terça-feira, 7 de abril de 2026

Temporal despeja 44 mm em 1 hora, alaga ruas e causa caos em Campo Grande

 

                                            Chuva derrubou árvores em MS (Foto: Reprodução)



Uma pancada intensa de chuva mudou o cenário em Campo Grande na tarde desta terça-feira (7). Em apenas uma hora, o volume chegou a 44,2 milímetros, acompanhado de ventos que passaram dos 50 km/h — o suficiente para causar transtornos em diferentes pontos da cidade.


Moradores registraram ruas alagadas, quedas de árvores e dificuldades no trânsito. A instabilidade não ficou restrita à Capital e também atingiu outras regiões de Mato Grosso do Sul.


O avanço de um ciclone extratropical, associado a uma frente fria entre o Paraguai e o Sul do Brasil, provocou a mudança brusca no tempo. Em Ponta Porã, os ventos chegaram a 73,2 km/h, com 16,2 milímetros de chuva. Já em Bandeirantes, foram 32,2 milímetros em menos de uma hora, com rajadas de 66,5 km/h.


Outros municípios também registraram volumes menores, como Bonito (17,6 mm), Nioaque (8,8 mm), Maracaju (7,8 mm) e Dourados (4 mm).


Mudança no tempo derruba temperaturas

Depois de dias de calor, a tendência agora é de queda nas temperaturas em várias regiões do Estado. Até sexta-feira (10), os termômetros devem recuar, principalmente no norte e nordeste sul-mato-grossense.


Cidades como Chapadão do Sul e Costa Rica podem registrar mínimas de 20°C. Já Figueirão e Camapuã devem ter 21°C.


Previsão indica mais chuva no Estado

A instabilidade continua nesta quarta-feira (8), com previsão de volumes mais expressivos em algumas cidades do sul do Estado.


Em Eldorado, a previsão aponta até 33,9 milímetros de chuva. Mundo Novo pode registrar 31,3 mm, enquanto Japorã tem previsão de 27,8 mm. Já Itaquiraí e Caarapó devem ter cerca de 21 mm.


Na Capital, o volume previsto é menor, com cerca de 4 milímetros ao longo do dia. Em Ponta Porã, não há previsão de chuva.


Mesmo com o avanço da frente fria em direção ao Sudeste, o sistema ainda mantém a umidade elevada sobre Mato Grosso do Sul. Com isso, o tempo segue instável, com possibilidade de pancadas ao longo do dia — principalmente no período da tarde.


Em Campo Grande, a previsão é de céu nublado, com chuva podendo ocorrer desde a manhã e se intensificar ao longo do dia. A temperatura máxima não deve passar dos 27°C. (Com informações do G1MS)

Governo estadual ativa protocolo de internação imediata em casos de chikungunya

 

                                             Foto Arquivo Pessoal




Para frear a epidemia de chikungunya, o governo de Mato Grosso do Sul publicou nesta terça-feira (7) um protocolo emergencial que obriga a transferência de pacientes graves em até uma hora após o pedido de regulação.


A medida foi oficializada por resolução assinada pela secretária estadual de Saúde, Chrystinne Maymone. O texto cria um fluxo prioritário para casos graves ou com risco de agravamento, diante da sobrecarga no sistema de saúde.


Pelo protocolo, a chamada “vaga zero” pode ser utilizada em situações excepcionais. O recurso permite a transferência imediata de pacientes críticos, mesmo sem a disponibilidade formal de leitos. A regra busca evitar que pessoas permaneçam em unidades sem estrutura adequada, o que aumenta o risco de complicações e morte.


O fluxo estabelece uma ordem de prioridade entre hospitais. O primeiro destino deve ser o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Sem resposta ou vaga, o encaminhamento segue para o Hospital Regional. Caso não haja aceite, a transferência deve ocorrer obrigatoriamente por vaga zero.



A resolução também define o que é considerado caso grave. Entram nessa categoria pacientes com falência de órgãos, necessidade de UTI ou sinais de rápida piora. Pessoas com comorbidades, idosos, gestantes e indígenas também são classificadas como grupo de risco.


O texto reconhece o cenário crítico da doença no estado. A taxa de positividade da chikungunya varia entre 72% e 79%, índice considerado extremamente alto e que indica intensa circulação do vírus.


A norma determina que a falta de resposta de hospitais não pode atrasar a transferência. Nesses casos, a decisão deve ser imediata por parte do médico regulador. As unidades de saúde também não podem recusar pacientes por superlotação e devem garantir ao menos a estabilização inicial.


A medida é temporária e permanece válida enquanto durar a situação de emergência em saúde pública provocada pela epidemia.


Cenário atual

Dados divulgados pela Prefeitura de Dourados nesta terça-feira mostram o avanço da chikungunya no município. Até a Semana Epidemiológica 10, foram registradas 3.971 notificações. Desse total, 2.859 são casos prováveis, 1.442 confirmados, 1.973 estão em investigação e 556 foram descartados. A taxa de positividade chegou a 72%.


A análise indica que a epidemia ainda está em curso. Apesar de sinais de queda nas semanas mais recentes, os números podem sofrer impacto por atraso nas notificações.


A rede de saúde enfrenta pressão crescente. A UPA registra média de 451 atendimentos diários, com aumento desde 23 de março. Atualmente, 40 pacientes estão internados com suspeita ou confirmação da doença.


A distribuição dos casos aponta maior concentração em algumas regiões. A Unidade Básica de Saúde da Aldeia Bororó I lidera com 582 notificações. Em seguida aparecem o posto do Jóquei Clube com 256 casos e a unidade Seleta com 189 registros. Também registram números elevados as unidades do Parque das Nações II com 72, Maracanã com 66 e Parque do Lago II com 75.


O município confirmou cinco mortes por chikungunya, todas na Reserva Indígena. Há ainda três óbitos em investigação, sendo dois de indígenas.


A população indígena é a mais impactada. São 1.697 casos prováveis e 1.153 confirmados, além de 2.088 notificações e 237 atendimentos hospitalares. Inicialmente concentrada nas aldeias, a doença já avança para a área urbana.


Diante do cenário, a prefeitura mantém o alerta de emergência em saúde pública. O município intensifica ações de vigilância, combate ao mosquito transmissor e atendimento à população. A orientação é eliminar criadouros e procurar atendimento ao surgimento de sintomas.



ALISON SILVA
Portal Correio do Estado

Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

 

                                             Moradores de Teerã com foto do líder Mojtaba Khamenei durante ato marcando os 40 dias do ataque americano que matou crianças em uma escola no sul do Irã - AFP

  • Teerã confirma trégua, mas diz que guerra não acabou; Paquistão mediará negociações a partir de sexta-feira

  • Navios poderão passar pelo estreito de Hormuz 'em coordenação com Forças Armadas' iranianas


Após dizer que "uma civilização inteira morrerá nesta noite" e ameaçar obliterar a infraestrutura civil do Irã, Donald Trump recuou novamente e aceitou nesta terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.


Em postagem na rede Truth Social, o americano disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra Hormuz durante a trégua —Teerã disse que o fará por duas semanas "em coordenação com as Forças Armadas" iranianas.


"Esse será um cessar-fogo duplo", escreveu Trump, visando acalmar os ânimos dos países árabes sob ataque de Teerã no golfo Pérsico. Funcionários da Casa Branca afirmaram à emissora CNN e à agência Reuters que os israelenses também farão parte da trégua, e os mediadores paquistaneses detalharam que o cessar-fogo também inclui o Líbano. Horas depois, o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu declarou que o acordo não inclui o território libanês.


"O motivo pelo qual eu estou fazendo isso é que nós já atingimos e excedemos nossos objetivos militares", afirmou Trump, dizendo procurar um "acordo definitivo de paz de longo prazo com o Irã e paz no Oriente Médio" nesses 15 dias.


Ele disse que a contraproposta de dez pontos que o Irã enviou na segunda (6), que ele havia considerado insuficiente, será "uma base para negociar". O texto do americano não trata em detalhes do ponto central do ataque ao país —isto é, o programa nuclear iraniano e seus sistemas de mísseis balísticos.


Horas depois do anúncio, Trump deu uma entrevista à agência AFP em que afirmou, sem dar mais detalhes, que urânio do Irã estará "perfeitamente controlado" e que o acordo alcançado é uma "total e completa vitória" para os EUA: "Sem dúvidas quanto a isso", disse.


O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou o convite às delegações.


Segundo a mídia local, a proposta do Irã inclui "trânsito controlado pelo estreito de Hormuz, coordenado com as Forças Armadas iranianas, o fim da guerra contra o Irã e grupos aliados, e a retirada das forças de combate dos EUA de todas as bases regionais".


O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados. Ainda de acordo com a imprensa, o texto também prevê a "suspensão de todas as sanções, o pagamento de indenização integral ao Irã e a liberação de todos os ativos iranianos congelados".


O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou momentos depois que sua proposta aos EUA incluiu a aceitação do enriquecimento de urânio. O órgão ainda reforçou que a guerra não terminou: "Nossos dedos estão no gatilho e, assim que o inimigo cometer o menor erro, ele será respondido com toda a força."


O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que o país suspenderia seus ataques se as operações contra ele cessassem. Um funcionário militar americano afirmou ao jornal The New York Times que os ataques dos EUA ao país já foram interrompidos.


Araghchi ainda reiterou que o trânsito seguro por Hormuz será possível durante estas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. Um funcionário ouvido pela agência Associated Press afirmou que o plano inclui a permissão para que tanto Irã quanto Omã cobrem taxas de navios que transitam pelo estreito. O regime iraniano, segundo essa pessoa, deverá usar o dinheiro para a reconstrução do país; já para o governo de Omã, não está claro onde será usado o montante.


Ainda de acordo com o New York Times, que também ouviu autoridades iranianas sob condição de anonimato, o Irã aceitou a proposta do Paquistão após intervenção da China, que pressionou Teerã a desescalar o conflito. O cessar-fogo teria sido aprovado pelo novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei. Na entrevista à AFP, Trump afirmou acreditar que o regime chinês fez com que o Irã se sentasse para negociar.


Na prática, o prazo para que a teocracia reabra o estreito de Hormuz para o trânsito de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo foi adiado pela quinta vez. O americano passou o dia sob fogo por sua frase com tintas genocidas, que foi criticada até por aliados.


O anúncio foi feito pouco mais de uma hora antes da expiração do prazo que Trump havia dado para que Teerã aceitasse a medida, sob pena de destruir pontes e usinas de energia do país "em quatro horas", segundo havia dito na véspera.


O regime dos aiatolás havia rejeitado a proposta por sugerir uma trégua, e não uma solução para a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel, que já dura mais de cinco semanas. Mas as conversas continuaram.


A decisão reafirma a mística do acrônimo TACO, ou Trump Sempre Amarela nas iniciais em inglês. É um risco ocupacional da tendência do americano de repetir sua estratégia negocial na diplomacia: elevar ameaças e fazer imposições impossíveis ao adversário para ver o que consegue ganhar.


No fim de semana, o republicano publicou uma postagem inaudita para um presidente dos EUA, cheia de palavrões e xingando os iranianos de "malucos do c...". Na segunda (6), afirmou que poderia destruir o Irã em uma noite e, nesta terça, pintou sua guerra com cores de um extermínio, numa frase tão malvista que até o papa Leão 14, primeiro pontífice americano, a condenou.


Só que a teocracia persa, que já demonstrou capacidade adaptativa enorme ante a decapitação a que foi submetida, não caiu na tática. Insistiu em que não pode negociar sob bombas e buscou negar que estivesse disposta a ceder, embora isso estivesse subentendido no curso de negociações mediadas pelo Paquistão.


Elas pareciam ter avançado um pouco ao longo da terça, mas todos os beligerantes resolveram elevar a temperatura militar do conflito para se posicionar para novas conversas.


Os EUA atacaram alvos militares na estratégica ilha de Kharg, de onde saem 90% do óleo iraniano em tempos mais normais. O local é um alvo primários de qualquer ação anfíbia ou aerotransportada dos americanos, embora analistas digam que os riscos de baixas são enormes dada a posição exposta junto à costa do Irã.


Seja como for, Trump deslocou 5.000 fuzileiros navais e um número incerto de paraquedistas para a região. Não é nada que garanta uma invasão terrestre do rival, mas sim para operações mais focadas.


Apesar do poderio superior, os americanos não têm recursos para assegurar o trânsito de petroleiros e afins por Hormuz. Também nesta terça, os aliados de Teerã Rússia e China vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que abriria o caminho para uma operação legal com esse fim.


Já Israel fez inéditos ataques a ferrovias civis do rival, matando ao menos duas pessoas no processo, e atingiu uma petroquímica produtora de insumos para explosivos em Shiraz.


A ação, um dia após outra petroquímica iraniana ser atacada, levou a uma retaliação contra um complexo semelhante na Arábia Saudita. Teerã voltou a advertir que iriam empregar seus mísseis e drones contra o sistema energético do golfo Pérsico, mantendo a tensão no mercado em alta.


O ataque aos sauditas azedou as negociações tocadas pelos paquistaneses, que têm um acordo militar com o reino desértico, mas aparentemente não foi suficiente para demover Trump de seu novo adiamento.


Enquanto isso, os iranianos também atacaram um petroleiro perto de Omã, edifícios no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, onde duas pessoas foram mortas. À noite, voltou a bombardear alvos nos vizinhos.


A rotina de bombardeio a Israel também seguiu, com drones e mísseis disparados de lá, a partir de bases houthis no Iêmen e do Líbano, onde posições do Hezbollah também foram atacadas pelo Estado judeu.


Igor GielowGabriel BarnabéFolha de São Paulo

Trump alerta para "morte de civilização inteira" no Irã

 

                                            Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Getty Images)



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", referindo-se ao Irã, à medida que o prazo final para o país fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz se aproxima.


"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. [...] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", escreveu ele na rede Truth Social.


O prazo final estabelecido por Trump, para que o Irã feche um acordo e abra o Estreito de Ormuz — ou será fortemente bombardeado e enfrentará o “inferno” — está se esgotando.


O presidente americano definiu as 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília, desta terça-feira (7), (3h30 da manhã de quarta-feira (8), horário de Teerã), como o prazo final para um acordo.


No entanto, ele já fez ultimatos semelhantes em diversas ocasiões nas últimas semanas, adiando o prazo a cada vez. E a ameaça é altamente controversa, com muitos apontando que atacar infraestrutura civil configura crime de guerra.


Relembre o que Trump disse

O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem repleta de palavrões, renovando as ameaças de bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz – um ponto de estrangulamento crucial no comércio global de energia.


Falando novamente na segunda-feira (6), Trump afirmou que os EUA têm um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça-feira. "Quero dizer, demolição completa até meia-noite", disse o líder americano.


Ele já havia ameaçado atingir outras infraestruturas iranianas, incluindo poços de petróleo e usinas de dessalinização de água.


Resposta do Irã

Até o momento, Teerã respondeu publicamente com desafio, com um comandante militar classificando as ameaças de Trump como “infundadas” e “delirantes” nesta terça-feira.


“Se os ataques contra alvos não civis se repetirem, nossa resposta retaliatória será muito mais enérgica e em uma escala muito maior”, alertou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, utilizado pelas forças armadas iranianas.


Na segunda-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã instou os americanos a responsabilizarem seu governo pelo que descreveu como uma "guerra injusta e agressiva" contra o Irã.


Ameaça de Trump seria um crime de guerra?

Atacar infraestruturas civis críticas pode ser considerado um crime de guerra. Objetos indispensáveis ??à sobrevivência de uma população – incluindo estações de tratamento de água – são proibidos como alvos militares pelas Convenções de Genebra.


A infraestrutura poderia ser considerada um alvo válido se tivesse dupla utilização pelas forças armadas do Irã. Mas Trump ameaçou não apenas explodir algumas usinas de energia do Irã; ele ameaçou explodir todas elas.


“Há muitos ex-advogados militares e juristas que têm hesitado em afirmar que qualquer bombardeio contra infraestrutura civil constitui um crime de guerra, porque existem casos em que isso é permitido. Mas a retórica do presidente neste fim de semana, para mim e acredito que para muitos outros, mudou nossa opinião sobre isso”, disse Margaret Donovan, ex-advogada do Corpo Jurídico do Exército dos EUA.


“Estamos testemunhando basicamente uma ameaça direta a algo que sabemos que será catastrófico para os civis.”


Diversos países entraram em contato com o governo Trump em caráter privado para alertá-los sobre tais ataques, mas a maioria até agora evitou repreender publicamente o presidente americano.


Entre eles, estão algumas nações do Golfo que agora temem que o Irã possa atacar sua infraestrutura civil em retaliação, segundo fontes regionais.


O governo Trump minimizou essas preocupações, com a Casa Branca afirmando na semana passada que os EUA "sempre" seguiriam o direito internacional.


Questionado sobre o assunto na segunda-feira (6), Trump disse que não estava preocupado e que o verdadeiro crime de guerra era "permitir que o Irã tivesse uma arma nuclear".


Teerã já acusou os Estados Unidos e Israel de atacarem infraestrutura civil, com o bombardeio da importante ponte B1, nos arredores da capital iraniana, na sexta-feira (3), e a usina nuclear de Bushehr, no Irã, sendo atingida por projéteis diversas vezes nas últimas semanas.


Como estão as negociações?

Trump afirmou na segunda-feira que o Irã é um "participante ativo e disposto" nas negociações para um possível fim da guerra e que as conversas com os intermediários estão "indo bem".


A CNN noticiou anteriormente, também na segunda-feira, que Paquistão, Egito e Turquia têm atuado como mediadores entre os EUA e o Irã, mas que as negociações indiretas foram interrompidas na semana passada e que os esforços para um encontro presencial parecem ter chegado ao fim.


Mas os esforços diplomáticos encontraram um grande obstáculo na segunda-feira, depois que nenhum dos lados concordou com uma proposta de última hora para um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, elaborada por países que trabalham para pôr fim à guerra.


Trump chamou a proposta de um “passo significativo”, mas disse que “não é suficiente”, acrescentando que ele é a única pessoa que pode determinar se haverá um cessar-fogo.


Enquanto isso, o Irã rejeitou a proposta, afirmando que uma pausa nos combates permitiria que os adversários se preparassem para a continuação do conflito.


Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã enviou uma resposta de dez pontos, pedindo o fim permanente da guerra “de acordo com as considerações do Irã”. (Com CNN)

Capacitação de professores fortalece Educação Especial em Campo Grande

 

                                             Divulgação





Entre os dias 6 e 8 de abril, profissionais da Educação Especial da Rede Municipal de Ensino (Reme) participam de uma formação voltada ao fortalecimento das práticas inclusivas nas escolas municipais de Campo Grande.

Realizada no Centro de Formação da Semed (Cefor), a iniciativa reune cerca de 129 integrantes das equipes técnico-pedagógicas e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco no alinhamento das ações e na qualificação do atendimento aos estudantes.


Na prática, a formação tem aproximado os profissionais e fortalecido o trabalho nas unidades escolares. A técnica da Educação Especial da região Imbirussu, Renata Teixeira, destaca a troca mais próxima entre as equipes.


“O primeiro encontro foi mais voltado ao acolhimento e à conversa. Agora, ao longo da semana, estamos trabalhando por região, com cada técnico atendendo os coordenadores de sua área, desenvolvendo os Planos Educacionais Individualizados (PEI) e realizando estudos de caso. É um momento de troca mais próxima, para tirar dúvidas e também acolher”, relatou.


A organização por regiões permite um acompanhamento mais direto das demandas de cada escola, tornando o processo mais eficiente.


Segundo a coordenadora do Centro Municipal de Educação Especial Inclusiva, Tânia Maria Filiú de Souza, o avanço reflete uma mudança na forma de atuar da rede.


“Campo Grande está com um novo olhar para a Educação Especial. Com a presença do coordenador focal nas escolas, conseguimos atender e acolher melhor as famílias e os estudantes, além de dar suporte aos professores e demais profissionais envolvidos”, afirmou.

Cerca de 18% dos postos franceses não têm combustível, diz ministra

 

                                              Reprodução


A ministra da Energia da França, Maud Bregeon, afirmou que cerca de 18% dos postos franceses estão com falta de algum tipo de combustível na manhã desta terça-feira (7).


A gigante petrolífera francesa TotalEnergies estabeleceu um teto para seus preços de varejo na França, abaixo do que outras mar111111111cas cobram, o que levou a problemas de abastecimento em alguns postos, disse ela em uma entrevista ao canal de notícias BFM TV.


Não há nenhum problema geral de abastecimento, disse ela, apenas um problema de logística devido às mudanças na demanda.


(Reuters)


DOURADOS Juventude AG vence Instituto SET e avança na Copa do Brasil de Futsal

 

                                              Marcelo Berton



O reencontro do Juventude AG com a torcida de Dourados em uma competição nacional foi em grande estilo. Com o Ginásio Municipal Ulysses Guimarães lotado, o JAG recebeu o Instituto SET pela rodada de volta da primeira fase e voltou a vencer, agora por 6 a 1. Na ida, em Anápolis (GO), o placar foi 7 a 1.


Na segunda fase, o time de Dourados enfrenta o Fridas Futsal-DF que, na primeira fase, eliminou o Luverdense-MT com vitória em casa por 8 a 0 e empate, fora, em 1 a 1. A Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) divulga datas dos jogos nos próximos dias.


Gols


A torcida lotou todas as dependências disponíveis do Ginásio Municipal para acompanhar o primeiro jogo do Juventude AG em casa na temporada 2026. O time douradense quase marcou no início com Mauá, que carimbou o travessão adversário. Com três minutos de bola rolando, saiu o primeiro gol que teve boa jogada de Nathan pela esquerda que tocou para Joãozinho abrir o placar. Em seguida, foi a vez de Magrelo acertar a trave e quase marcar o segundo.


A vantagem aumentou com 13 minutos. Jogada de Joãozinho que deu passe para Wellington apenas escorar para rede e fazer 2 a 0. Faltando 15 segundos, saiu o terceiro, o mais bonito da partida. Joãozinho recebeu no meio, enfileirou adversários até tocar com categoria na saída do goleiro. A bola ainda bateu na trave antes de morrer na rede.


No segundo tempo, o técnico João Carlos Banana aproveitou para rodar o time e o quarto gol saiu com 12 minutos de jogo, marcado por Nathan, aproveitando boa troca de passes. Em seguida, Nathan puxou o ataque e deu passe para o gol de Wellington. O time goiano aproveitou um erro na saída de bola do JAG para marcar o gol de honra, com Pequeno. Faltando dois minutos, Ayran acertou um belo chute de média distância para fechar o placar em 6 a 1.


LNF


Agora, o Juventude AG se concentra em mais uma partida da LNF Silver, a primeira como mandante. No próximo sábado (11), às 19h30, os douradenses recebem o Joaçaba Futsal-SC, uma das equipes de maior investimento e favorita para conquistar uma das vagas de acesso.


Para o jogo, o preço do ingresso é de R$ 20, com meia entrada por R$ 10. Haverá sorteio de brindes para os torcedores presentes no Ginásio Municipal.

Feirão da AACC-MS tem 8 mil itens com valor único de R$ 5

 



                                             Foto: Marcelo Victor


Feirão do Cincão’, promovido pela Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS), ocorre nesta terça (7) e quarta-feira (8), das 8h às 17h (sem pausa para o almoço), na sede da associação, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.


Com preço único de R$ 5 cada, mais de 8 mil itens estarão em liquidação: roupas, calçados, brinquedos, acessórios e utensílios domésticos. As peças estão em excelente estado de conservação e boas condições de uso.


Com isso, é possível economizar e ainda ser solidário.


As formas de pagamento aceitas são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com opção de parcelamento para compras a partir de R$ 100.



Além dos produtos à venda por R$ 5, os visitantes poderão aproveitar as ofertas no Bazar e Brechó fixos da AACC/MS, que estão com 30% de desconto em peças.


O dinheiro arrecadado é revertido em pagamento das contas básicas da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.


O valor arrecadado neste evento também será direcionado para custear a reforma completa na Casa de Apoio, garantindo mais conforto e estrutura para as famílias acolhidas durante o período de tratamento das crianças.


O evento é realizado no mínimo três vezes por ano e atrai uma multidão, com pessoas madrugando nas filas. Recomenda-se levar itens como água, protetor solar e chapéu.


AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.


Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.


A Casa de Apoio oferece:


Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino

Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias

Transporte

Atendimentos Multiprofissionais

Serviço Social

Atividades lúdico-pedagógicas

Salão de Beleza

De acordo com a AACC-MS, em 2025, a instituição:


Atendeu 323 pacientes

Realizou 17.910 atendimentos multiprofissionais nas áreas de Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Odontologia, Fisioterapia, Enfermagem, além de atividades em espaços como salão de beleza e brinquedoteca

Ofereceu 31.676 refeições

Hospedou 6.346 pessoas

Distribuiu 1.525 cestas básicas e assistenciais

Infarto mata padre antes da missa de Páscoa no litoral de SP

 

                                                O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo, 5, de Páscoa. Ele era vigário paroquial em Cubatão (SP) (Foto: Reprodução/Redes sociais)



O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo, 5, de Páscoa, após se sentir mal e ser levado para o pronto-socorro.


O caso aconteceu em Cubatão, no litoral de São Paulo, pouco antes do padre rezar a Santa Missa pela manhã.


Segundo a Diocese de Santos, responsável pela paróquia de Cubatão, o padre sofreu um infarto e chegou a ser socorrido, sendo levado para o  Pronto-Socorro de Humaitá, em São Vicente, mas não resistiu a um infarto agudo do miocárdio causado por hipertensão arterial sistêmica.


O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo, 5, de Páscoa, após se sentir mal e ser levado para o pronto-socorro. O caso aconteceu em Cubatão, no litoral de São Paulo, pouco antes do padre rezar a Santa Missa pela manhã.


Segundo a Diocese de Santos, responsável pela paróquia de Cubatão, o padre sofreu um infarto e chegou a ser socorrido, sendo levado para o  Pronto-Socorro de Humaitá, em São Vicente, mas não resistiu a um infarto agudo do miocárdio causado por hipertensão arterial sistêmica. (Com Portal Terra)

Equipes de hospitais são capacitadas para nova política estadual e reforça gestão e financiamento no SUS

 

                                              Foto: André Lima



Oficina reúne gestores e equipes técnicas para alinhar regras, contratos e execução da política hospitalar


A SES (Secretaria de Estado de Saúde) realizou na semana passada uma oficina de capacitação sobre a PEHOSP (Política Estadual de Atenção Hospitalar), reunindo gestores e equipes técnicas de hospitais de todo o estado. O encontro foi dividido em dois dias, com foco específico para unidades de gestão estadual e, posteriormente, para aquelas de gestão municipal.


A Superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, destacou que o principal objetivo da oficina foi detalhar a política e padronizar sua aplicação. “Estamos apresentando item por item da política, desde as regras de financiamento até o que será avaliado pela auditoria e pela vigilância sanitária”.


Segundo ela, o momento é decisivo para consolidar a implementação. A política já começou a ser executada, com faturamento em andamento e início do monitoramento. Agora é o momento de alinhar tudo e tirar as últimas dúvidas”.


A oficina foi estruturada para atender as diferentes realidades dos municípios. No primeiro dia, participaram hospitais de gestão estadual, em sua maioria de menor porte. Já o segundo dia foi voltado aos municípios com gestão plena.


O auditor e coordenador de controle de serviços de saúde da SES, Vinícius Carvalho, explicou a estratégia. “No primeiro trabalhamos com unidades sob gestão estadual, onde o controle é direto da Secretaria. No segundo dia, o foco são os municípios, que possuem autonomia na auditoria”.


Ele reforçou o objetivo do treinamento. “Queremos garantir que a política seja implementada de forma completa, sem dúvidas, para que traga os resultados esperados”.


Nova política exige adequações nos hospitais


Durante a oficina, também foram abordadas as mudanças operacionais exigidas pela política, especialmente para unidades que aderiram ao novo modelo. A superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso destacou que a capacitação abordou diferentes áreas da assistência hospitalar. “Trabalhamos a aplicação da política em várias frentes, incluindo hospitais com atendimentos cirúrgicos, que precisarão se adequar às novas regras”.


Um dos pontos centrais da política é a implantação do NIR (Núcleos Internos de Regulação), responsáveis por organizar o funcionamento dos hospitais. “O NIR gerencia leitos, taxa de ocupação, cancelamentos e cumprimento de metas, garantindo que o hospital atenda aos critérios contratados com a Secretaria”, explicou Maria Angélica.


A oficina faz parte de uma série de ações iniciadas ainda no começo do ano. Em janeiro, a SES realizou uma capacitação online após a assinatura dos contratos, seguida por encontros técnicos ao longo dos meses. Agora, com a política em execução, o foco está na aplicação prática e no monitoramento dos resultados.

PrefCG aposta em tecnologia e apresenta robô humanoide na Expogrande

 



A 86ª edição da Expogrande 2026 começa na próxima quinta-feira (9) e a Prefeitura de Campo Grande marcará presença pelo quarto ano consecutivo, com um estande especial de serviços. O evento, considerado uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, reúne produtores, empresários e autoridades em um ambiente voltado para negócios, inovação e networking.


O estande da Prefeitura vai funcionar diariamente em horários alternados, entre os dias 9 e 18 de abril, consolidando-se como um espaço interativo que reúne serviços à população, palestras, atividades culturais, apresentações tecnológicas e workshops. A programação tem início já no primeiro dia com uma blitz educativa sobre maus-tratos a animais, promovida pela Superintendência do Bem-Estar Animal.


Entre os destaques está a apresentação de um robô humanoide, no dia 15 de abril, iniciativa da Agetec, com tecnologia educacional desenvolvida pelo Senai em parceria com a Fiems. No mesmo dia, às 17h, o estande recebe o painel sobre o uso da tecnologia nas políticas públicas do agronegócio, com o especialista Daniel Mamoré.


Ainda no dia 15, às 14h40, a prefeita Adriane Lopes participa de uma reunião estratégica com representantes do Google, reforçando o compromisso do município com a inovação e a modernização da gestão pública.


Para a prefeita Adriane Lopes, a participação no evento vai além da visibilidade institucional. “Participar da Expogrande é uma oportunidade estratégica de estar próximo da população e dos setores produtivos. Nosso estande é um espaço vivo, de troca, inovação e construção de políticas públicas. Estar em uma feira desse porte reforça nosso compromisso com o desenvolvimento de Campo Grande, conectando tecnologia, cultura e oportunidades para todos”, destacou.


A importância da presença do município também é reforçada pelo presidente da Acrissul, Guilherme de Barros Bumlai. “A presença da Prefeitura de Campo Grande na Expogrande é fundamental. A feira não é apenas um evento do agro, ela movimenta a economia, gera empregos e conecta o campo à cidade. Ter o município como parceiro reforça esse elo e amplia o alcance dos resultados para toda a população.”


Também serão ministrados cursos práticos, como os de reprodução de equinos e bovinos, além de feira de economia criativa e ações voltadas ao empreendedorismo feminino, com destaque para o talk show com mulheres empreendedoras no dia 11 de abril.


Nacionalmente reconhecida pela produção agropecuária e pelo papel estratégico na cadeia produtiva, Campo Grande possui um Produto Interno Bruto (PIB) que chegou a R$ 40 bilhões em 2025.


Trajetória


Desde a primeira participação, em 2023, a Prefeitura tem ampliado sua presença com serviços gratuitos, capacitações, atendimentos itinerantes e iniciativas voltadas à inclusão produtiva. Ao longo dos anos, o espaço já recebeu ações como o Emprega CG, oficinas culturais, atendimentos sociais e atividades educativas, fortalecendo o vínculo com a população dentro de um dos maiores eventos do Estado.


Com uma programação diversificada e foco em inovação, a participação da Prefeitura na edição de 2026 reafirma o papel do poder público na construção de uma cidade mais moderna, conectada e preparada para o futuro.

Funsat oferece 1.007 vagas de emprego nesta terça-feira (7)

 




A Fundação Social do Trabalho de Campo Grande oferece, nesta terça-feira (7), 1.007 oportunidades de emprego para a população de Campo Grande. As vagas contemplam 110 funções diferentes e atendem a diversos níveis de escolaridade e experiência, ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho.


O atendimento ao público acontece das 7h às 16h, com encaminhamentos realizados conforme o perfil do candidato e a demanda das empresas parceiras. Entre as áreas com maior número de vagas estão auxiliar de limpeza (107), operador de caixa (88), auxiliar de padeiro (71), repositor de mercadorias (58) e auxiliar operacional de logística (50), além de oportunidades para ajudante de carga e descarga, auxiliar de cozinha e atendente de padaria.


Para quem busca o primeiro emprego ou recolocação sem experiência, a Fundação disponibiliza 638 vagas em 51 funções. Entre elas, destacam-se operador de caixa (86), auxiliar de limpeza (77), auxiliar de padeiro (71), repositor de mercadorias (58) e atendente de padaria (30), além de oportunidades para atendente de lanchonete, auxiliar de cozinha e alimentador de linha de produção.


Também há vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), com 12 oportunidades distribuídas em funções como auxiliar de limpeza, auxiliar de linha de produção, empacotador, motorista de caminhão, porteiro e repositor de mercadorias.


Já para contratações temporárias, são ofertadas 11 vagas, sendo 10 para garçom e uma para cozinheiro geral, atendendo demandas específicas do setor de serviços.


Os interessados devem procurar a sede da Funsat, levando documentos pessoais com foto e carteira de trabalho. A orientação é que os candidatos mantenham o cadastro atualizado para facilitar o encaminhamento às vagas disponíveis.


A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Campo Grande em promover oportunidades de emprego e renda, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do município.

Sarampo preocupa profissionais da saúde, mas retorno da doença ao Brasil pode ser evitado

 

                                             Folhapress


  • Registros de 38 casos em 2025 e de dois casos em 2026 evidenciam o risco de a doença voltar ao Brasil

  • Em 2019, o certificado de eliminação da doença conquistado em 2016 foi revogado




Os registros de 38 casos de sarampo em 2025, entre adultos e crianças, e de dois casos em 2026, todos importados de outros países, evidenciam o risco de a doença voltar ao Brasil.


Esse retrocesso não seria novidade. Em 2019, após 12 meses de transmissão sustentada da enfermidade em território nacional, o certificado de eliminação da doença conquistado em 2016 foi revogado. À época, a reintrodução do vírus foi resultado da combinação entre as baixas coberturas vacinais, sobretudo em algumas regiões do país que concentraram bolsões de indivíduos não vacinados, e a entrada de pessoas não imunizadas vindas do exterior.


Os índices de vacinação evoluíram de forma significativa desde então, em especial se comparados aos de 2020 e 2021, auge da pandemia de Covid-19. No entanto, até hoje não conseguimos alcançar a meta de 95% para as duas doses da vacina tríplice viral, que além do sarampo previne a caxumba e a rubéola. Isso deixa o Brasil suscetível à doença, notadamente em um contexto de alta circulação do vírus em países próximos.


De acordo com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), entre 2025 e a segunda semana de 2026 foram confirmados 15.922 casos de sarampo nas Américas, alta de 32 vezes em relação a 2024. Quase 95% dos episódios (15.084) ocorreram nos Estados Unidos, México e Canadá, sedes da próxima Copa do Mundo, em junho de 2026. Estima-se que a competição receberá 7 milhões de pessoas, incluindo milhares de brasileiros. A Bolívia, origem dos casos recentes no Brasil, ocupa a quarta posição no ranking.


Cenário exige atenção

Para evitar possíveis surtos e a eventual perda do status de país livre do sarampo, é necessário atuar em três frentes: aumento da vacinação (incluindo o resgate de adultos com esquemas irregulares), vigilância epidemiológica e resposta rápida diante de casos suspeitos. Nesse sentido, embora sempre seja possível evoluir, vale elogiar o trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde nos últimos anos.


A pasta tem investido em campanhas de multivacinação para a atualização da caderneta de crianças e adolescentes, busca ativa de não vacinados, vacinação escolar e em comunicação, item fundamental para aumentar a adesão. A presença na internet se tornou mais forte, com linguagem próxima do público jovem, e o Zé Gotinha passou a participar de grandes eventos e protagonizar estratégias nas redes sociais.


A identificação e resposta a casos também têm sido efetiva. Entre outras ações, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) manteve por três semanas uma equipe no município de Campos Lindos, no Tocantins, que concentrou aproximadamente 60% dos casos de sarampo no Brasil em 2025. O trabalho em parceria com as equipes locais, que incluiu a identificação de comunicantes e vacinação de bloqueio, impediu que a cadeia de transmissão se expandisse. Medidas semelhantes foram adotadas em outros episódios.


O sarampo já esteve entre as principais causas de mortalidade infantil no país, mas foi controlado progressivamente a partir da década de 1990 e eliminado em duas ocasiões: 2016 e 2024. Por estar entre os vírus mais contagiosos —uma pessoa infectada pode transmitir para até 18 pessoas suscetíveis—, o risco de reintrodução é real.


A vacinação é a principal ferramenta preventiva. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece a vacina gratuitamente, em duas doses, para crianças a partir de 12 meses a para adultos com menos de 30 anos de idade. Dos 30 aos 59 anos, é disponibilizada uma dose. Quem não tem certeza se já foi vacinado ou têm dúvidas se completou o esquema deve regularizar o calendário de acordo com a faixa etária. Mais do que a proteção individual, a vacinação é um ato de cuidado com quem não pode se vacinar, como crianças menores de 6 meses e imunodeprimidos.

Mônica Levi

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e Membro da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização do Programa Nacional de Imunizações


Este texto foi publicado no The ConversationClique aqui para ler a versão original

Alta do óleo impulsiona soja e muda rumo dos preços

 

                                            Foto: Divulgação


No Brasil, o andamento da safra segue com contrastes regionais

O mercado da soja apresentou leve valorização nesta sessão, refletindo fatores externos e internos que influenciam a formação de preços e o ritmo de comercialização. De acordo com a TF Agroeconômica , o avanço foi sustentado principalmente por dados de exportação acima das expectativas e pelo desempenho do óleo de soja.



Na Bolsa de Chicago, os contratos mais próximos encerraram o dia com ganhos moderados, acompanhando a valorização do óleo, que acumula forte alta no ano diante da demanda por biodiesel e do petróleo elevado. Outro fator de suporte foi o volume de embarques dos Estados Unidos, que superou as estimativas do mercado, com destaque para a participação chinesa nas compras.


No Brasil, o andamento da safra segue com contrastes regionais. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda avança lentamente e enfrenta risco de paralisação devido ao desabastecimento de diesel, o que também eleva os custos de frete e pressiona a rentabilidade do produtor. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta os preços no porto, garantindo maior liquidez em comparação a outras regiões.



No Paraná, o mercado permanece estável, mesmo com oscilações cambiais, refletindo cautela nas negociações e impacto do frete elevado. Já em Mato Grosso do Sul, os preços mostram firmeza pontual, mas o desinteresse das indústrias esmagadoras e a limitação de armazenagem reduzem o poder de negociação do produtor.


Em Mato Grosso, a combinação de dólar mais fraco e custos logísticos elevados mantém pressão sobre as cotações, apesar de leves recuperações pontuais. A capacidade limitada de armazenagem segue forçando a comercialização, em um cenário de margens comprimidas em toda a cadeia.


Policial militar é morta com tiro no pescoço e marido é preso suspeito do crime

 

                                            Paulo Francis-Campo Grande News



A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, 59, foi morta com um tiro no pescoço nesta segunda-feira (6/4), emmm Campo Grande. O caso ocorreu na casa onde ela morava, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I.


O marido dela apresentou versões contraditórias sobre o caso e acabou preso pela polícia. 


O homem de 50 anos deu ao menos quatro versões diferentes às equipes de segurança pública e saiu preso e algemado, suspeito do crime. Inicialmente, afirmou que a subtenente pegou um revólver da própria corporação e tentou tirar a própria vida. Segundo ele, ao tentar impedir, segurou a mão da vítima, momento em que o disparo ocorreu.


A versão passou a ser questionada após relatos de testemunhas. Uma vizinha pulou o muro da residência ao perceber a situação e acionou um policial à paisana, que teria encontrado o suspeito com a arma em mãos. Em outro momento, o homem disse que o revólver estava no chão, o que reforçou as contradições.


Diante das inconsistências, o suspeito foi encaminhado para a delegacia, algemado.


Conforme o Campo Grande News, o homem possui antecedentes por roubo, homicídio e violência doméstica. Ele não é policial militar.


Marlene ingressou na Polícia Militar na década de 1990 e integrou uma das primeiras turmas femininas da corporação no Estado.


O caso é investigado e, se confirmado o feminicídio, será o nono do ano em Mato Grosso do Sul. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Corinthians age rápido e contrata Fernando Diniz

 

                                            Fernando Diniz em entrevista ao Abre Aspas (Foto: Marcos Ribolli)


Fernando Diniz é o novo técnico do Corinthians. Em uma negociação relâmpago, a diretoria do Timão e o treinador chegaram a um acordo para que ele ocupe o cargo que era de Dorival Júnior, demitido no domingo. 


Diniz será apresentado ao elenco no treino da próxima terça-feira e estará no banco de reservas na quinta, data da estreia do Corinthians na Conmebol Libertadores, diante do Platense, na Argentina. O contrato será válido até dezembro de 2026.


No CT Joaquim Grava, Fernando Diniz terá a missão de reconduzir a equipe ao caminho das vitórias e recuperar o bom futebol apresentado nas fases decisivas da Copa do Brasil do ano passado. 


Atualmente, a principal carência do Corinthians é a criação ofensiva. O time tem apenas cinco gols nos últimos nove jogos, período que coincide com a sequência sem vitórias na temporada que resultou na saída de Dorival Júnior. 


Na temporada, o Timão tem compromissos pelo Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Conmebol Libertadores. A diretoria entende que a atual composição do elenco é qualificada e tem boas peças para brigar por pelo menos mais um título no ano de 2026. 


Fernando Diniz está em evidência no mercado nacional desde a temporada 2016, quando levou o modesto Audax à final do Campeonato Paulista. De lá para cá, passou por Athletico-PR, Fluminense, Santos, São Paulo, Vasco e Cruzeiro. 


Em 2023, melhor ano de sua carreira, o agora novo treinador do Corinthians levantou a taça da Libertadores pelo Fluminense. Na mesma temporada, dirigiu a seleção brasileira em seis partidas nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo.  (Com ge - SP)


Polícia intercepta carga milionária de maconha na BR-376, em Ivinhema

 

                                              Divulgação PRF



A maconha apreendida com o carioca Jonatas Osany Synval Moreira, 38, totalizou mais de uma tonelada. As informações são da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que conseguiu prender o suspeito após tentativa de fuga na BR-376, próximo ao município de Ivinhema, na manhã desta segunda-feira (6/4).


Ao todo, foram 1.273 quilos divididos em 1.026 tabletes que estavam em 11 fardos dentro do Honda HRV com placas de São Paulo (SP). 


Conforme a ocorrência, agentes da delegacia da PRF em Dourados realizavam patrulhamento na rodovia quando avistaram o veículo. 

Houve tentativa de abordagem, ignorada pelo motorista, resultando em uma perseguição que só foi interrompida após os agentes efetuarem disparos contra os pneus do automóvel.


Durante a fuga, o criminoso dirigiu pela contramão e obrigou outros motoristas que trafegavam no sentido oposto a saírem da pista para evitar colisões frontais.


Questionado durante a prisão, o motorista confessou que estava realizando o transporte do entorpecente, o que chamou de "fazer um corre", a mando de um superior.


Em consulta ao sistema, a PRF verificou que o veículo havia sido furtado em São Paulo e que o suspeito, natural do Rio de Janeiro, já possuía histórico criminal por assalto e sequestro no estado paulista.


Jonatas recebeu voz de prisão e foi conduzido à Polícia Civil de Ivinhema. 

 

Operação do DOF apreende drogas, armas e produtos ilegais em comboio na MS-468

 

                                             DOF Divulgação




Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, no sábado (3), na MS-468, em Dourados, quatro veículos carregados com 5,5 quilos de haxixe marroquino, 15 prolongadores de arma de fogo com capacidade para 50 a 100 munições dos calibres 5.56 e 9 milímetros, 1.900 pacotes de cigarros contrabandeados, 130 quilos de defensivos agrícolas, 65 pneus, seis fardos de roupas e um volume contendo cigarros eletrônicos. Na ação, três homens e uma mulher foram presos.


Os policiais faziam patrulhamento pela rodovia, na zona rural do município, quando o comboio, que seguia em alta velocidade, tentou fugir da equipe. Durante as diligências, um veículo GM Astra e um Fiat Siena foram interceptados pelos militares.


Com apoio do helicóptero do DOF e de policiais da CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo), outros dois veículos, um GM Corsa e um VW Gol, foram localizados próximo a uma área de mata. Buscas foram realizadas na região, mas nenhum outro suspeito foi encontrado.


Os materiais apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Dourados e à Receita Federal em Ponta Porã.


A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), além da Operação Ágata Tempestade no Oeste I, em conjunto com o Exército Brasileiro.


Preços dos alimentos voltam a subir e acendem alerta

 

                                             Foto: Divulgação

O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado.



De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos.


O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano.



Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda.


Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos


EPIDEMIA Sobe para dois o número de mortes em investigação por Chikungunya em Dourados

 

                                              Divulgação


Dourados registrou mais uma morte suspeita de Febre Chikungunya. É o caso de um homem indígena, de 55 anos, sem comorbidades relatadas que apresentou sintomas no dia primeiro deste mês e morreu na sexta-feira, dia 03.


No Informe Epidemiológico divulgado pela prefeitura no domingo, dia 05, o caso aparece sob investigação, junto com o de uma criança indígena de 12 anos, que morreu também na sexta-feira, mas já estava desde 28 de fevereiro com os sintomas.


As amostras coletadas de pacientes vão para o Lacen/SES (Laboratório Central da Secretaria de Estado de Saúde), que é responsável por apresentar o resultado do exame que comprova a causa da morte.


Até o momento foram cinco mortes com diagnóstico comprovado para a doença no município, todos moradores da Reserva Indígena de Dourados, sendo dois bebês de um e três meses de idade, e três idosos, de 60, 69 e 79 anos. Somente um deles tinha hipertensão arterial e diabetes como comorbidade.


MAIS CASOS INVESTIGADOS


Além dos óbitos, ainda há exame de 1.837 pessoas que estão com sintomas da doença, mas aguardam confirmação do diagnóstico por análise laboratorial. Pelo menos, 1.365 casos positivos já foram registrados no município e 469 suspeitas descartadas.


Ao todo, são 35 pessoas internadas em hospitais púbicos, segundo o informe, os privados não informaram se há casos.


Ainda segundo o Informe, a taxa de positividade para a doença permanece em níveis considerados “extremamente elevados”, 73% e 79% desde o início do ano, ou seja, a maioria das pessoas que apresentam sintomas provavelmente está mesmo com Chikungunya e não outra doença.


Atualmente, a taxa está em 74,42%. “Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa”, detalha o informe.


“A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso. Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico”, consta no relatório.


RESERVA INDÍGENA


Apesar da região da Grande Dourados passar por uma epidemia que avança na área urbana, a maior preocupação continua com os moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó.


Dados compilados somente entre a população indígena que incluem tanto território de Dourados quanto de Itaporã, apontam para 1.115 casos confirmados, 493 em investigação e 388 descartados. Ao todo, 227 pessoas precisaram ficar internadas.


COMBATE AOS FOCOS


A orientação das autoridades em saúde é para que a população colabore na eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, eliminando criadouros.


No caso das aldeias, onde a maior parte dos focos está em caixas d’água que a população utiliza para armazenagem de água para beber, fazer comida, limpeza e higiene pessoa devido a falta de rede de abastecimento; foram contratados 50 agentes de endemias que foram empossados no sábado, dia 04.


A Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) do Ministério da Saúde ainda anunciou que serão contratados mais 102 profissionais para reforçar os atendimentos em Dourados a partir de maio, incluindo agentes de saúde, de saneamento, enfermeiros e psicólogos.


A FN-SUS (Força Nacional do Sistema Único de Saúde) que chegou no dia 17 de março, continua na região. Passaram pelas aldeias 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.


Para este segunda-feira, dia 06, ainda está previsto o início da distribuição de 2 mil cetas de alimentos, em uma ação conjunta da Funai, o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e a Defesa Civil.


A SES ainda articula uma estratégia que inclui Dourados entre as cidades de um projeto piloto de vacinação contra a Chikungunya. A previsão de envio é de 46.530 doses.


Por Fabiane Dorta

Dourados News

Irã rejeita trégua e quer fim da guerra; Trump diz que não é o bastante

 

                                            AFPTV/AFP

  • Americano estica pela quarta vez o prazo para a reabertura do estreito de Hormuz, prometendo 'explodir tudo'

  • Teerã afirma diz que fará retaliação devastadora; Israel mata chefe de inteligência da Guarda Revolucionária




Na reta final de mais um ultimato dado por Donald Trump em sua guerra contra o Irã, os rivais estudam propostas para encerrar as hostilidades. Os sinais dados por ambos os lados, contudo, não sugerem que um acordo será fácil.


O Irã, afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país. Teerã rejeitou uma trégua provisória, pedindo um solução definitiva para os conflitos na região.


"É significativo, mas não é bom o bastante", comentou o presidente americano, que não chegou a dar aval a qualquer cessar-fogo, algo que havia sido ventilado por um período de 45 dias. Ele havia feito a quarta extensão de prazo para que a teocracia reabra o estratégico estreito de Hormuz no domingo (5), sob pena de "explodir tudo" —no caso, infraestrutura civil como usinas de energia e pontes


Segundo Trump, o prazo é final e não negociável. Ele voltou a citar a necessidade de Teerã ser impedida de desenvolver armas nucleares, indo e voltando nas suas motivações a cada fala sobre o tema. O republicano disse que os rivais tiveram "um tiro de sorte" ao derrubar um caça F-15 dos EUA e que vão "pagar um grande preço".


A movimentação ocorre em meio a mais tensão na região. As forças de Israel mataram nesta segunda o general Majid Khademi, chefe de inteligência da poderosa Guarda Revolucionária, principal ente do regime islâmico do Irã. Ele foi morto em um bombardeio no começo da manhã em Teerã.


Com isso, a face de decapitação do regime da campanha militar liderada pelos Estados Unidos segue nas mãos principalmente de Israel, que na aurora da guerra matou o líder supremo, Ali Khamenei, e dezenas de chefes militares e políticos.


O ultimado dado pelo presidente americano venceria na noite desta segunda-feira (6), mas, após destempero verbal nunca antes visto numa postagem presidencial recheada de palavrões, Trump concedeu uma entrevista dizendo que esperaria até as 21h de terça (7), no horário de Brasília.


De lá para cá emergiram múltiplos relatos acerca da mais recente proposta americana, enviada por meio de militares paquistaneses. Os detalhes são escassos, mas preveem os tais 45 dias, citados inicialmente pelo site americano Axios.


Segundo o site e veículos como as agências Reuters e Associated Press, o centro do debate é o mesmo que embasou o acordo de 2015 para coibir o programa nuclear do Irã: trocar a renúncia à bomba atômica pelo fim de sanções.


Mas os entraves seguem os mesmos que levaram Trump a deixar o acordo em 2018: os iranianos não abrem mão de manter capacidade de processamento e enriquecimento de urânio, o que deixa a porta aberta para violações futuras.



As negociações sobre o tema haviam sido reabertas neste ano, após os megaprotestos contra o regime iraniano. Trump aparentemente acreditava que o enfraquecimento faria Teerã ceder, mas acabou por lançar sua guerra no meio das rodadas de conversas.


A contraproposta foi então confirmada pela chancelaria iraniana nesta segunda, mas ainda não há uma resposta de Washington.


A escalada de tom de Trump no fim de semana, embora possa ser lida como seu típico método negociador de subir a aposta antes de buscar um acordo, manteve os ânimos exaltados.


"O presidente americano ameaçou publicamente cometer crimes de guerra", disse o vice-chanceler Kazem Gharibabadi no X. Ele está correto, à luz da lei internacional, caso os ataques de Trump não tenham objetivo militar claro. Daí a alguém ser punido, porém, é outra história.


O comando militar iraniano disse que se a ameaça de atacar pontes e usinas de energia for concretizada, "uma retaliação muito mais devastadora" será lançada contra a região —assumindo também o risco de cometer crimes de guerra.


No cardápio presumido para mísseis e drones estão, além da infraestrutura petrolífera dos países vizinhos, alvos como usinas de dessalinização vitais para o abastecimento de água no Oriente Médio e cidades israelenses.


O petróleo segue flutuando em patamar alto. Por Hormuz passam 20% da produção global do produto e do gás natural liquefeito. Embora o trânsito para navios de alguns países tenha sido autorizado por Teerã, no geral a via segue interditada.


Israel também voltou a fazer um ataque a instalações próximas do maior campo de gás do mundo —que Teerã divide com Doha no golfo Pérsico.


O alvo, segundo o ministro Israel Katz (Defesa), foram instalações de apoio a uma petroquímica, que ele diz ter sido poupada. No mês passado, uma ação israelense contra o campo de Pars Sul levou a uma retaliação iraniana c ontra o Qatar que quase saiu de controle.


Israel seguiu com ataques a alvos no Irã e no Líbano, país onde mira o grupo Hezbollah, que entrou na guerra ao lado dos aiatolás.


Na mão inversa, a retaliação iraniana deixou ao menos cinco feridos nesta segunda na região de Tel Aviv, centro econômico israelense. Em Haifa (norte), quatro corpos foram retirados de um prédio destruído no domingo.


Igor Gielow

Caminhão “fantasma” sai de Corumbá e é flagrado com cocaína em SP

 

                                            Motorista preso saiu de Corumbá com 35 kg de cocaína. (Foto: reprodução)




Uma fiscalização da Polícia Militar Rodoviária resultou na apreensão de mais de 35 quilos de cocaína e na prisão de um motorista boliviano na noite de sexta-feira (4), no interior de São Paulo.


A abordagem ocorreu na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Presidente Prudente, durante a Operação Impacto/Paixão de Cristo 2026.


O caminhão, que seguia aparentemente sem carga, chamou atenção dos policiais, que decidiram realizar uma vistoria mais minuciosa.


Na inspeção, os agentes localizaram dezenas de tabletes de pasta base de cocaína escondidos em diferentes partes da cabine, como sob o banco do condutor, no painel e nas laterais internas do veículo. Ao todo, a apreensão somou 35,8 quilos da droga.


Segundo o motorista, de 48 anos, o entorpecente teria sido embarcado em Corumbá, na região de fronteira, e seguiria até o estado do Paraná, com destino final em Ponta Grossa.


O suspeito foi preso em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado à delegacia. A droga e o conjunto veicular foram apreendidos. O caso segue sob investigação.


Dorival Júnior é demitido e deixa o comando do Corinthians

 

                                            Dorival Júnior é demitido do Timão. (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)


Dorival Júnior não é mais técnico do Corinthians. A demissão do treinador acontece após a derrota para o Internacional por 1 a 0 válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro neste domingo (5).


Campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Super Copa do Rei, Dorival comandava o Timão desde abril de 2025. A decisão ocorre em meio a uma sequência de nove jogos sem vitórias, sendo sete pela competição nacional.


Dorival deixa o clube após 63 partidas no comando. No período, foram 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas. O vínculo era válido até o fim deste ano. A rescisão prevê multa equivalente a três salários, cerca de R$ 6 milhões.


A pressão externa aumentou nos últimos dias, com a presença de integrantes da Gaviões da Fiel no CT Joaquim Grava, onde houve uma conversa com o treinador. No encontro, Dorival citou dificuldades recentes, como desfalques e limitações do elenco após a janela de transferências.


O momento recente pesou para a mudança. A equipe enfrenta dificuldades no Brasileirão e tenta reagir na temporada após a queda de desempenho nas últimas rodadas.


O Corinthians volta a campo na quinta-feira, contra o Platense, em Buenos Aires, pela estreia na Copa Libertadores da América. No domingo, o adversário será o Palmeiras, na Neo Química Arena, novamente pelo Campeonato Brasileiro. (CNN)


DAC, União ABC e São Gabriel vencem na abertura da Seletiva da Copa SP

 

                                            Rodrigo Moreira


Começou neste fim de semana a disputa pelas vagas de Mato Grosso do Sul na Seletiva para Copa São Paulo. Seis clubes disputam a possibilidade de representar o Estado na principal competição de base do país, que acontece em janeiro de 2027. Na primeira rodada, vantagem para São Gabriel EC, Dourados AC e CE União ABC.


A competição começou no sábado (4), com dois jogos. No Estádio Gramadão, o São Gabriel recebeu o CE Naviraiense e goleou por 4 a 0. Gustavo Lenza abriu o placar aos quatro minutos do primeiro tempo. Na etapa final, Vitor aos seis minutos, Albino aos 11 e Luis Fernando aos 29 completaram o placar.


No Estádio Olho do Furacão, na Capital, o EC Campo Grande recebeu o DAC e foi batido por 1 a 0. O gol douradense saiu aos 32 minutos do segundo tempo, marcado pelo atacante Matheus.


A rodada terminou neste domingo, também no Estádio Olho do Furacão. EC Taveirópolis enfrentou o União ABC e foi goleado por 5 a 0. Pedro Henrique fez o primeiro aos 12 minutos do primeiro tempo. No segundo, Erick ampliou logo no primeiro minuto e Kauê fez a vitória virar goleada com gols aos quatro, 17 e 22 minutos.


Segunda Rodada


A Seletiva da Copa SP segue no sábado (11) com dois jogos às 15h. União ABC recebe o São Gabriel no Estádio Olho do Furacão e o DAC enfrenta o Taveirópolis no Estádio Douradão. No domingo (12), às 15h, o Naviraiense enfrenta o Campo Grande no Estádio Virotão.