Agência Brasil
Mais de mil pessoas estão na fila para transplante de medula óssea no Brasil devido à falta de leitos. A constatação é da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, que iniciou nesta quarta-feira (26) debate sobre o assunto no XIX Congresso Brasileiro de Transplante de Medula. O evento reúne até sábado especialistas nacionais e internacionais na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo médicos, a situação é mais grave para os pacientes que precisam de transplante do tipo alogênico, quando doador e receptor são pessoas diferentes.
A presidenta da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, Lúcia Silla, disse que muitos pacientes esperam atualmente até dois anos para serem transplantados, quando devriam esperar apenas sete meses. “Pacientes com indicação de transplante alogênico levam, em média, de quatro a seis meses, desde o diagnóstico da doença, passando por várias quimioterapias, até o momento do transplante. Então, até sete meses é o ideal”, comentou. “No Brasil, temos pacientes com doador aparentado [parente] que esperam mais de um ano, entre o diagnóstico e a realização do transplante. Entre os pacientes com doador não aparentado, alguns esperam mais de dois anos”, afirmou, lembrando que em países mais desenvolvidos não existem filas para esse tipo de transplante.
Lúcia elogiou o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) - de doadores voluntários - que é o maior do mundo, com 3,4 milhões de registros. Ela ressaltou que pouco adianta ter tantos doadores se não há lugar para o transplante e a equipe especializada.“Houve um crescimento desproporcional do número de doadores, que não foi acompanhado pelo crescimento da capacidade de transplantar", disse.
Também conhecido como transplante de Células Tronco Hematopoieticas, o procedimento é complexo e caro, o que dificulta o acesso. O Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por mais da metade dos transplantes. O restante é convênio ou privado. No caso dos convênios, o SUS ressarce os centros de transplante.
“O transplante não aparentado pode sair de R$200 mil a R$500 mil, pois tem alto grau de complicação, então a instituição acaba tendo que entrar com recursos próprios. O SUS tem um pacote e se o paciente gastar mais que o pacote é o hospital quem assume”, afirmou a médica. Ela disse reconhecer os benefícios da iniciativa do Ministério da Saúde em intensificar a autorização para novos centros fazerem esse tipo de transplante, e de aumentar em cerca de 60% o ressarcimento por cada procedimento para os hospitais que fazem transplantes de órgãos sólidos. “Isso estimula instituições privadas a aumentar o número de leitos e atrair novos profissionais”, disse. Ela também afirmou que a falta de médicos especialistas é outro problema.
Segundo a especialista, o médico que faz o transplante de medula óssea ganha o mesmo salário se fizer uma ou dez cirurgias no mês. E como o transplante é de alto risco, as jornadas de trabalho são longas, e poucos recém-formados se interessam pela carreira, informou.
O Ministério da Saúde anunciou, no ano passado, a meta de duplicar a capacidade de transplante de medula óssea até 2016, e de passar a regular os leitos dos hospitais transplantadores em âmbito nacional, a partir de janeiro do ano que vem. Além do transplante alogênico, existem os transplantes autólogo, quando as células-tronco são obtidas do próprio paciente – o mais comum e simples – e o singênico, quando as células são de gêmeos idênticos.
O transplante de medula óssea - órgão que produz as células sanguíneas - consiste na substituição da medula doente por células mãe do sangue sadias, de um doador compatível. As leucemias agudas são as principais causas de transplantes alogênicos no Brasil e no mundo. O paciente recebe a medula óssea por meio de uma transfusão em que as células-tronco são colhidas do doador, armazenadas em uma bolsa de transfusão e infundidas no paciente, após ele ter sido submetido a um preparo com quimioterapia associada ou não à radioterapia. O objetivo é substituir a medula óssea doente por células normais de um doador sadio.
No ano passado, segundo dados do ministério, 70 hospitais ofereciam transplante de medula do tipo autólogo, quando o paciente é o próprio doador, e 29 unidades eram credenciadas para transplantes alogênicos, entre pessoas que não são parentes, que é o mais complexo.
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Divulgação de acontecimentos culturais, na cidade de Campo Grande MS, e Estado, shows,teatro,cinemas.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Fila de transplante de medula é longa por falta de leitos
Facebook começa testes de novo serviço de assítente pessoal virtual
FolhaPress
O Facebook é mais uma empresa a entrar no mercado de assistentes pessoais ao lançar nesta quarta-feira (26), a M, ferramenta desenvolvida pela rede social de Mark Zuckerberg que funcionará dentro do Messenger.
A grande diferença da M para os concorrentes, como a Cortana, da Microsoft, e a Siri, da Apple, é que, por enquanto, se trata de um híbrido entre serviço virtual e operado por funcionários do Facebook.
Segundo a Wired, a rede social colocou pessoas para realizar tarefas que a inteligência artificial da M ainda não é capaz de fazer sozinha. A ideia é que, depois, o aplicativo não precise mais de ajuda. O usuário não saberá se é uma pessoa ou não que está respondendo.
"Ao contrário de outros serviços baseados em inteligência artificial que estão no mercado, M pode realmente resolver tarefas no seu lugar. Ela pode comprar produtos, fazer com que presentes sejam enviados, reservar restaurantes, programar as férias, marcar reuniões e mais", disse David Marcus, chefe de produto do Messenger, em um post no Facebook.
O serviço foi liberado para testes apenas para moradores de São Francisco, e não há previsão de quando ele chegará para o resto dos usuários do Messenger.
Para acessar a M, basta entrar no aplicativo e selecioná-la da mesma forma como iniciar uma conversa com algum contato. Daí, basta apenas dar ar ordens para que ela -ou o funcionário do Facebook- realize as tarefas.
Curso de medicina serão avaliados in loco em 2016
Agência Brasil foto:arquivo internt
O MEC(ministro da Educação), Renato Janine Ribeiro, anunciou nesta quarta-feira (26) mudanças na avaliação dos cursos e de estudantes de medicina.
De acordo com o ministro, todos os cursos da área serão avaliados in loco em 2016. A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marta Abramo, explicou que mesmo os cursos que tenham histórico de boas notas não serão dispensados da avaliação.
O ministério anunciou também mudanças na avaliação dos estudantes de medicina. Os exames serão feitos anualmente, com os alunos do segundo, quarto e sexto ano (o último do curso). “Dada a relevância da medicina, dado que ela está lidando com a vida das pessoas, decidimos avaliar três vezes ao longo do curso. A nossa rigidez em termos de qualidade dos cursos de medicina vai ser muito grande”, afirmou o ministro Renato Janine.
Outra novidade é que para cada aluno que se formar, a instituição de ensino terá que disponibilizar uma vaga de residência. “Se temos uma faculdade com 50 vagas e a residência é de dois anos, precisaremos ter, na verdade, 100 vagas de residência – metade para o primeiro ano e metade para o segundo ano”, disse o ministro. A intenção do governo, segundo o ministro, é que todos os alunos tenham acesso à residência.
Sobre os cursos de medicina no âmbito do Programa Mais Médicos, o Ministério da Educação aponta que o edital de 2015 tem mais de 16 mil vagas em instituições no interior do país e mais de dez mil vagas nas capitais. “O aumento das vagas é muito grande, mas é importante ressaltar que tudo isso se faz com qualidade”, afirmou o ministro.
De acordo com Renato Janine, um dos objetivos é descentralizar o ensino de medicina, ampliando o número de cursos e vagas no interior do país.
O ministro rebateu críticas feitas ontem (25) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre as exigências para a criação de cursos.
De acordo com o conselho, 25 escolas não atendem ao critério de cinco leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para cada aluno de medicina matriculado. Segundo o ministro, a exigência é ter, na região de saúde (que pode reunir mais de um município), pelo menos cinco leitos do SUS por aluno e três estudantes por equipe de atenção básica, além de serviços de urgência e emergência ou pronto-socorro, o que significa que, dentro de uma distância razoável, onde se possa fazer o deslocamento com rapidez, pode ser utilizada a estrutura de saúde existente na região.
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Ninguém acerta Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 31 milhões
G1 Foto:Arquivo/Divulgação
Ninguém acertou os seis números do concurso 1.736 da Mega-Sena sorteados na noite desta quarta-feira (26), em Osasco (SP). O prêmio estimado para o próximo concurso, que acontece no sábado (29), é de R$ 31 milhões.
Veja as dezenas sorteadas: 12 - 13 - 24 - 29 - 32 - 41.
A quina saiu para 105 apostas e cada uma delas levará um prêmio de R$ 28.735,58. Outros 6.581 bilhetes acertaram a quadra e levarão com R$ 654,96 cada.
Para apostar
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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Alagamento pode causar perda de R$ 600 milhões á pecuária
O alagamento de parte da região da Nhecolândia, na planície pantaneira de Corumbá, pode acarretar, entre outras consequências, prejuízos econômicos significativos. Apenas em comercialização de bezerros, o valor bruto de toda a região corresponde, nos preços de hoje, a aproximadamente R$ 600 milhões. Corumbá, com cerca de 2 milhões de cabeças de bovinos, é o segundo município brasileiro em produção de gado magro.
A Nhecolândia, ao sul do Rio Taquari, começa a redesenhar o cenário crítico, que acomete Paiaguás, ao norte, há duas décadas – as duas regiões são as maiores do Pantanal sul-mato-grossense. Os alagamentos são provocados por transbordamentos do Rio Taquari, decorrentes do assoreamento. O fenômeno, conhecido como avulsão ou arrombamento, é natural, mas pode ser (e está sendo) agravado por ações humanas, entre as quais, a relativa ao desmatamento para a produção pecuária.
O pesquisador Ivan Bergier, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal, explica que a retirada da mata na região norte do Rio Taquari, para produção de bovinos, intensificou os alagamentos. “As árvores diminuem a descarga da água da chuva nos rios”, afirma. Com a retirada da mata, deixa de existir essa barreira natural. “Tem anos que não chove tanto e, mesmo assim, vem muita água rio abaixo”, acrescenta.
(*) A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado
Leão mata guia no mesmo lugar onde cecil foi assasinado
FolhaPress
Um guia turístico morreu no Zimbábue na segunda-feira (24), após ser atacado por um leão no mesmo ponto do parque nacional onde o leão Cecil foi morto em julho.
Quinn Swales, 40, era nativo local e trabalhava como guia credenciado pela instituição que cuida do parque. As informações são do "Times".
Quinn estava com seis turistas quando percebeu o rastro de leões e resolveu seguir um grupo de felinos. Eram duas fêmeas, dois machos e dois filhotes.
Um dos machos, Nxaha, usava um colar com chip. As investigações mostraram que ele atacou Quinn, que não conseguiu resistir aos ferimentos e morreu no hospital.
Outro guias já haviam apontado o comportamento agressivo incomum de Nxaha. Ele já tinha atacado carros de cientistas.
O dentista Walter Palmer, que matou Cecil após supostamente atraí-lo para fora do parque nacional (onde é proibido caçar), não sofreu nenhuma consequência de suas ações. O guia que o acompanhou, Theo Bronkhurst, aguarda julgamento.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015
Repasse para Fundo de Investimento Social do Estado terá aumento
Noticias MS
O repasse para o Fundo de Investimento Social (FIS) dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, terá aumento de 30%, passando do valor de R$ 20 milhões para R$ 26 milhões. O termo será assinado às 19h desta terça-feira (25), pelo governador Reinaldo Azambuja e a vice-governadora Rose Modesto,
A assinatura do termo por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), acontece no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo e na ocasião, haverá a entrega do prêmio “Mérito Dona Maria Bezerra”, em comemoração aos 10 anos do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
O aumento objetiva melhorar a qualidade dos atendimentos na área social e principalmente na construção e manutenção de espaços físicos, adequação de acessibilidade, aquisição de veículos, capacitação de equipe técnica, e demais ações que beneficiem diretamente à população do município.
Dez anos de Suas
Na mesma noite de assinatura de ampliação do FIS, a Sedhast entrega o prêmio “Mérito Dona Maria Bezerra” em comemoração aos 10 anos do Sistema Único de Assistência Social (Suas). A premiação consiste em homenagear usuários, trabalhadores e personalidades que atuam no desenvolvimento, ou que tiveram a vida transformada mediante acesso aos direitos socioassistenciais, assegurados por essa política pública em Mato Grosso do Sul. O prêmio é organizado em três categorias: Cidadão, Trabalhador e Usuário.
Os critérios para a escolha dos premiados foram o reconhecimento do espírito de luta pelo Sistema Único de Assistência Social, a legítima participação e transformação de vida (no caso de usuários do Suas) e o destaque pela responsabilidade empreendedora e transformadora (enquanto trabalhadores do Suas e Persona Suas).
Na ocasião, serão ainda concedidas homenagens a vinte e nove personalidades de referência na construção do Suas em MS, no período compreendido entre 2005 e 2015.
Maria Bezerra – Falecida em 18 de fevereiro de 2014, aos 71 anos, foi líder comunitária e atuou por mais de 30 anos em prol da população por meio da Associação de Moradores do Jardim Aero Rancho, na Capital. Dona Maria Bezerra, empreendedora na área da assistência social, era figura presente nas discussões dessa política pública, cuja vida foi marcada por sua luta incessante para garantir os direitos dos idosos e dos menos favorecidos. Considerada por muitos como ícone da Política de Assistência Social em MS.
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