foi difícil escolher entre elas, pois são músicas
lindíssimas. O princípio mesmo é a preocupação com o meio ambiente.
Nossa espada é a música. É nosso canto. O projeto é dividido em temas
e nosso show vai abordar a água, a terra, o índio, a violência contra
as etnias e a preservação. Sou descendente de Terena, da aldeia de
Taunai, com carteira registrada na Funai. Estou formando uma Ong que
vai defender os interesses dos indígenas e nossa arte pode contribuir
muito para isso. Queremos demonstrar que precisamos de Deus para
equilibrar o mundo. Tem muita coisa para ser pensado e trabalhado
pelos indígenas. Eles precisam é de ferramentas para trabalhar. Minha
Ong tem a pretensão de proporcionar a eles essas ferramentas. Eu sei
que eles querem ser auto-sustentáveis, não depender de ninguém e não
serem vistos como coitados.

Qual foi o critério de escolha dos artistas?

Nós temos muitos artistas que poderiam ter participado. Escolhi
artistas que devido à suas características, poderiam interpretar de
uma forma bela as músicas. São eles: Edineide Dias, Melissa Azevedo,
Maria Cláudia e Marcos Mendes, Tostão e Guarany, Américo e Nando,
Celito Espíndola, Guilherme Rondon, Gilson Espíndola, Zé Geral e
Daniel Freitas. Os backing vocals também foram escolhidos para
engrandecer o projeto e ficam com a Marta Cel, Priscila, Patrícia
Carvalho, Débora Paez, Samuka Nascimento, Marcelo Sas, Maik Brito. A
Orquestra Sinfônica com o maestro Eduardo Martineli também vai
participar e outros profissionais como Dj Léo Copetti, o grupo de
dança Corpomancia, Maurício Copetti no vídeo, Aline Ranelli na
cenografia e Espedito Monte Branco na iluminação. A miss MS 2008 [que
é índia] vai fazer uma participação. A banda que vai acompanhar os
intérpretes é formada por mim no teclado, Alex Mesquita no baixo, Luiz
Meira na guitarras e violão, Adriel Santos na bateria e percussão e
Eliseu Capim no acordeon. O objetivo é dar continuidade a esse projeto
e fazer outras edições renovando sempre o elenco.

A cultura indígena inspirou os arranjos que serão executados no show?

A cultura indígena me inspira muito nas minhas composições e de
compositores sul-mato-grosenses. No show faremos um canto Terena.

Quais são as expectativas com relação ao público do festival?

O público vai gostar muito do show, pois ele leva à conscientização,
vai fazer pensar. Falaremos do ambiente que estamos vivendo por meio
do reague, chamamé, polca eletrônica, entre outros estilos. Os
artistas são incríveis, cada um com sua musicalidade. A mensagem que
queremos transmitir é a de que nós somos responsáveis por este mundo
que Deus colocou nas nossas mãos. Mas o equilíbrio está dentro de nós.

Livro inédito sobre o cinema da Capital será lançado dia 6

Acontecerá na quarta-feira (6), às 19h30, no Teatro Aracy Balabanian
do Centro Cultural José Octávio Guizzo, o lançamento do livro "Salas
de Sonhos – História dos Cinemas de Campo Grande", das jornalistas
Marinete Pinheiro e Neide Fischer. O livro tem o apoio do Governo do
Estado, através da Fundação de Cultura e da Prefeitura Municipal de
Campo Grande e lançado pela editora da Universidade Federal de Mato
Grosso do Sul (UFMS).

O lançamento faz parte das comemorações dos 109 anos do aniversário da
capital, e na ocasião haverá também a exibição do curta-metragem "O
Guarany" – sobre a história de um cinema homônimo em Salvador,
apresentação do Sexteto Instrumental de Campo Grande, tocando Jazz e a
exposição das fotos que compõem a obra.

"Reunindo cinema, literatura, teatro, música e fotografia, queremos
proporcionar ao público uma volta aos tempos áureos dos cinemas em
Campo Grande", conta Marinete.

Fruto da ânsia de valorizar e preservar a história cinematográfica de
Mato Grosso do Sul, a primeira versão da pesquisa foi apresentada por
Marinete Pinheiro e Neide Fischer como trabalho de conclusão do curso
de jornalismo em 2005, e no decorrer de dois anos este trabalho foi
ampliado. Ainda estudante, Marinete, não acreditava que existia
história de cinema em Campo Grande. "As pessoas mais jovens não
imaginam a importância que as salas de cinema tinham para a sociedade
campo-grandense porque, hoje, a tecnologia antecede a alfabetização, e
os mais velhos com certeza vão encontrar nesta obra lembranças
nostálgicas de quem trocou muitos gibis, paquerou e deu muitas
gargalhadas nos cinemas da cidade", comenta.

Para reunir o material as autoras tiveram dificuldades com as salas
mais antigas porque as informações estavam fragmentadas. "A solução
foi recorrer aos arquivos pessoais, por isso tivemos que estabelecer
um painel detalhado, de forma a deixar registrado a existência
temporária de algumas salas que abriam e fechavam com rapidez. Neste
contato com as pessoas que tiveram uma passagem marcante pelas salas
de cinema, nós encontramos imagens riquíssimas, com isso a ilustração
é um atrativo a parte que trará a tona boas recordações as pessoas que
freqüentaram os cinemas da cidade", afirma Marinete.

Durante várias décadas as salas de cinema foram os principais espaços
de lazer dos campo-grandenses, com isso diversos fatos interessantes
que aconteceram e marcaram não só a vida das pessoas como da
sociedade. O livro "Salas de Sonhos – História dos cinemas de Campo
Grande" é um recorte histórico do fim das salas de cinema de rua, da
substituição dos "espaços dos sonhos" pelas "modernas multiplexes".

O livro que começa com a primeira exibição realizada em 1910, faz um
apanhando das aberturas e fechamentos das salas de cinema com relatos
bem curiosos, entre eles a existência de cinemas nos bairros Nova
Campo Grande e Santo Amaro. "Além de contar a forma improvisada que
marcou a primeira exibição realizada em Campo Grande há quase cem
anos, onde cada um tinha que levar seu banquinho, e os filmes eram
pequenas esquetes projetadas num lençol, o livro ainda possibilita ao
leitor penetrar nas "subversivas" reuniões do Cineclube e se deparar
com a avassaladora chegada da televisão, do videocassete e do DVD",
comenta a jornalista.

O livro que teve pré-lançamento no 15º Festival de Cinema e Vídeo de
Cuiabá, realizado em maio, mostra que a história deixada na memória
das pessoas que viveram a lúdica da sétima arte, nos leva a refletir
sobre importância do cinema como espaço de convivência numa sociedade
que a cada dia consome mais filme e cada dia vai menos ao cinema. "É
um livro que mostra a mudança na forma de se consumir filmes provocada
pelo avanço tecnológico, com o despertar intrigante de que este avanço
está longe de substituir o escurinho do cinema, território inigualável
da imaginação", afirma Marinete.

Da autora: Marinete Pinheiro é jornalista e produtora cultural,
trabalhou em Organizações Não Governamentais (ONGs), emissora de rádio
em Campo Grande, televisão (Rede TV) em Mato Grosso. Produziu
documentários e atualmente é correspondente do "Renacer - El periódico
de la colectividad boliviana en Argentina"

Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio
Guizzo, na Rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1792 de terça a
sábado das 8h às 22h e domingo das 13h às 18h.

Caetano Veloso é vice em lista da revista "Downbeat"

A revista americana de jazz "Downbeat" colocou o cantor e compositor baiano Caetano Veloso em segundo lugar entre as escolhas anuais dos críticos.

O músico brasileiro ficou atrás da banda Radiohead na categoria "Beyond", que inclui tudo o que não é classificado como jazz ou blues.

Os ingleses, com 33 votos, receberam dois a mais que o baiano. "Cê", de Caetano, ficou em terceiro lugar, na categoria disco. Atualmente, Caetano Veloso está em turnê pela Europa e se prepara para gravar neste segundo semestre seu novo disco, batizado de "Transamba".

O processo criativo do trabalho do músico, previsto para ser lançado no fim do ano, pode ser acompanhado pela internet.



Fonte: Folha Online

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Prefeitura elabora projeto com teatro, museu e planetário

Depois de ter um grande projeto financiado em parte pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), a Prefeitura de Campo Grande prepara-se para viabilizar outra obra importante do ponto de vista urbanístico turístico e cultural. Para idealizar o projeto, a administração municipal foi buscar a notória especialização do escritório do arquiteto Oscar Niemeyer, reconhecido mundialmente com um dos mais influentes profissionais em sua área de atuação.

Ontem reuniu-se com a equipe da UEP (Unidade Executora de Projetos) da prefeitura o coordenador do escritório de Niemeyer, o arquiteto Jair Valera. Ainda em fase de concepção, o projeto prevê um grande complexo com a construção do teatro municipal com capacidade para 1.500 pessoas sentadas, do Museu Interativo do Pantanal e um planetário, além de setores administrativos e estrutura necessária ao funcionamento de cada um destes equipamentos.

“Se nós agregamos valor ao projeto do BID, com a criação do Centro Municipal de Belas Artes, podemos antever o que deve representar esta obra não só para aquela região, mas para a cidade como um todo”, previu a coordenadora da UEP, a arquiteta Eliane Detoni. Segundo ela, a área de cerca de 4,5 hectares, nas proximidades da escola técnica federal, tem todas as características para receber um projeto como o que está sendo formatado.

“A área foi muito bem escolhida, é plana, próxima ao aeroporto. Até quem estiver de passagem pela cidade, terá condições de conhecer o local”, avaliou o arquiteto Jair Valera durante reunião na UEP, no final da manhã dessa quarta-feira. Ao falar sobre o projeto, ele disse que foi pensado como uma grande praça. O teatro, por exemplo, terá um palco voltado para uma praça que comportará até 30 mil pessoas. “Desta forma, será possível promover eventos para diferentes públicos”, argumentou Valera referindo-se à capacidade interna para 1.500 pessoas.

Na opinião de Valera o planetário, uma grande esfera de 30 metros de diâmetro, chamará muito a atenção das pessoas. “Ela ficará como que suspensa no lago e isto despertará a curiosidade de quem for ao local”, observou o arquiteto ao informar que também está previsto um grande salão para exposições. O lago sobre o qual ficará a estrutura receberá plantas aquáticas nativas do Pantanal. “Até como forma de as pessoas manterem um primeiro contato com a flora pantaneira”, argumentou Jair Valera.

“A área tem todas as características para receber um projeto de Oscar Niemeyer”, destacou Eliane Detoni entusiasmada com o projeto que ainda não tem recursos alocados para sua execução. Segundo Valera, dois anos são suficientes para executar a obra, que nasce de uma visita do prefeito e do titular da Semades, Frederico Freitas Júnior ao escritório de Oscar Niemeyer, no Rio de Janeiro.

Governador anuncia data do 10° Festival de Inverno de Bonito

Edemir RodriguesAndré abrindo ontem à noite o 9º FestinBonito


Crianças do projeto cultural de Bonito Arte para Todos e a Banda Municipal de Bonito abriram o 9° Festival de Inverno de Bonito, ontem à noite (30). O público entusiasmado assistiu a uma festa de fogos de artifício e no discurso de abertura, o governador André Puccinelli já anunciou a data da 10ª edição, que acontece ano que vem: 29 de julho a 2 de agosto.



“Este festival é um marco dos eventos tradicionais do Estado e projeta o município de Bonito durante o ano inteiro tanto nacional quanto internacionalmente. Este evento já está no calendário dos eventos de Mato Grosso do Sul e chama ainda a atenção para a causa ambiental. Bonito merece uma atenção especial e o povo daqui ano a ano ganha, por meio das ações e das parcerias, maior qualidade de vida”, afirmou o governador.



Arte para Todos



As crianças de famílias de baixa renda que participam do projeto Arte para Todos mostraram grande dedicação durante o desfile de abertura na praça da Liberdade. A iniciativa é da Secretaria de Assistência Social de Bonito, patrocinada pela Petrobrás. Vinte e cinco crianças aprendem a arte circense como a técnica de andar em pernas de pau e fazer malabares.



O acesso à cultura e a oportunidade de se apresentar em eventos aumentam a auto-estima destas crianças, que encontram no encanto da arte motivos para superar obstáculos. “O povo de Bonito é bem receptivo a esse trabalho. As crianças adoram o projeto e participar do festival é muito importante para divulgar as ações culturais do nosso município”, concluiu a coordenadora do projeto, Elaine Ferreira de Souza.

Credenciamento ao MS Canta Brasil–Zé Ramalho termina hoje.

Campo Grande (MS) – A Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul (FCMS) informa aos senhores editores que o credenciamento para os profissionais escalados para o show MS Canta Brasil – Zé Ramalho, deste domingo (3) ocorrerá impreterivelmente até as 11h30 desta sexta-feira (1), exclusivamente para os profissionais de imagem - fotografia e vídeo.

Cada veículo de comunicação diário – internet, impresso e TV (privado ou acadêmico), poderá credenciar 1 (um) fotógrafo (impresso e internet), e TV, 1 (um) cinegrafista e auxiliar. Solicitamos aos editores ou responsáveis que encaminhem por e-mail a Fundação de Cultura do Estado (fundacaodecultura@gmail.com) os dados dos profissionais, contendo nome completo, RG e função, impreterivelmente até sexta-feira (1), às 11h30.

Os profissionais credenciados estarão autorizados a circular na área reservada a frente do palco durante as duas primeiras músicas do espetáculo de Zé Ramalho. Para o acesso, os mesmos deverão portar identificação dos veículos e RG. Para não interferir na apresentação do artista e iluminação de palco, não será permitido o uso de iluminação auxiliar – flash na fotografia e luz auxiliar para filmagens.



Ana Carolina faz show hoje à noite no 9° FestinBonito

A cantora Ana Carolina será o destaque musical de hoje (1º) no 9º Festival de Inverno de Bonito. A apresentação acontece na Grande Tenda, que fica na rua Coronel Pilad Rebuá, às 22h30. Ingressos a R$ 12,00 e R$ 6,00 (estudantes). As pulseiras de camarotes localizados nas laterais do palco, sem lugares marcados e/ou assentos, custam R$ 30,00. As entradas serão vendidas também em Campo Grande, no quiosque do Ingresso Fácil, no Shopping Campo Grande (1º piso).

Em seu último show “Estampado”, Ana Carolina entrou no palco, introduzida por solos de guitarra e um som pesado de sua banda. Em “Dois Quartos”, espetáculo que estreou em 2007, surpreendia a todos, com um início de show em clima minimalista. Tocando um baixo elétrico, Ana entrou no palco acompanhada apenas pelos vocais de sua banda.



E foi este o mote que levou Ana Carolina a criar, quase por acaso, um novo formato de show. Durante a turnê de “Dois Quartos” - longas jornadas por todo o Brasil, foram vários os momentos em que ela sentou com músicos de sua banda, para experimentar novas canções e novos sons. Acompanhada de 3 músicos e 2 backing-vocals, a consagrada cantora e compositora tem a oportunidade de realçar o seu lado instrumentista, dividindo com maestria, a execução de vários instrumentos.



A decisão de apresentar este formato como um show foi uma resposta à aspiração constante de seus fãs, que sempre pedem dela, um “voz e violão”. Além de músicas do show “Dois Quartos”, que segue temporada normal e que teve em abril o lançamento no formato DVD e CD “ao vivo” em parceira com o canal de TV a cabo Multishow, também estão os grandes sucessos de Ana Carolina.



O formato dessa apresentação proporciona ao público a intimidade desejada com Ana Carolina, mas com um ambiente musical mais rico, do que uma apresentação solo, em voz e violão. Como um coro, a platéia interage no show quase que como mais um elemento em cena. Serão poucas apresentações desse show “Ana Carolina“, nos intervalos da turnê “Dois Quartos”; uma oportunidade de ver Ana Carolina de uma forma especial.



A banda que acompanha Ana Carolina traz grandes músicos como Sacha Amback (teclados e programações), Leonardo Reis (bateria e percussão), Vinicius Rosa (guitarra e violões), Jussara Lourenço e Jurema Lourenço (backing-vocals).