sábado, 3 de outubro de 2026

Golpe regulariza título de eleitor por R$ 47,90 às vésperas da eleição

 

                                           Site falso cobra R$ 47,90 para regularizar título de eleitor. (Foto: Reprodução)



A um dia do primeiro turno das eleições de 2026, um site falso está usando o título de eleitor como isca para cobrar R$ 47,90 das vítimas.


A página imita serviços da Justiça Eleitoral e informa, de maneira fraudulenta, que existe uma pendência que precisa ser paga para regularizar a situação eleitoral.


O golpe foi identificado pela empresa de segurança digital ESET Brasil. Ao digitar o CPF no site, o usuário recebe informações pessoais verdadeiras, como nome completo e nome da mãe, estratégia usada para aumentar a aparência de legitimidade da consulta.


Não há, segundo a análise, indícios de que essas informações tenham sido obtidas dos sistemas da Justiça Eleitoral. A origem dos dados utilizados pelos responsáveis pela fraude não foi identificada.


Depois da consulta, a página aponta uma suposta irregularidade no título e apresenta uma cobrança de R$ 47,90. Testes realizados com CPFs diferentes resultaram no mesmo valor, que seria composto por suposta ausência eleitoral, encargos administrativos e regularização cadastral.


O pagamento é solicitado por Pix, por meio de QR Code ou código disponibilizado na própria página. A análise constatou que o dinheiro seria destinado a uma empresa de Curitiba, e não ao Tesouro Nacional. Não foi possível determinar se a empresa tem participação na fraude ou se é utilizada apenas como intermediária.


Para pressionar a vítima, o site ainda afirma que a falta de pagamento poderá impedir o eleitor de votar e provocar restrições a serviços e benefícios públicos.


Consulta deve ser feita pelos canais oficiais


A situação do título deve ser conferida exclusivamente pelos canais da Justiça Eleitoral. O TRE-MS mantém serviços para consulta e atendimento aos eleitores, inclusive para casos de regularização.


Os serviços de consulta eleitoral são gratuitos. Eventuais débitos decorrentes de multas eleitorais podem existir, mas devem ser conferidos e quitados pelos meios oficiais.


No caso de pagamentos oficiais por Pix, o recebedor deve aparecer como Secretaria do Tesouro Nacional, com processamento pelo PagTesouro. A indicação de pessoa física ou outro destinatário é sinal para interromper a operação.


Outro ponto de atenção é o endereço eletrônico. A página fraudulenta identificada utiliza domínio terminado em “.online”, enquanto o eleitor deve procurar diretamente os canais oficiais da Justiça Eleitoral.


Quem já tiver feito o pagamento aos golpistas deve entrar em contato imediatamente com o banco para tentar acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix e também registrar boletim de ocorrência.

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