terça-feira, 15 de setembro de 2026

Limite para novos empréstimos de estados e municípios aumenta em 2026

 

                                              Conselho Monetário Nacional define limites de crédito. (Foto: Reprodução)



Os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão contratar mais operações de crédito em 2026. Em reunião extraordinária, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aumentou em R$ 2 bilhões o limite global anual de crédito autorizado pelo órgão, que passa de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.  


Na prática, a medida cria mais espaço para que governos estaduais e municipais contratem empréstimos para financiar projetos e investimentos dentro das regras fiscais estabelecidas para 2026. As operações podem ter ou não garantia da União.


De onde vem


O aumento não representa uma nova despesa federal. O espaço foi obtido a partir de um levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional com entes que participam de programas de ajuste fiscal.


O levantamento identificou cerca de R$ 7,87 bilhões em espaço fiscal que não tinham previsão de utilização até o fim de 2026.


Desse total:


R$ 3 bilhões haviam sido remanejados anteriormente;

R$ 4,87 bilhões permaneciam disponíveis;

Agora, R$ 2 bilhões desse saldo foram destinados aos novos limites de crédito.

Segundo o CMN, o remanejamento ocorreu porque os limites para crédito dos governos subnacionais estavam próximos do esgotamento.


Novos limites


A resolução aumenta dois sublimites específicos. Sublimite é, nesse caso, uma parcela do limite total reservada para determinado tipo de operação.


Os valores passam a ser:


Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;

Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

Assim, os dois grupos somam R$ 15 bilhões em limites para estados, Distrito Federal e municípios.


A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas obrigações caso o ente público não honre a dívida, o que pode reduzir o risco da operação e facilitar a obtenção do crédito.


Outros limites


A decisão não altera os demais sublimites previstos pelo CMN. Permanecem os seguintes valores:


Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;

Correios: R$ 8 bilhões;

Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

A resolução entra em vigor na data de sua publicação.


(Com informações da Agência Brasil)

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