sexta-feira, 10 de abril de 2026

Nova IA promete detectar carne estragada em segundos

 

                                              Foto: Pixabay


A proposta se baseia no uso de modelos de inteligência artificial

Uma nova aplicação de inteliNova IA promete detectar carne estragada em segundosgência artificial tem ampliado as possibilidades de controle de qualidade na cadeia de alimentos, ao permitir a análise do frescor da carne de forma rápida e não destrutiva. A tecnologia utiliza imagens digitais e modelos computacionais para identificar padrões associados à deterioração, oferecendo uma alternativa mais ágil em comparação aos métodos tradicionais.



De acordo com o Jornal da USP , a técnica foi desenvolvida no âmbito do projeto RastreIA, sediado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura, e utiliza visão computacional para avaliar características visuais do produto em tempo real. O estudo indica que os métodos convencionais ainda dependem de análises laboratoriais demoradas e, muitas vezes, inviáveis em larga escala, além de avaliações visuais humanas que podem gerar erros.


A proposta se baseia no uso de modelos de inteligência artificial capazes de reconhecer padrões imperceptíveis a olho nu. Com isso, o sistema pode analisar peça por peça em linhas de produção, aumentando a precisão na verificação do frescor e reduzindo desperdícios e riscos à segurança alimentar. Os testes realizados apontaram níveis de acerto entre 93% e 100%, dependendo da configuração utilizada.



O avanço ocorre em um cenário de crescimento da produção de carne bovina e de maior exigência dos consumidores quanto à qualidade e à procedência dos alimentos. A solução também apresenta vantagens operacionais, como a redução de custos e a possibilidade de implementação em ambientes industriais sem a necessidade de contato físico ou uso de reagentes.


Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores indicam que a tecnologia deve atuar de forma complementar às análises tradicionais, já que aspectos internos, como alterações microbiológicas, não são totalmente captados por imagens. Fatores como iluminação e variações naturais do alimento também seguem como desafios para aprimoramento do modelo.



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