quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Produtor colhe soja sem uso de agrotóxico

Por: Divulgação Emater

O município de Itapejara do Oeste, na região de Pato Branco, é um dos primeiros a colher soja no Estado. A produtividade, entre 170 e 180 sacas por alqueire, está sendo comemorada pelos produtores.

Mas alguns agricultores em especial estão muito satisfeitos com os resultados. Além de colherem muito bem, eles conseguiram reduzir as despesas com produtos químicos. Isso foi possível graças ao Manejo Integrado de Pragas e de Doenças, estratégia difundida pelos extensionistas do Instituto Emater. Em algumas áreas foi possível colher soja sem fazer sequer uma aplicação de agrotóxico.

Cerca de 25% dos 15.200 ha com soja cultivados em Itapejara do Oeste estão em fase de maturação, no ponto de colheita. De acordo com o extensionista Lari Maroli, do Instituto Emater, até fevereiro as colheitadeiras devem estar a campo, a todo vapor. Há cinco anos o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o Manejo Integrado de Doenças (MID) fazem parte da rotina de um grupo de agricultores.

Os extensionistas acompanham, diretamente, 50 agricultores, o que significa uma área de 1.500 hectares. O município conta com uma Unidade Demonstrativa onde foi instalado um coletor de esporos. O equipamento registra a ocorrência do fungo causador da ferrugem.

Com base nessa informação e a análise das condições climáticas, o técnico determina se é necessário, ou não, fazer o controle da doença com algum produto químico. Em outras duas unidades foram feitos o MIP e MID, além da inoculação e co-inoculação das sementes, práticas que aumentam a produtividade da soja. Essas duas práticas foram desenvolvidas em parceria com a Embrapa.

De acordo com Lari Maroli, em duas unidades acompanhadas não foi usado fungicida nem inseticida. Para conseguir esse resultado, foi preciso um acompanhamento semanal para perceber se a ocorrência de pragas ou doenças era uma ameaça para as lavouras. “Numa das URs a produtividade chegou a 182 sacas por alqueire, mas o custo foi bem menor porque não foi preciso aplicar nenhum produto nas lavouras”, informou o extensionista. Ele acrescentou que, em média, os produtores que não têm esse acompanhamento fazem até três aplicações por safra. “É uma despesa alta, entre R$ 400 a R$ 500 por alqueire em cada aplicação. Tem produtor que aplica inseticida, fungicida e um acaricida”, disse Maroli.

Redução de Custos - O trabalho das Unidades Demonstrativas de MIP e MID está chamando a atenção dos agricultores do município. “São os próprios produtores que divulgam os resultados dessa prática. Um vizinho fica sabendo, já conta para o outro. E cada vez mais gente tem procurado informação sobre o manejo integrado”, acrescentou o extensionista. O maior argumento para a adoção do MIP e MID tem sido um só, a redução dos custos para o produtor.

Na safra 2018/2019 os extensionistas acompanharam 249 agricultores em todo o Estado que adotaram o MIP e MID. Esses produtores conseguiram reduzir as aplicações de inseticidas em 50% e o uso de fungicidas em até 33%, em comparação a áreas que não implantaram essas tecnologias. Com isso, foi possível aumentar a rentabilidade econômica das lavouras. Toda a sociedade também ganha, pois a redução do uso de agrotóxicos representa um ambiente mais saudável.

Em um dia, quatro veículos são recuperados próximo da Bolívia


                                          Foto:Divulgação

A PRF (Polícia Rodoviária Federal), em operação conjunta com o Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, recuperou nesta quarta-feira (29), na região do Pantanal, quatro veículos roubados e furtados. Nove pessoas envolvidas nas ocorrências foram presas.

FIAT STRADA

As abordagens ocorreram na BR-262. No início da madrugada foi abordada uma Fiat Strada, placas aparentes de Betim (MG). O motorista, de 41 anos, disse que havia comprado o veículo recentemente e que iria para Corumbá, onde deveria revender.

Diante das suspeitas, os policiais descobriram que as placas do carro eram falsas, sendo as verdadeiras também de Betim (MG), com registro de roubo furto desde o dia 16 de janeiro de 2020.

Após o flagrante, o condutor confessou que deixaria a Fiat Strada em um estabelecimento em Corumbá para outro homem. Ele disse também que na semana passada entregou para o mesmo suspeito, uma caminhonete Toyota Hilux. Ele foi preso e encaminhado com o veículo, para a Polícia Civil em Miranda.

VW VOYAGE

Algumas horas depois, as equipes abordaram um VW Voyage com placas de Belo Horizonte (MG). O condutor, um homem de 33 anos, mostrou-se nervoso, dizendo que iria para Corumbá passear, porém entrou em contradições diversas vezes.

Por fim, o envolvido confessou que havia sido contratado para levar o veículo para a fronteira com a Bolívia e receberia R$ 6 mil pelo serviço. O preso e o veículo foram encaminhados para a Polícia Judiciária local.

CAMINHÃO VOLVO

A terceira ocorrência foi no início da tarde, os policiais abordaram um caminhão Volvo FH 440, acoplado a um reboque, com placas de Formiga (MG). O motorista, de 26 anos, disse que havia sido contratado para levar a carreta até a cidade de Corumbá após ver o anúncio de trabalho em um site de vendas e que recebia o endereço de entrega através de um aplicativo de mensagens.

As equipes da PRF e do BPChoque escoltaram os veículos até o destino. No local, um VW Gol se aproximou. O condutor, um homem de 37 anos, entregou ao caminhoneiro um Manifesto Internacional de Carga Rodoviária (MIC/DTA) para justificar a entrada do caminhão na Bolívia. O motorista do VW Gol foi detido e declarou ter recebido a nota fiscal de outro homem, que também foi detido.

Enquanto isso, o condutor do caminhão recebia outra localização para levar os veículos, os policiais também o acompanharam até o local e localizaram uma mulher e dois homens que aguardavam o caminhão para atravessá-lo para a Bolívia. Os três suspeitos foram detidos e confessaram que estavam envolvidos no transporte ilegal.

Ao entrar em contato com a proprietária do caminhão, os policiais descobriram que o verdadeiro motorista estava desaparecido e que o boletim de ocorrência seria registrado em São Paulo. As seis pessoas envolvidas na ocorrência foram presas e encaminhadas para a Polícia Civil de Corumbá junto com a carreta.

M.BENZ GLA

Já na última ocorrência, foi abordado um M.Benz/GLA 200, placas de Belo Horizonte (MG). O condutor, de 27 anos, demonstrou evidente nervosismo durante a entrevista policial.

Questionado sobre onde havia adquirido o veículo, o homem confessou que recebeu o automóvel em Campo Grande (MS) e que o levaria até Corumbá. Pelo serviço, ele disse que receberia R$ 1,5 mil, sendo encaminhado para a Polícia Judiciária local.

Bagaço de cana pode substituir petróleo na fabricação de plásticos

Agência Brasil                                    Foto:Divulgação

A Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um composto derivado do bagaço de cana que pode substituir o petróleo na fabricação de plásticos. A pesquisa é do professor do Instituto de Química de São Carlos Antonio Burtoloso. “A gente construiu uma molécula interessante, que é um poliol, que são muito utilizados para fazer alguns tipos de plásticos”, explicou o pesquisador.

A substância é, segundo Burtoloso, semelhante a usada para elaborar plásticos como os usados em painel de carro ou alguns tipos de espuma dura. Para testar as possibilidades de uso prático, no entanto, o pesquisador está buscando parcerias com a indústria. “É um trabalho que está bem no início, eu estou tentando firmar parcerias para a construção desse tipo de material”, disse.


O trabalho busca alternativas ao petróleo na fabricação desse tipo de material. “Ao invés da gente construir moléculas de fontes de carbono, que não são renováveis, como é o caso hoje em dia, em que quase 100% vem do petróleo, o que agente fez foi usar outra fonte de carbono, que é a biomassa”, resume sobre os objetivos da pesquisa. Os resultados foram publicados na revista científica britânica Green Chemistry.

A matéria-prima investigada no estudo existe em abundância no país. Segundo pesquisa divulgada em 2017 pelo Instituto de Economia Agrícola citada pelo professor, o Brasil gerou cerca de 166 milhões de toneladas de bagaço de cana-de-açúcar na safra 2015/16.

É necessário ainda um grande período de desenvolvimento para que a molécula possa chegar ao mercado na forma de materiais acabados. “Eu não veria algo desse tipo virar um produto para o consumidor antes de cinco anos”, estima Burtoloso.

Apenas após os testes industriais será possível determinar os custos para a produção em escala de materiais derivados da nova molécula ou o tempo para que esses itens se decomporem quando descartados. “Uma vez demonstrado que esse material é interessante como substituto dos plásticos atuais, teria que ser feito todo o estudo de degradação”, explica o pesquisador sobre as etapas do trabalho.

Filme : Com Amor, Van Gogh - O Sonho Impossível |


Ficha técnica
Nome: Com amor Van Gogh - O sonho impossível
Nome Original: Loving Vincent - The impossible dream
Cor filmagem: Colorida
Origem: Polônia
Ano de produção: 2019
Gênero: Documentário
Duração: 60 min
Classificação: Livre
Direção: Miki Wecel

O documentário polonês, assinado por Miki Wecel, revisita os bastidores da realização da animação Com amor, Van Gogh (2017), que conquistou vários prêmios pelo mundo e uma indicação ao Oscar. A partir de um roteiro assinado por Hugh Welchman, codiretor da animação ao lado de Dorota Kobiela, os espectadores podem conhecer os inúmeros percalços de produção e os desafios técnicos de um filme realizado a partir de cerca de 65.000 pinturas a óleo, inspiradas no estilo do celebrado pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890). Um processo que levou cerca de 6 anos, com sucessivos estouros de prazos e orçamentos e que exigiu a participação de três estúdios em dois países.

A ideia original foi da polonesa Dorota Kobiela, uma jovem diretora, que inicialmente pensava em fazer um curta-metragem. Ao conhecer o produtor inglês Hugh Welchman - dono de um Oscar pelo curta de animação Pedro e o Lobo (2006) -, o projeto ganhou novo impulso. Não só porque ele abraçou a ideia como porque ele e Dorota se casaram.

Juntos, passaram a idealizar o filme como um longa, cujo roteiro exigiu de Dorota cerca de um ano de trabalho árduo. Por sua pouca experiência, a diretora custou a conseguir apoio do Instituto Polonês de Cinema. Mas foi fundamental também obter o suporte da Breslávia, cidade polonesa que foi capital europeia da cultura em 2016 e investiu na produção.

De um lado, havia os desafios de fechar a equação financeira, que só crescia ao longo do caminho. De outro, os dilemas da realização técnica. Havia necessidade de adaptar os diferentes tamanhos dos quadros de Van Gogh a um só, sem desrespeitar o estilo dele. Teriam que ser contratados dezenas de pintores para realizarem as pinturas a óleo pretendidas para servir de base à animação, que seria a fase seguinte. Para materializar as cenas retratadas nos quadros de Van Gogh, contou-se também com atores - alguns famosos, como Saoirse Ronan e outros -, que as interpretaram no estúdio, tornando mais viva a inspiração para os pintores, mas exigindo também cenários e figurinos.

O trabalho foi sendo realizado simultaneamente em três estúdios diferentes, dois na Polônia, outro em Atenas. Mesmo assim, o prazo estourou, assim como a previsão orçamentária. Ao longo dos aproximados cinco anos de produção, novos parceiros tiveram que ser incorporados para que a conta, finalmente, fechasse e o filme fosse concluído.

Ouvir os diretores do filme original descrevendo a grande aventura que foi realizar esta animação é bastante atraente, sobretudo para os fãs de Com amor, Van Gogh, um filme que ganhou o prêmio do público na 41a. Mostra Internacional de São Paulo. A riqueza de detalhes e a emoção de cada etapa cumprida é, com certeza, material para um filme, como este, produzido originalmente para a televisão.
Também fica clara a possível razão de um pequeno reparo que sempre se fez a Com amor, Van Gogh - fragilidade de roteiro. Neste documentário, fica-se sabendo que, por conta das dificuldades orçamentárias, parte do roteiro original teve que ser cortado. Quem sabe aí não caiu uma parte da história que daria mais sustentação dramática a um filme que é, inegavelmente, um feito técnico da maior importância.

Neusa Barbosa

Número de novos empreendimentos cresceu 25,5% em novembro de 2019

Agência Brasil


O números de novos empreendimentos aumentou 25,5% em novembro de 2019 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram registradas 257.697 aberturas, segundo o Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian. Na comparação com outubro de 2019, houve queda de 16,2%. O acumulado de janeiro a novembro mostrou a abertura de 2,9 milhões de empresas, com alta de 23,3% no ano.

O volume de novos negócios foi maior na Região Norte, com aumento de 36,3% em novembro comparado ao mesmo mês do ano passado. Em seguida aparecem o Nordeste (27,3%), o Centro-Oeste (26,3%), o Sul (24,8%) e o Sudeste (24,2%). Entre os estados, o que apresentou a maior variação foi o Amapá, com 73,2% na comparação com novembro de 2018, seguido pelo Amazonas (59,9%) e Roraima (51,8%). O Espírito Santo aparece em último, com alta de 15,1%.

“Com a geração de empregos formais ainda em marcha lenta na economia brasileira, o empreendedorismo tem sido uma válvula de escape para o desenvolvimento de atividades econômicas. Esse fato explica o forte crescimento, principalmente, de novos microempreendedores individuais, que já chegou a 2,4 milhões até novembro de 2019”, explicou o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

As empresas do setor de Serviços apresentaram variação de 29,7% entre novembro de 2018 e 2019, seguido por Indústrias (21,0%) e Comércio (11,8%). No acumulado do ano o setor também se destaca, com crescimento de 27%, enquanto os demais tiveram variações de 13% (Comércio) e 18,4% (Indústria).

Em novembro de 2019, a maior parte das companhias abertas foi de microempreendedores individuais, representando 80,2% do total, com 206.744 empreendimentos. Houve variação de 23,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As sociedades limitadas foram as que  mais cresceram nesse período, com alta de 50,9% - 22.622 em 2019 ante 15 mil no penúltimo mês do ano anterior. As empresas individuais apresentaram aumento de 7,4%, com 12.833 novos negócios no mês analisado e os demais portes registraram 15.498 aberturas no período.

Coronavírus na China pode impulsionar exportações de carne do Brasil


Por: Pixabay

Os maiores frigoríficos do Brasil, JBS e BRF, avaliam que a disseminação de um coronavírus na China pode ajudar a impulsionar a demanda chinesa por seus produtos, ao levantar preocupações quanto à segurança alimentar no país.

Um executivo, no entanto, disse à Reuters que as vendas podem ser prejudicadas por demandas agressivas de compradores chineses por descontos.

O presidente da BRF, Lorival Luz, afirmou que a epidemia pode aumentar vendas de produtos de carne congelados e processados na China “por motivos de segurança alimentar”.

“Lembre-se que o vírus supostamente teve início em um mercado na China onde eram vendidos animais vivos”, disse Luz, nos bastidores de um evento em São Paulo na quarta-feira . “Todos produtos de carne congelada e processada da BRF passam por checagens de segurança no Brasil antes de serem exportados globalmente.”

O novo coronavírus identificado recentemente na China já matou ao menos 133 pessoas e espalhou-se por mais de uma dezena de países, gerando nervosismo nos mercados globais.

Acredita-se que o vírus teve origem no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan que vendia animais silvestres de maneira ilegal.

O presidente da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou durante o mesmo evento em São Paulo que a China elevou importações de carne durante a epidemia de Sars nos anos 2000.

As importações chinesas de carne brasileira já saltaram recentemente após um surto de peste suína africana que dizimou o rebanho de porcos do país.

Tomazoni disse esperar que os impactos da peste suína sobre o mercado global de carnes tenha seu auge em 2020.

RENEGOCIAÇÕES
A JBS e o WH Group, de Hong Kong, assinaram acordo nesta semana que prevê abastecimento do mercado chinês com até 3 bilhões de reais (717 milhões de dólares) em carne bovina, de frango e suína por ano. Os produtos do grupo WH são comercializados em cerca de 60 mil localidades na China.

Mas uma recente pressão de compradores chineses para negociar preços mais baixos pela carne brasileira pode complicar vendas no curto prazo, reduzindo os lucros de exportadores brasileiros nesse horizonte.

Essas renegociações podem prejudicar as vendas à China nas próximas semanas, após algumas empresas terem aceitado em cortar preços em entre 1.000 dólares e 2.500 dólares por tonelada, disse o presidente da JBS.

Tomazoni afirmou que ouviu que importadores chineses estavam buscando negociar preços menores, mas não confirmou se a JBS tem mantido negociações como essas. Ele disse que a JBS pretende construir relacionamentos de longo prazo na China para estabilizar os preços.

“Em relações comerciais de longo prazo, há ganhos e perdas”, afirmou.

Cai o número de pessoas com nome sujo em MS



SÚZAN BENITES


O porcentual de pessoas com o nome sujo em Mato Grosso do Sul caiu no ano passado. De acordo com dados da Boa Vista, o Estado apresentou redução de 8,6% no número de consumidores inadimplentes em um ano. Ao mesmo tempo, o indicador de recuperação de crédito também recuou em 8,1%, ou seja, menos consumidores ficaram negativados, porém, os que já estavam inadimplentes continuam.

Na comparação mensal, a inadimplência do consumidor sul-mato-grossense caiu 1,1% na comparação de dezembro de 2019 contra o mês anterior. Em Campo Grande, no comparativo de dezembro de 2018 até o mesmo período do ano passado, o indicador cedeu 7,8%. O porcentual de inadimplentes recuou, de um mês para o outro, tanto quanto no Estado (-1,1%). Já o indicador de recuperação de crédito, por sua vez, aumentou 0,1% na comparação mensal de dezembro contra o mês anterior, enquanto na variação anual o indicador diminuiu 11,5%.

De acordo com o economista da Boa Vista Flávio Calife, o cenário dos negativados do Estado é de estagnação. “A gente mede o fluxo de entrada e saída dos inadimplentes no nosso banco de dados. Ao mesmo tempo que tivemos a redução da entrada de novas dívidas, também diminuiu o número de pessoas que conseguiram recuperar o crédito, ou seja, não conseguiram pagar as dívidas. Isso é reflexo da redução de consumo”, explicou o economista.

Em Dourados, a inadimplência do consumidor recuou 0,5% na comparação mensal de dezembro contra o mês anterior, de acordo com os dados da Boa Vista, enquanto na variação interanual (mesmo mês do ano anterior) o indicador cedeu 12,8%. A recuperação de crédito do consumidor na cidade aumentou 0,3% na comparação mensal de dezembro em relação a novembro, enquanto na variação interanual (mesmo mês do ano anterior) o indicador obteve queda de 14,6%.

“São vários fatores que levam a essa situação de redução no consumo, como desemprego, cenário econômico, consumo fraco, etc. Em algumas regiões do País já é possível perceber mudanças, não no acumulado do ano, mas na comparação mensal. Nestes locais já é possível perceber uma queda da inadimplência e aumento da recuperação”, afirmou Calife.

NACIONAL

O levantamento da Boa Vista aponta que no País a inadimplência do consumidor recuou 2,6% ao longo de 2019. No comparativo mensal, dezembro apresentou variação negativa de 1,4% em relação a novembro. Quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2018, o indicador caiu 0,7%.

Em 2019, todas as regiões registram queda na inadimplência: Sul (-5,2%) , Centro-Oeste (-3,8%), Nordeste (-2,6%), Sudeste (-1,8%) e Norte (-1,4%). Na comparação mensal, somente a região Nordeste apresentou alta ao variar 0,9%.
Conforme a Boa Vista, a queda da inadimplência observada a partir do fim de 2016 pode ser explicada pela maior cautela das famílias, pela capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda e pelo efeito defasado da maior seletividade dos bancos no período mais agudo da crise.

PERFIL

A Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente aponta que o número de consumidores inadimplentes que pretendem fazer novas compras a prazo após quitarem suas dívidas atrasadas caiu de 18% para 15%, quando se compara o 2º semestre de 2019 com o mesmo período de 2018. . Outros 58% afirmam que não pretendem fazer novas compras a prazo (contra 56% no mesmo período de 2018), enquanto 27% ainda não sabem ao certo.

Questionados sobre que tipos de produtos ou serviços geraram a restrição, a maioria indicou o pagamento de contas diversas (27%), seguido de empréstimo pessoal (15%) e custos de alimentação (15%).

Entre os negativados, 28% dos consumidores afirmam que a restrição aconteceu ao comprarem bens ou contratarem serviços cujo pagamento estava atrelado ao boleto bancário. Depois vem o cartão de crédito (24%), o cartão de loja (13%), carnê de financiamento/crediário (13%), empréstimo pessoal (10%), cheque-especial (8%) e cheque pré-datado (4%).

ELABORAÇÃO DE INDICADOR

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas, e o indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir das exclusões de registros informadas à Boa Vista pelas empresas credoras.