quarta-feira, 8 de abril de 2026

Curso gratuito de marcenaria planejada abre vagas para jovens

 

                                              Foto: Reprodução



Estão abertas inscrições para o curso de Marcenaria Planejada e Design, uma oportunidade totalmente gratuita voltada para jovens que desejam aprender uma profissão e ingressar no mercado de trabalho, resultado de uma parceria entre da Secretaria Executiva da Juventude (Sejuv) com a Escola Pau-Brasil


O curso é destinado a jovens de 18 a 25 anos e oferece uma formação intensiva com duração de 7 meses. Durante esse período, os alunos terão acesso a conteúdo práticos e teóricos, aprendendo técnicas de marcenaria, uso correto de maquinários e ferramentas, além de desenvolver habilidades essenciais para atuação na área. As aulas serão ministradas por marceneiros profissionais, garantindo uma formação de qualidade e alinhada às exigências do mercado.


Além de gratuito, o curso também oferece suporte aos participantes, incluindo vale-transporte para aqueles que necessitam de deslocamento, assegurando ida e volta aos locais de aula.


As aulas serão realizadas na Escola Pau-Brasil, localizada na Rua Mirai, 700 – Jardim Morenão. Ao final da formação, os alunos já saem encaminhados para oportunidades no mercado de trabalho, ampliando suas chances de inserção profissional e geração de renda.


Os interessados podem se inscrever pelo link:  oubit.ly/escolapaubrasil  obter mais informações pelo telefone (67) 3384-8400 e pelo WhatsApp (67) 99665-1185.

Mercado de milho trava e preços recuam pelo país

 

                                            Foto: USDA

No estado do Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez

O mercado de milho apresentou ajustes recentes, refletindo movimentos técnicos e mudanças nas condições de curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica , os contratos negociados na B3 fecharam em queda, acompanhando correções observadas em Chicago, no câmbio e no mercado físico, o que abriu espaço para realização de lucros.



Os vencimentos registraram recuos tanto no dia quanto na semana, com o contrato de maio/26 encerrando a R$ 70,05, enquanto julho/26 ficou em R$ 70,30 e setembro/26 em R$ 71,48. O cenário também foi influenciado pela previsão de clima mais ameno, reduzindo o prêmio no curto prazo.


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negociações pontuais, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança para 90% da área, com produtividade irregular em função das chuvas ao longo do ciclo. Em Santa Catarina, a colheita se aproxima do fim, atingindo 94,2%, mas o mercado continua travado devido à diferença entre pedidas e ofertas.



Já no estado do Paraná, o ambiente também é de baixa fluidez, com indicações próximas de R$ 70,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 por saca. A colheita da primeira safra chega a 91%, enquanto a segunda safra enfrenta incertezas climáticas, apesar da semeadura praticamente concluída.


Em Mato Grosso do Sul, a colheita já alcança 97% da área, com preços variando entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca. O mercado permanece seletivo, com o setor de bioenergia atuando como importante suporte, embora a oferta ainda mantenha o ambiente competitivo e limite avanços mais expressivos.


ÁGUA CLARA Corpo de jovem desaparecido é encontrado após buscas em área rural

 

                                               5GBM



O corpo de um jovem de 23 anos, identificado como Guilherme Henrique dos Anjos, foi localizado na tarde desta terça-feira, dia 07 de abril, em uma área rural de Água Clara, município localizado na região Leste de Mato Grosso do Sul.


Segundo o site Rádio Caçula, o jovem estava desaparecido desde o último domingo (05), quando foi visto pela última vez nas proximidades do Ribeirão dos Bois, na região da Fazenda Boqueirão.


De acordo com os Bombeiros, o corpo foi encontrado por uma das equipes que participavam das buscas, nas proximidades do local onde o jovem havia desaparecido. As primeiras informações indicam que a morte foi causada por afogamento.

Anthropic afirma que desenvolveu sistema poderoso demais para ser liberado ao público

 

                                             Logo da Anthropic - Dado Ruvic/Reuters

  • Claude Mythos Preview será disponibilizado para empresas corrigirem vulnerabilidades de segurança

  • Pesquisadores que tiveram acesso ao modelo dizem que ele é um risco significativo de cibersegurança




A Anthropic, empresa de IA (inteligência artificial) que recentemente enfrentou o Pentágono pelo uso de sua tecnologia, desenvolveu um novo modelo de IA que, segundo ela, é poderoso demais para ser liberado ao público.


Em vez disso, a Anthropic anunciou nesta terça-feira (7) que disponibilizará o novo modelo —conhecido como Claude Mythos Preview— a um consórcio de mais de 40 empresas de tecnologia, incluindo Apple, Amazon e Microsoft, que o usarão para encontrar e corrigir vulnerabilidades de segurança em seus programas de software estratégicos.


A Anthropic disse que não planeja liberar a nova tecnologia de forma mais ampla, mas está anunciando as capacidades do novo modelo em uma área específica —a identificação de vulnerabilidades de segurança em software— em um esforço para alertar para o que a empresa acredita que será uma nova e mais assustadora era de ameaças de IA.


"O objetivo é tanto aumentar a conscientização quanto dar aos bons atores uma vantagem no processo de proteger infraestrutura e códigos abertos e privados", disse Jared Kaplan, diretor científico da Anthropic, em entrevista.


A coalizão, conhecida como Projeto Glasswing, incluirá alguns dos concorrentes da Anthropic em IA, como o Google, além de fornecedores de hardware como Cisco e Broadcom, e organizações que mantêm software de código aberto estratégico, como a Linux Foundation. A Anthropic está comprometendo até US$ 100 milhões em créditos de uso do Claude para a iniciativa.


Logan Graham, chefe de uma equipe da Anthropic que testa novos modelos em busca de capacidades perigosas, chamou o novo modelo de "o ponto de partida para o que acreditamos ser uma virada na indústria, ou acerto de contas, com o que precisa acontecer agora".


A Anthropic ocupa uma posição incomum no cenário atual de IA. Ela está correndo para construir sistemas de IA cada vez mais poderosos, e faturando bilhões de dólares vendendo acesso a esses sistemas, enquanto também chama atenção para os riscos que sua tecnologia representa.


A empresa foi enquadrada como um risco à cadeia de suprimentos neste ano pelo Pentágono por limitar o uso de sua tecnologia. Um juiz federal posteriormente impediu que a designação entrasse em vigor.


A Anthropic não divulgou muitas informações novas sobre o modelo, que tinha o codinome Capybara durante o desenvolvimento. Mas depois que alguns detalhes vazaram inadvertidamente no mês passado, a empresa reconheceu que o considerava uma "mudança de patamar" nas capacidades de IA, com desempenho aprimorado em áreas como programação e pesquisa em cibersegurança.


A decisão da empresa de reter o Claude Mythos Preview por preocupação com possíveis usos indevidos, dando acesso apenas a parceiros, tem algum precedente. Em 2019, a OpenAI anunciou que havia construído um novo modelo, o GPT-2, mas não estava liberando a versão completa imediatamente.


A empresa alegou que suas capacidades de geração de texto poderiam ser usadas para automatizar a produção em massa de propaganda ou desinformação. (Posteriormente, a companhia liberou o modelo, após realizar testes de segurança adicionais.) Muitos dos líderes do projeto GPT-2 depois deixaram a OpenAI para fundar a Anthropic.


Desta vez, a startup faz uma afirmação diferente e mais urgente. Os executivos da empresa dizem que o Claude Mythos Preview já é capaz de realizar pesquisa de segurança autônoma, incluindo varredura e exploração das chamadas vulnerabilidades zero-day em programas de software estratégicos, falhas que são desconhecidas até mesmo pelo desenvolvedor do software.


Esses esforços muitas vezes podem ser acionados por amadores com comandos simples. A empresa afirma que o novo modelo já identificou "milhares" de bugs e vulnerabilidades em programas de software populares, incluindo todos os principais sistemas operacionais e navegadores.


Uma das vulnerabilidades que o Claude encontrou, disse a empresa, foi um bug de 27 anos no OpenBSD, um sistema operacional de código aberto projetado para ser difícil de hackear. Muitos roteadores de internet e firewalls seguros incorporam a tecnologia do OpenBSD. Outra foi um problema de longa data em um software de vídeo popular que ferramentas de teste automatizadas haviam escaneado 5 milhões de vezes, sem encontrar nenhum problema.


"Este modelo é bom em encontrar vulnerabilidades que seriam bem compreendidas e encontráveis por pesquisadores de segurança", disse Graham. "Ao mesmo tempo, ele encontrou vulnerabilidades e, em alguns casos, criou exploits sofisticados o suficiente para terem passado despercebidos por literalmente décadas de pesquisadores de segurança, assim como por todas as ferramentas automatizadas projetadas para encontrá-los."



A indústria de cibersegurança vem se preparando há anos para o que modelos de IA mais capazes poderiam fazer à infraestrutura tecnológica crítica. Até recentemente, apenas pesquisadores humanos especializados e com acesso a ferramentas especializadas eram capazes de encontrar brechas de segurança mais graves. Agora, o medo é que um modelo de IA possa descobri-las por conta própria.


"Imagine uma horda de agentes catalogando metodicamente cada fraqueza em sua infraestrutura tecnológica, constantemente", escreveu Nikesh Arora, CEO da Palo Alto Networks, em uma postagem de blog na semana passada.


Graham disse que uma das questões não respondidas sobre o Claude Mythos Preview, e outros modelos futuros que serão capazes de fazer coisas semelhantes, era se a maior parte ou todo o software crítico do mundo precisaria ser corrigido ou reescrito como resultado desses novos modelos.


Há muitos sistemas realmente críticos ao redor do mundo, seja infraestrutura física ou coisas que protegem seus dados pessoais, que estão rodando em versões antigas de código", disse Graham. "Se antes eles eram majoritariamente seguros porque exigia muito esforço humano para atacá-los, esse paradigma de segurança ainda funciona?"


É sensato receber com cautela as alegações sobre capacidades de modelos não lançados vindas de empresas de IA. Neste caso, porém, pesquisadores de cibersegurança que tiveram acesso ao Claude Mythos Preview caracterizaram o modelo como um risco significativo de cibersegurança.


Segundo Kaplan, as capacidades de cibersegurança do Claude Mythos Preview não são resultado de treinamento especial. Em vez disso, são apenas uma das muitas áreas em que o modelo é melhor que os anteriores. Ele previu que capacidades de cibersegurança semelhantes existirão em outros modelos em breve. À medida que isso acontecer, acrescentou, a disputa armamentista entre hackers e empresas correndo para defender seus sistemas só vai se intensificar.


"Como diz o slogan, este é o modelo menos capaz a que teremos acesso no futuro", disse.

Kevin Roose

Colunista de tecnologia do New York Times e coapresentador do podcast "Hard Fork".

The New York Times

JARAGUARI Colisão frontal entre carro e carreta mata duas pessoas na BR-163

 

                                              Reprodução



Duas pessoas morreram em um acidente entre carro e carreta no início da noite desta terça-feira, dia 07 de abril, no município de Jaraguari, em Mato Grosso do Sul.


Conforme a Motiva Pantanal, concessionária que administra a rodovia, trata-se de uma colisão frontal no km 525 da rodovia BR-163, por volta das 18 horas, envolvendo uma carreta e um carro de passeio. As causas do acidente ainda são apuradas.


Segundo o site Midiamax, equipes operacionais da concessionária foram acionadas e prestaram atendimento no local. A ocorrência resultou em duas vítimas fatais, condutor e passageiro do automóvel. O motorista da carreta não se feriu.


Ainda segundo a concessionária, a pista chegou a ficar totalmente interditada nos dois sentidos para atendimento da ocorrência e segurança dos clientes. Às 19h48, foi iniciada a operação de “pare e siga” no trecho. PRF (Polícia Rodoviária Federal) também foi acionada.


Hospital Cassems e CCZ unem forças contra a Chikungunya

 

                                             Reprodução



O Hospital Cassems de Dourados, em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), promoveu nesta segunda-feira (06) um mutirão preventivo contra o mosquito Aedes aegypti. Na ocasião, especialistas e voluntários uniram esforços para eliminar possíveis focos do vetor nas imediações e dependências da unidade, reforçando a mensagem de que a prevenção é a ferramenta mais eficaz para garantir a segurança de todos.


A ação ocorreu em um momento crítico para a saúde pública do município, que recentemente decretou situação de emergência devido ao aumento exponencial de casos de doenças transmitidas pelo mosquito, em especial a Chikungunya.


Prevenção em Etapas: Do Lixo ao Fumacê


No período da manhã, voluntários da unidade hospitalar e agentes do CCZ percorreram os arredores da instituição realizando o recolhimento de lixo e detritos que pudessem acumular água. Durante a varredura, diversos focos foram encontrados em itens de uso cotidiano, como copos, baldes e sacos plásticos, reforçando a importância do descarte adequado de resíduos e da atenção contínua a locais menos evidentes que, frequentemente, tornam-se criadouros.


A estratégia de combate se estendeu para o período da tarde, com a etapa de bloqueio químico. Larvicidas foram aplicados em pontos estratégicos da instituição e o "fumacê" foi utilizado para a eliminação de mosquitos adultos, oferecendo suporte para o controle direto do vetor dentro e fora do hospital. Paralelamente a isso, a ação focou na orientação interna dos colaboradores, disseminando boas práticas de vigilância para garantir que o ambiente hospitalar permaneça seguro para pacientes e profissionais.


Por fim, para garantir a eficácia do que foi realizado e manter o ambiente protegido, o cronograma terá continuidade na próxima semana, com uma nova etapa de pulverização em toda a área externa da unidade.


Engajamento pela Saúde Pública


A mobilização, organizada pelo SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), com o apoio da CIPAA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio), da Brigada de Incêndio e Emergência e de voluntários, reafirma o compromisso da Cassems em não apenas atuar como centro de tratamento, mas também se posicionar como um agente ativo na promoção da saúde pública e segurança coletiva.


Mais do que uma resposta ao decreto de emergência, a iniciativa reflete a cultura de prevenção enraizada na unidade, transformando a ação em uma demonstração prática de cuidado com o próximo.


Agentes percorrem bairros da capital para vacinação contra raiva

 





Equipes da Gerência do Controle de Zoonoses (GCZ) estiveram hoje na Região Urbana do Bandeira para realizar a imunização de cães e gatos contra a raiva. Diariamente as equipes percorrem os bairros, com o objetivo de prevenir a doença, especialmente diante da confirmação recente de casos positivos em morcegos na Capital.


Além de manter a imunização dos animais em dia, a orientação é que moradores estejam atentos à passagem dos agentes de endemias e permitam a entrada das equipes nas residências, garantindo a ampliação da cobertura vacinal.



O pecuarista José Carlos Lupe, morador há 25 anos no Bairro Vilas Boas, reconhece a importância da ação. “É muito importante, porque você está protegendo os animais e também as pessoas de uma doença séria. É uma atenção que chega até o morador e todo ano o serviço é realizado”, afirma.



A facilidade do atendimento também é destacada pela aposentada Dorilda Romero. “Hoje eles vêm até a casa, não precisa mais levar até alguma unidade de atendimento. Isso ajuda muito. Vacinar é segurança para os animais e para a família, já que meus cães dormem sempre dentro de casa e transitam até nos quartos”, relata.



Para o morador José Danilo Bizier, que vive há mais de 40 anos no bairro, o cuidado vai além da obrigação. “É um cuidado com o pet, que já faz parte da família. A gente precisa manter a vacina em dia para proteger todos dentro de casa”, diz.




De acordo com a supervisora de área do GCZ, Marini Brandão, as equipes atuam diariamente, mas ainda enfrentam dificuldades em alguns locais. “Tem muitas casas fechadas ou moradores que não atendem. A participação da população é fundamental para que a vacinação alcance o maior número possível de animais”, explica.


Neste ano, já foram confirmados casos de raiva em morcegos em diferentes regiões da cidade, incluindo área central, Vivendas do Bosque, Santa Fé e Jardim Campo Alto, todos identificados por exames laboratoriais.


A vacina antirrábica também está disponível durante todo o ano no GCZ, localizado na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, Vila Ipiranga, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.


Caso o animal seja encontrado fora do horário de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, sem contato direto, e acionar o serviço assim que possível.


Os agentes de combate a endemias de Campo Grande fazem visitas domiciliares identificados com uniforme e crachá funcional com foto e nome. Caso o morador queira confirmar a identidade, pode ligar no número 2020-1798.



Dessa forma, a Sesau orienta que, em caso de dúvida, o morador peça a identificação do servidor. Se a suspeita continuar, o mais indicado é entrar em contato com os canais oficiais da Sesau para confirmação.


Telefone geral: (67) 3313-5000

Segunda a sexta-feira (7h às 17h): (67) 2020-1801 / (67) 2020-1789

Segunda a sexta-feira (17h às 21h) e fins de semana/feriados (6h às 22h): (67) 2020-1794

Funsat oferece 1.055 vagas de emprego nesta quarta-feira

 



A Fundação Social do Trabalho (Funsat) disponibiliza nesta quarta-feira (8) um total de 1.055 vagas de emprego em Campo Grande, distribuídas em 108 funções diferentes, contemplando candidatos com diversos níveis de escolaridade e experiência.


Do total de oportunidades, 674 vagas não exigem experiência prévia, o que amplia as chances para quem busca o primeiro emprego ou recolocação no mercado de trabalho. Já outras 381 vagas são destinadas a profissionais com experiência, especialmente em funções técnicas, operacionais e de maior qualificação.


Entre as vagas que não exigem experiência, destacam-se funções como operador de caixa (86), auxiliar de padeiro (71), atendente de lojas e mercados (62), auxiliar de limpeza (62), repositor de mercadorias (58) e auxiliar operacional de logística (50). Também há oportunidades para ajudante de carga e descarga, atendente de lanchonete, auxiliar de cozinha, garçom e alimentador de linha de produção.


Já entre as vagas que exigem experiência, há oportunidades para áreas como manutenção, mecânica, vendas, construção civil e serviços especializados, incluindo cargos como mecânico, eletricista, pedreiro, consultor de vendas, padeiro, oficial de manutenção, entre outros.


A Funsat também disponibiliza 12 vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), distribuídas entre as funções de repositor de mercadorias, auxiliar de linha de produção, empacotador, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.


Além disso, o painel conta com 11 vagas temporárias, sendo 10 para garçom e uma para cozinheiro geral.


As vagas são rotativas e podem ser preenchidas a qualquer momento, sem aviso prévio.


Atendimento e cadastro


Para concorrer a uma das oportunidades, o trabalhador deve comparecer à sede da Funsat, localizada na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, em dias úteis. Também há atendimento no polo das Moreninhas, com funcionamento até as 13h.


A orientação é que os interessados mantenham o cadastro atualizado, inclusive por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, que permite acompanhar vagas disponíveis, contratos de trabalho e informações sobre o seguro-desemprego.


Os interessados devem comparecer presencialmente à Funsat para realizar ou atualizar o cadastro. O atendimento ocorre das 7h às 16h na sede, localizada na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, e até 13h no Polo Moreninhas.

Safra de soja pode dar prejuízo mesmo com boa colheita

 

                                            Foto: Pixabay



Os custos merecem atenção

A safra 2025/26 da soja brasileira se inicia sob uma nova dinâmica, marcada menos pelo desempenho produtivo e mais pela condição financeira dos produtores. Segundo análise de Isabella Cristina Soares, especialista em crédito estruturado no agronegócio, o ciclo atual representa uma mudança relevante na forma como o resultado da atividade será definido.



Nos últimos anos, era possível compensar falhas de planejamento financeiro com preços elevados, crédito acessível e expansão de área. Esse cenário, no entanto, deixou de existir. A nova safra começa com a soja cotada entre R$ 115 e R$ 120 por saca, enquanto o custo estrutural segue próximo de 50 a 55 sacas por hectare, em um ambiente de crédito mais restrito, juros elevados e acúmulo de passivos das temporadas anteriores.


Com isso, a margem tende a ser residual em diversas regiões. Em muitos casos, a operação já se inicia com rentabilidade apertada, tornando qualquer oscilação de produtividade, clima ou preço um fator de risco para o caixa e aumentando a probabilidade de renegociações.



Nesse contexto, as diferenças regionais ganham relevância. O Centro-Oeste ainda apresenta maior resiliência, com destaque para Mato Grosso, Goiás e parte de Mato Grosso do Sul, que mantêm produtividade elevada, escala e melhor diluição de custos. Ainda assim, produtores altamente alavancados, sem proteção de preços e com dívidas acumuladas podem enfrentar dificuldades mesmo diante de boas colheitas.


No MATOPIBA, o risco estrutural é mais elevado. A região enfrenta custos mais altos, maior dependência logística e menor margem para erros, o que pode resultar em safras positivas do ponto de vista agronômico, mas negativas financeiramente. Já no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, o desafio está nos balanços fragilizados após sucessivos ciclos de perdas e renegociações, o que pressiona o início da nova temporada.


Diante desse cenário, a análise indica que o resultado da safra não estará apenas na produção, mas na capacidade de transformar colheita em geração de caixa, fator decisivo para definir lucro, renegociação ou inadimplência.


Soja despenca e acende alerta no mercado

 

                                            Foto: USDA


Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros encerraram em baixa

O mercado global da soja registrou um dia de recuo nas cotações, refletindo fatores externos e ajustes técnicos nas negociações. A TF Agroeconômica aponta que o movimento foi influenciado pela liquidação de posições e pelo adiamento das negociações entre Estados Unidos e China, além de impactos vindos do cenário energético e da demanda internacional.



Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros encerraram em baixa, acompanhados também por perdas no farelo e no óleo de soja. A pressão adicional veio da queda nas importações da União Europeia e do comportamento do petróleo, que influenciou diretamente o óleo vegetal.


No Brasil, o avanço da colheita reforça a expectativa de uma safra recorde, com destaque para o ritmo acelerado favorecido por condições climáticas. No Rio Grande do Sul, os trabalhos avançam com jornadas noturnas, embora regiões afetadas por estiagem ainda apresentem perdas produtivas. O mercado interno mostra diferenças entre interior e porto, enquanto custos logísticos e dependência do transporte rodoviário seguem pesando sobre a rentabilidade.



Em Santa Catarina, o cenário é de estabilidade, com pouca variação nos preços e ausência de նոր dados técnicos que orientem as negociações. Já no Paraná, a reta final da colheita ocorre sob pressão logística, com custos elevados de transporte e entraves no escoamento, além de exigências sanitárias que impactam o fluxo no porto.


No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul avança na colheita e no plantio do milho safrinha, mas enfrenta queda significativa na importação de fertilizantes. Em Mato Grosso, a produção histórica convive com fretes elevados e խնդիր de qualidade dos grãos, fatores que reduzem a competitividade e comprimem as margens do produtor.


terça-feira, 7 de abril de 2026

Temporal despeja 44 mm em 1 hora, alaga ruas e causa caos em Campo Grande

 

                                            Chuva derrubou árvores em MS (Foto: Reprodução)



Uma pancada intensa de chuva mudou o cenário em Campo Grande na tarde desta terça-feira (7). Em apenas uma hora, o volume chegou a 44,2 milímetros, acompanhado de ventos que passaram dos 50 km/h — o suficiente para causar transtornos em diferentes pontos da cidade.


Moradores registraram ruas alagadas, quedas de árvores e dificuldades no trânsito. A instabilidade não ficou restrita à Capital e também atingiu outras regiões de Mato Grosso do Sul.


O avanço de um ciclone extratropical, associado a uma frente fria entre o Paraguai e o Sul do Brasil, provocou a mudança brusca no tempo. Em Ponta Porã, os ventos chegaram a 73,2 km/h, com 16,2 milímetros de chuva. Já em Bandeirantes, foram 32,2 milímetros em menos de uma hora, com rajadas de 66,5 km/h.


Outros municípios também registraram volumes menores, como Bonito (17,6 mm), Nioaque (8,8 mm), Maracaju (7,8 mm) e Dourados (4 mm).


Mudança no tempo derruba temperaturas

Depois de dias de calor, a tendência agora é de queda nas temperaturas em várias regiões do Estado. Até sexta-feira (10), os termômetros devem recuar, principalmente no norte e nordeste sul-mato-grossense.


Cidades como Chapadão do Sul e Costa Rica podem registrar mínimas de 20°C. Já Figueirão e Camapuã devem ter 21°C.


Previsão indica mais chuva no Estado

A instabilidade continua nesta quarta-feira (8), com previsão de volumes mais expressivos em algumas cidades do sul do Estado.


Em Eldorado, a previsão aponta até 33,9 milímetros de chuva. Mundo Novo pode registrar 31,3 mm, enquanto Japorã tem previsão de 27,8 mm. Já Itaquiraí e Caarapó devem ter cerca de 21 mm.


Na Capital, o volume previsto é menor, com cerca de 4 milímetros ao longo do dia. Em Ponta Porã, não há previsão de chuva.


Mesmo com o avanço da frente fria em direção ao Sudeste, o sistema ainda mantém a umidade elevada sobre Mato Grosso do Sul. Com isso, o tempo segue instável, com possibilidade de pancadas ao longo do dia — principalmente no período da tarde.


Em Campo Grande, a previsão é de céu nublado, com chuva podendo ocorrer desde a manhã e se intensificar ao longo do dia. A temperatura máxima não deve passar dos 27°C. (Com informações do G1MS)

Governo estadual ativa protocolo de internação imediata em casos de chikungunya

 

                                             Foto Arquivo Pessoal




Para frear a epidemia de chikungunya, o governo de Mato Grosso do Sul publicou nesta terça-feira (7) um protocolo emergencial que obriga a transferência de pacientes graves em até uma hora após o pedido de regulação.


A medida foi oficializada por resolução assinada pela secretária estadual de Saúde, Chrystinne Maymone. O texto cria um fluxo prioritário para casos graves ou com risco de agravamento, diante da sobrecarga no sistema de saúde.


Pelo protocolo, a chamada “vaga zero” pode ser utilizada em situações excepcionais. O recurso permite a transferência imediata de pacientes críticos, mesmo sem a disponibilidade formal de leitos. A regra busca evitar que pessoas permaneçam em unidades sem estrutura adequada, o que aumenta o risco de complicações e morte.


O fluxo estabelece uma ordem de prioridade entre hospitais. O primeiro destino deve ser o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Sem resposta ou vaga, o encaminhamento segue para o Hospital Regional. Caso não haja aceite, a transferência deve ocorrer obrigatoriamente por vaga zero.



A resolução também define o que é considerado caso grave. Entram nessa categoria pacientes com falência de órgãos, necessidade de UTI ou sinais de rápida piora. Pessoas com comorbidades, idosos, gestantes e indígenas também são classificadas como grupo de risco.


O texto reconhece o cenário crítico da doença no estado. A taxa de positividade da chikungunya varia entre 72% e 79%, índice considerado extremamente alto e que indica intensa circulação do vírus.


A norma determina que a falta de resposta de hospitais não pode atrasar a transferência. Nesses casos, a decisão deve ser imediata por parte do médico regulador. As unidades de saúde também não podem recusar pacientes por superlotação e devem garantir ao menos a estabilização inicial.


A medida é temporária e permanece válida enquanto durar a situação de emergência em saúde pública provocada pela epidemia.


Cenário atual

Dados divulgados pela Prefeitura de Dourados nesta terça-feira mostram o avanço da chikungunya no município. Até a Semana Epidemiológica 10, foram registradas 3.971 notificações. Desse total, 2.859 são casos prováveis, 1.442 confirmados, 1.973 estão em investigação e 556 foram descartados. A taxa de positividade chegou a 72%.


A análise indica que a epidemia ainda está em curso. Apesar de sinais de queda nas semanas mais recentes, os números podem sofrer impacto por atraso nas notificações.


A rede de saúde enfrenta pressão crescente. A UPA registra média de 451 atendimentos diários, com aumento desde 23 de março. Atualmente, 40 pacientes estão internados com suspeita ou confirmação da doença.


A distribuição dos casos aponta maior concentração em algumas regiões. A Unidade Básica de Saúde da Aldeia Bororó I lidera com 582 notificações. Em seguida aparecem o posto do Jóquei Clube com 256 casos e a unidade Seleta com 189 registros. Também registram números elevados as unidades do Parque das Nações II com 72, Maracanã com 66 e Parque do Lago II com 75.


O município confirmou cinco mortes por chikungunya, todas na Reserva Indígena. Há ainda três óbitos em investigação, sendo dois de indígenas.


A população indígena é a mais impactada. São 1.697 casos prováveis e 1.153 confirmados, além de 2.088 notificações e 237 atendimentos hospitalares. Inicialmente concentrada nas aldeias, a doença já avança para a área urbana.


Diante do cenário, a prefeitura mantém o alerta de emergência em saúde pública. O município intensifica ações de vigilância, combate ao mosquito transmissor e atendimento à população. A orientação é eliminar criadouros e procurar atendimento ao surgimento de sintomas.



ALISON SILVA
Portal Correio do Estado

Trump recua de novo e anuncia cessar-fogo de 2 semanas após ameaçar destruir o Irã

 

                                             Moradores de Teerã com foto do líder Mojtaba Khamenei durante ato marcando os 40 dias do ataque americano que matou crianças em uma escola no sul do Irã - AFP

  • Teerã confirma trégua, mas diz que guerra não acabou; Paquistão mediará negociações a partir de sexta-feira

  • Navios poderão passar pelo estreito de Hormuz 'em coordenação com Forças Armadas' iranianas


Após dizer que "uma civilização inteira morrerá nesta noite" e ameaçar obliterar a infraestrutura civil do Irã, Donald Trump recuou novamente e aceitou nesta terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.


Em postagem na rede Truth Social, o americano disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra Hormuz durante a trégua —Teerã disse que o fará por duas semanas "em coordenação com as Forças Armadas" iranianas.


"Esse será um cessar-fogo duplo", escreveu Trump, visando acalmar os ânimos dos países árabes sob ataque de Teerã no golfo Pérsico. Funcionários da Casa Branca afirmaram à emissora CNN e à agência Reuters que os israelenses também farão parte da trégua, e os mediadores paquistaneses detalharam que o cessar-fogo também inclui o Líbano. Horas depois, o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu declarou que o acordo não inclui o território libanês.


"O motivo pelo qual eu estou fazendo isso é que nós já atingimos e excedemos nossos objetivos militares", afirmou Trump, dizendo procurar um "acordo definitivo de paz de longo prazo com o Irã e paz no Oriente Médio" nesses 15 dias.


Ele disse que a contraproposta de dez pontos que o Irã enviou na segunda (6), que ele havia considerado insuficiente, será "uma base para negociar". O texto do americano não trata em detalhes do ponto central do ataque ao país —isto é, o programa nuclear iraniano e seus sistemas de mísseis balísticos.


Horas depois do anúncio, Trump deu uma entrevista à agência AFP em que afirmou, sem dar mais detalhes, que urânio do Irã estará "perfeitamente controlado" e que o acordo alcançado é uma "total e completa vitória" para os EUA: "Sem dúvidas quanto a isso", disse.


O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou o convite às delegações.


Segundo a mídia local, a proposta do Irã inclui "trânsito controlado pelo estreito de Hormuz, coordenado com as Forças Armadas iranianas, o fim da guerra contra o Irã e grupos aliados, e a retirada das forças de combate dos EUA de todas as bases regionais".


O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados. Ainda de acordo com a imprensa, o texto também prevê a "suspensão de todas as sanções, o pagamento de indenização integral ao Irã e a liberação de todos os ativos iranianos congelados".


O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou momentos depois que sua proposta aos EUA incluiu a aceitação do enriquecimento de urânio. O órgão ainda reforçou que a guerra não terminou: "Nossos dedos estão no gatilho e, assim que o inimigo cometer o menor erro, ele será respondido com toda a força."


O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que o país suspenderia seus ataques se as operações contra ele cessassem. Um funcionário militar americano afirmou ao jornal The New York Times que os ataques dos EUA ao país já foram interrompidos.


Araghchi ainda reiterou que o trânsito seguro por Hormuz será possível durante estas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. Um funcionário ouvido pela agência Associated Press afirmou que o plano inclui a permissão para que tanto Irã quanto Omã cobrem taxas de navios que transitam pelo estreito. O regime iraniano, segundo essa pessoa, deverá usar o dinheiro para a reconstrução do país; já para o governo de Omã, não está claro onde será usado o montante.


Ainda de acordo com o New York Times, que também ouviu autoridades iranianas sob condição de anonimato, o Irã aceitou a proposta do Paquistão após intervenção da China, que pressionou Teerã a desescalar o conflito. O cessar-fogo teria sido aprovado pelo novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei. Na entrevista à AFP, Trump afirmou acreditar que o regime chinês fez com que o Irã se sentasse para negociar.


Na prática, o prazo para que a teocracia reabra o estreito de Hormuz para o trânsito de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo foi adiado pela quinta vez. O americano passou o dia sob fogo por sua frase com tintas genocidas, que foi criticada até por aliados.


O anúncio foi feito pouco mais de uma hora antes da expiração do prazo que Trump havia dado para que Teerã aceitasse a medida, sob pena de destruir pontes e usinas de energia do país "em quatro horas", segundo havia dito na véspera.


O regime dos aiatolás havia rejeitado a proposta por sugerir uma trégua, e não uma solução para a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel, que já dura mais de cinco semanas. Mas as conversas continuaram.


A decisão reafirma a mística do acrônimo TACO, ou Trump Sempre Amarela nas iniciais em inglês. É um risco ocupacional da tendência do americano de repetir sua estratégia negocial na diplomacia: elevar ameaças e fazer imposições impossíveis ao adversário para ver o que consegue ganhar.


No fim de semana, o republicano publicou uma postagem inaudita para um presidente dos EUA, cheia de palavrões e xingando os iranianos de "malucos do c...". Na segunda (6), afirmou que poderia destruir o Irã em uma noite e, nesta terça, pintou sua guerra com cores de um extermínio, numa frase tão malvista que até o papa Leão 14, primeiro pontífice americano, a condenou.


Só que a teocracia persa, que já demonstrou capacidade adaptativa enorme ante a decapitação a que foi submetida, não caiu na tática. Insistiu em que não pode negociar sob bombas e buscou negar que estivesse disposta a ceder, embora isso estivesse subentendido no curso de negociações mediadas pelo Paquistão.


Elas pareciam ter avançado um pouco ao longo da terça, mas todos os beligerantes resolveram elevar a temperatura militar do conflito para se posicionar para novas conversas.


Os EUA atacaram alvos militares na estratégica ilha de Kharg, de onde saem 90% do óleo iraniano em tempos mais normais. O local é um alvo primários de qualquer ação anfíbia ou aerotransportada dos americanos, embora analistas digam que os riscos de baixas são enormes dada a posição exposta junto à costa do Irã.


Seja como for, Trump deslocou 5.000 fuzileiros navais e um número incerto de paraquedistas para a região. Não é nada que garanta uma invasão terrestre do rival, mas sim para operações mais focadas.


Apesar do poderio superior, os americanos não têm recursos para assegurar o trânsito de petroleiros e afins por Hormuz. Também nesta terça, os aliados de Teerã Rússia e China vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que abriria o caminho para uma operação legal com esse fim.


Já Israel fez inéditos ataques a ferrovias civis do rival, matando ao menos duas pessoas no processo, e atingiu uma petroquímica produtora de insumos para explosivos em Shiraz.


A ação, um dia após outra petroquímica iraniana ser atacada, levou a uma retaliação contra um complexo semelhante na Arábia Saudita. Teerã voltou a advertir que iriam empregar seus mísseis e drones contra o sistema energético do golfo Pérsico, mantendo a tensão no mercado em alta.


O ataque aos sauditas azedou as negociações tocadas pelos paquistaneses, que têm um acordo militar com o reino desértico, mas aparentemente não foi suficiente para demover Trump de seu novo adiamento.


Enquanto isso, os iranianos também atacaram um petroleiro perto de Omã, edifícios no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, onde duas pessoas foram mortas. À noite, voltou a bombardear alvos nos vizinhos.


A rotina de bombardeio a Israel também seguiu, com drones e mísseis disparados de lá, a partir de bases houthis no Iêmen e do Líbano, onde posições do Hezbollah também foram atacadas pelo Estado judeu.


Igor GielowGabriel BarnabéFolha de São Paulo

Trump alerta para "morte de civilização inteira" no Irã

 

                                            Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Getty Images)



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", referindo-se ao Irã, à medida que o prazo final para o país fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz se aproxima.


"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. [...] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", escreveu ele na rede Truth Social.


O prazo final estabelecido por Trump, para que o Irã feche um acordo e abra o Estreito de Ormuz — ou será fortemente bombardeado e enfrentará o “inferno” — está se esgotando.


O presidente americano definiu as 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília, desta terça-feira (7), (3h30 da manhã de quarta-feira (8), horário de Teerã), como o prazo final para um acordo.


No entanto, ele já fez ultimatos semelhantes em diversas ocasiões nas últimas semanas, adiando o prazo a cada vez. E a ameaça é altamente controversa, com muitos apontando que atacar infraestrutura civil configura crime de guerra.


Relembre o que Trump disse

O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem repleta de palavrões, renovando as ameaças de bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz – um ponto de estrangulamento crucial no comércio global de energia.


Falando novamente na segunda-feira (6), Trump afirmou que os EUA têm um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça-feira. "Quero dizer, demolição completa até meia-noite", disse o líder americano.


Ele já havia ameaçado atingir outras infraestruturas iranianas, incluindo poços de petróleo e usinas de dessalinização de água.


Resposta do Irã

Até o momento, Teerã respondeu publicamente com desafio, com um comandante militar classificando as ameaças de Trump como “infundadas” e “delirantes” nesta terça-feira.


“Se os ataques contra alvos não civis se repetirem, nossa resposta retaliatória será muito mais enérgica e em uma escala muito maior”, alertou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, utilizado pelas forças armadas iranianas.


Na segunda-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã instou os americanos a responsabilizarem seu governo pelo que descreveu como uma "guerra injusta e agressiva" contra o Irã.


Ameaça de Trump seria um crime de guerra?

Atacar infraestruturas civis críticas pode ser considerado um crime de guerra. Objetos indispensáveis ??à sobrevivência de uma população – incluindo estações de tratamento de água – são proibidos como alvos militares pelas Convenções de Genebra.


A infraestrutura poderia ser considerada um alvo válido se tivesse dupla utilização pelas forças armadas do Irã. Mas Trump ameaçou não apenas explodir algumas usinas de energia do Irã; ele ameaçou explodir todas elas.


“Há muitos ex-advogados militares e juristas que têm hesitado em afirmar que qualquer bombardeio contra infraestrutura civil constitui um crime de guerra, porque existem casos em que isso é permitido. Mas a retórica do presidente neste fim de semana, para mim e acredito que para muitos outros, mudou nossa opinião sobre isso”, disse Margaret Donovan, ex-advogada do Corpo Jurídico do Exército dos EUA.


“Estamos testemunhando basicamente uma ameaça direta a algo que sabemos que será catastrófico para os civis.”


Diversos países entraram em contato com o governo Trump em caráter privado para alertá-los sobre tais ataques, mas a maioria até agora evitou repreender publicamente o presidente americano.


Entre eles, estão algumas nações do Golfo que agora temem que o Irã possa atacar sua infraestrutura civil em retaliação, segundo fontes regionais.


O governo Trump minimizou essas preocupações, com a Casa Branca afirmando na semana passada que os EUA "sempre" seguiriam o direito internacional.


Questionado sobre o assunto na segunda-feira (6), Trump disse que não estava preocupado e que o verdadeiro crime de guerra era "permitir que o Irã tivesse uma arma nuclear".


Teerã já acusou os Estados Unidos e Israel de atacarem infraestrutura civil, com o bombardeio da importante ponte B1, nos arredores da capital iraniana, na sexta-feira (3), e a usina nuclear de Bushehr, no Irã, sendo atingida por projéteis diversas vezes nas últimas semanas.


Como estão as negociações?

Trump afirmou na segunda-feira que o Irã é um "participante ativo e disposto" nas negociações para um possível fim da guerra e que as conversas com os intermediários estão "indo bem".


A CNN noticiou anteriormente, também na segunda-feira, que Paquistão, Egito e Turquia têm atuado como mediadores entre os EUA e o Irã, mas que as negociações indiretas foram interrompidas na semana passada e que os esforços para um encontro presencial parecem ter chegado ao fim.


Mas os esforços diplomáticos encontraram um grande obstáculo na segunda-feira, depois que nenhum dos lados concordou com uma proposta de última hora para um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, elaborada por países que trabalham para pôr fim à guerra.


Trump chamou a proposta de um “passo significativo”, mas disse que “não é suficiente”, acrescentando que ele é a única pessoa que pode determinar se haverá um cessar-fogo.


Enquanto isso, o Irã rejeitou a proposta, afirmando que uma pausa nos combates permitiria que os adversários se preparassem para a continuação do conflito.


Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã enviou uma resposta de dez pontos, pedindo o fim permanente da guerra “de acordo com as considerações do Irã”. (Com CNN)

Capacitação de professores fortalece Educação Especial em Campo Grande

 

                                             Divulgação





Entre os dias 6 e 8 de abril, profissionais da Educação Especial da Rede Municipal de Ensino (Reme) participam de uma formação voltada ao fortalecimento das práticas inclusivas nas escolas municipais de Campo Grande.

Realizada no Centro de Formação da Semed (Cefor), a iniciativa reune cerca de 129 integrantes das equipes técnico-pedagógicas e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco no alinhamento das ações e na qualificação do atendimento aos estudantes.


Na prática, a formação tem aproximado os profissionais e fortalecido o trabalho nas unidades escolares. A técnica da Educação Especial da região Imbirussu, Renata Teixeira, destaca a troca mais próxima entre as equipes.


“O primeiro encontro foi mais voltado ao acolhimento e à conversa. Agora, ao longo da semana, estamos trabalhando por região, com cada técnico atendendo os coordenadores de sua área, desenvolvendo os Planos Educacionais Individualizados (PEI) e realizando estudos de caso. É um momento de troca mais próxima, para tirar dúvidas e também acolher”, relatou.


A organização por regiões permite um acompanhamento mais direto das demandas de cada escola, tornando o processo mais eficiente.


Segundo a coordenadora do Centro Municipal de Educação Especial Inclusiva, Tânia Maria Filiú de Souza, o avanço reflete uma mudança na forma de atuar da rede.


“Campo Grande está com um novo olhar para a Educação Especial. Com a presença do coordenador focal nas escolas, conseguimos atender e acolher melhor as famílias e os estudantes, além de dar suporte aos professores e demais profissionais envolvidos”, afirmou.

Cerca de 18% dos postos franceses não têm combustível, diz ministra

 

                                              Reprodução


A ministra da Energia da França, Maud Bregeon, afirmou que cerca de 18% dos postos franceses estão com falta de algum tipo de combustível na manhã desta terça-feira (7).


A gigante petrolífera francesa TotalEnergies estabeleceu um teto para seus preços de varejo na França, abaixo do que outras mar111111111cas cobram, o que levou a problemas de abastecimento em alguns postos, disse ela em uma entrevista ao canal de notícias BFM TV.


Não há nenhum problema geral de abastecimento, disse ela, apenas um problema de logística devido às mudanças na demanda.


(Reuters)


DOURADOS Juventude AG vence Instituto SET e avança na Copa do Brasil de Futsal

 

                                              Marcelo Berton



O reencontro do Juventude AG com a torcida de Dourados em uma competição nacional foi em grande estilo. Com o Ginásio Municipal Ulysses Guimarães lotado, o JAG recebeu o Instituto SET pela rodada de volta da primeira fase e voltou a vencer, agora por 6 a 1. Na ida, em Anápolis (GO), o placar foi 7 a 1.


Na segunda fase, o time de Dourados enfrenta o Fridas Futsal-DF que, na primeira fase, eliminou o Luverdense-MT com vitória em casa por 8 a 0 e empate, fora, em 1 a 1. A Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) divulga datas dos jogos nos próximos dias.


Gols


A torcida lotou todas as dependências disponíveis do Ginásio Municipal para acompanhar o primeiro jogo do Juventude AG em casa na temporada 2026. O time douradense quase marcou no início com Mauá, que carimbou o travessão adversário. Com três minutos de bola rolando, saiu o primeiro gol que teve boa jogada de Nathan pela esquerda que tocou para Joãozinho abrir o placar. Em seguida, foi a vez de Magrelo acertar a trave e quase marcar o segundo.


A vantagem aumentou com 13 minutos. Jogada de Joãozinho que deu passe para Wellington apenas escorar para rede e fazer 2 a 0. Faltando 15 segundos, saiu o terceiro, o mais bonito da partida. Joãozinho recebeu no meio, enfileirou adversários até tocar com categoria na saída do goleiro. A bola ainda bateu na trave antes de morrer na rede.


No segundo tempo, o técnico João Carlos Banana aproveitou para rodar o time e o quarto gol saiu com 12 minutos de jogo, marcado por Nathan, aproveitando boa troca de passes. Em seguida, Nathan puxou o ataque e deu passe para o gol de Wellington. O time goiano aproveitou um erro na saída de bola do JAG para marcar o gol de honra, com Pequeno. Faltando dois minutos, Ayran acertou um belo chute de média distância para fechar o placar em 6 a 1.


LNF


Agora, o Juventude AG se concentra em mais uma partida da LNF Silver, a primeira como mandante. No próximo sábado (11), às 19h30, os douradenses recebem o Joaçaba Futsal-SC, uma das equipes de maior investimento e favorita para conquistar uma das vagas de acesso.


Para o jogo, o preço do ingresso é de R$ 20, com meia entrada por R$ 10. Haverá sorteio de brindes para os torcedores presentes no Ginásio Municipal.

Feirão da AACC-MS tem 8 mil itens com valor único de R$ 5

 



                                             Foto: Marcelo Victor


Feirão do Cincão’, promovido pela Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS), ocorre nesta terça (7) e quarta-feira (8), das 8h às 17h (sem pausa para o almoço), na sede da associação, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.


Com preço único de R$ 5 cada, mais de 8 mil itens estarão em liquidação: roupas, calçados, brinquedos, acessórios e utensílios domésticos. As peças estão em excelente estado de conservação e boas condições de uso.


Com isso, é possível economizar e ainda ser solidário.


As formas de pagamento aceitas são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com opção de parcelamento para compras a partir de R$ 100.



Além dos produtos à venda por R$ 5, os visitantes poderão aproveitar as ofertas no Bazar e Brechó fixos da AACC/MS, que estão com 30% de desconto em peças.


O dinheiro arrecadado é revertido em pagamento das contas básicas da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.


O valor arrecadado neste evento também será direcionado para custear a reforma completa na Casa de Apoio, garantindo mais conforto e estrutura para as famílias acolhidas durante o período de tratamento das crianças.


O evento é realizado no mínimo três vezes por ano e atrai uma multidão, com pessoas madrugando nas filas. Recomenda-se levar itens como água, protetor solar e chapéu.


AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.


Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.


A Casa de Apoio oferece:


Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino

Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias

Transporte

Atendimentos Multiprofissionais

Serviço Social

Atividades lúdico-pedagógicas

Salão de Beleza

De acordo com a AACC-MS, em 2025, a instituição:


Atendeu 323 pacientes

Realizou 17.910 atendimentos multiprofissionais nas áreas de Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Odontologia, Fisioterapia, Enfermagem, além de atividades em espaços como salão de beleza e brinquedoteca

Ofereceu 31.676 refeições

Hospedou 6.346 pessoas

Distribuiu 1.525 cestas básicas e assistenciais

Infarto mata padre antes da missa de Páscoa no litoral de SP

 

                                                O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo, 5, de Páscoa. Ele era vigário paroquial em Cubatão (SP) (Foto: Reprodução/Redes sociais)



O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo, 5, de Páscoa, após se sentir mal e ser levado para o pronto-socorro.


O caso aconteceu em Cubatão, no litoral de São Paulo, pouco antes do padre rezar a Santa Missa pela manhã.


Segundo a Diocese de Santos, responsável pela paróquia de Cubatão, o padre sofreu um infarto e chegou a ser socorrido, sendo levado para o  Pronto-Socorro de Humaitá, em São Vicente, mas não resistiu a um infarto agudo do miocárdio causado por hipertensão arterial sistêmica.


O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo, 5, de Páscoa, após se sentir mal e ser levado para o pronto-socorro. O caso aconteceu em Cubatão, no litoral de São Paulo, pouco antes do padre rezar a Santa Missa pela manhã.


Segundo a Diocese de Santos, responsável pela paróquia de Cubatão, o padre sofreu um infarto e chegou a ser socorrido, sendo levado para o  Pronto-Socorro de Humaitá, em São Vicente, mas não resistiu a um infarto agudo do miocárdio causado por hipertensão arterial sistêmica. (Com Portal Terra)

Equipes de hospitais são capacitadas para nova política estadual e reforça gestão e financiamento no SUS

 

                                              Foto: André Lima



Oficina reúne gestores e equipes técnicas para alinhar regras, contratos e execução da política hospitalar


A SES (Secretaria de Estado de Saúde) realizou na semana passada uma oficina de capacitação sobre a PEHOSP (Política Estadual de Atenção Hospitalar), reunindo gestores e equipes técnicas de hospitais de todo o estado. O encontro foi dividido em dois dias, com foco específico para unidades de gestão estadual e, posteriormente, para aquelas de gestão municipal.


A Superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, destacou que o principal objetivo da oficina foi detalhar a política e padronizar sua aplicação. “Estamos apresentando item por item da política, desde as regras de financiamento até o que será avaliado pela auditoria e pela vigilância sanitária”.


Segundo ela, o momento é decisivo para consolidar a implementação. A política já começou a ser executada, com faturamento em andamento e início do monitoramento. Agora é o momento de alinhar tudo e tirar as últimas dúvidas”.


A oficina foi estruturada para atender as diferentes realidades dos municípios. No primeiro dia, participaram hospitais de gestão estadual, em sua maioria de menor porte. Já o segundo dia foi voltado aos municípios com gestão plena.


O auditor e coordenador de controle de serviços de saúde da SES, Vinícius Carvalho, explicou a estratégia. “No primeiro trabalhamos com unidades sob gestão estadual, onde o controle é direto da Secretaria. No segundo dia, o foco são os municípios, que possuem autonomia na auditoria”.


Ele reforçou o objetivo do treinamento. “Queremos garantir que a política seja implementada de forma completa, sem dúvidas, para que traga os resultados esperados”.


Nova política exige adequações nos hospitais


Durante a oficina, também foram abordadas as mudanças operacionais exigidas pela política, especialmente para unidades que aderiram ao novo modelo. A superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso destacou que a capacitação abordou diferentes áreas da assistência hospitalar. “Trabalhamos a aplicação da política em várias frentes, incluindo hospitais com atendimentos cirúrgicos, que precisarão se adequar às novas regras”.


Um dos pontos centrais da política é a implantação do NIR (Núcleos Internos de Regulação), responsáveis por organizar o funcionamento dos hospitais. “O NIR gerencia leitos, taxa de ocupação, cancelamentos e cumprimento de metas, garantindo que o hospital atenda aos critérios contratados com a Secretaria”, explicou Maria Angélica.


A oficina faz parte de uma série de ações iniciadas ainda no começo do ano. Em janeiro, a SES realizou uma capacitação online após a assinatura dos contratos, seguida por encontros técnicos ao longo dos meses. Agora, com a política em execução, o foco está na aplicação prática e no monitoramento dos resultados.

PrefCG aposta em tecnologia e apresenta robô humanoide na Expogrande

 



A 86ª edição da Expogrande 2026 começa na próxima quinta-feira (9) e a Prefeitura de Campo Grande marcará presença pelo quarto ano consecutivo, com um estande especial de serviços. O evento, considerado uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, reúne produtores, empresários e autoridades em um ambiente voltado para negócios, inovação e networking.


O estande da Prefeitura vai funcionar diariamente em horários alternados, entre os dias 9 e 18 de abril, consolidando-se como um espaço interativo que reúne serviços à população, palestras, atividades culturais, apresentações tecnológicas e workshops. A programação tem início já no primeiro dia com uma blitz educativa sobre maus-tratos a animais, promovida pela Superintendência do Bem-Estar Animal.


Entre os destaques está a apresentação de um robô humanoide, no dia 15 de abril, iniciativa da Agetec, com tecnologia educacional desenvolvida pelo Senai em parceria com a Fiems. No mesmo dia, às 17h, o estande recebe o painel sobre o uso da tecnologia nas políticas públicas do agronegócio, com o especialista Daniel Mamoré.


Ainda no dia 15, às 14h40, a prefeita Adriane Lopes participa de uma reunião estratégica com representantes do Google, reforçando o compromisso do município com a inovação e a modernização da gestão pública.


Para a prefeita Adriane Lopes, a participação no evento vai além da visibilidade institucional. “Participar da Expogrande é uma oportunidade estratégica de estar próximo da população e dos setores produtivos. Nosso estande é um espaço vivo, de troca, inovação e construção de políticas públicas. Estar em uma feira desse porte reforça nosso compromisso com o desenvolvimento de Campo Grande, conectando tecnologia, cultura e oportunidades para todos”, destacou.


A importância da presença do município também é reforçada pelo presidente da Acrissul, Guilherme de Barros Bumlai. “A presença da Prefeitura de Campo Grande na Expogrande é fundamental. A feira não é apenas um evento do agro, ela movimenta a economia, gera empregos e conecta o campo à cidade. Ter o município como parceiro reforça esse elo e amplia o alcance dos resultados para toda a população.”


Também serão ministrados cursos práticos, como os de reprodução de equinos e bovinos, além de feira de economia criativa e ações voltadas ao empreendedorismo feminino, com destaque para o talk show com mulheres empreendedoras no dia 11 de abril.


Nacionalmente reconhecida pela produção agropecuária e pelo papel estratégico na cadeia produtiva, Campo Grande possui um Produto Interno Bruto (PIB) que chegou a R$ 40 bilhões em 2025.


Trajetória


Desde a primeira participação, em 2023, a Prefeitura tem ampliado sua presença com serviços gratuitos, capacitações, atendimentos itinerantes e iniciativas voltadas à inclusão produtiva. Ao longo dos anos, o espaço já recebeu ações como o Emprega CG, oficinas culturais, atendimentos sociais e atividades educativas, fortalecendo o vínculo com a população dentro de um dos maiores eventos do Estado.


Com uma programação diversificada e foco em inovação, a participação da Prefeitura na edição de 2026 reafirma o papel do poder público na construção de uma cidade mais moderna, conectada e preparada para o futuro.

Funsat oferece 1.007 vagas de emprego nesta terça-feira (7)

 




A Fundação Social do Trabalho de Campo Grande oferece, nesta terça-feira (7), 1.007 oportunidades de emprego para a população de Campo Grande. As vagas contemplam 110 funções diferentes e atendem a diversos níveis de escolaridade e experiência, ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho.


O atendimento ao público acontece das 7h às 16h, com encaminhamentos realizados conforme o perfil do candidato e a demanda das empresas parceiras. Entre as áreas com maior número de vagas estão auxiliar de limpeza (107), operador de caixa (88), auxiliar de padeiro (71), repositor de mercadorias (58) e auxiliar operacional de logística (50), além de oportunidades para ajudante de carga e descarga, auxiliar de cozinha e atendente de padaria.


Para quem busca o primeiro emprego ou recolocação sem experiência, a Fundação disponibiliza 638 vagas em 51 funções. Entre elas, destacam-se operador de caixa (86), auxiliar de limpeza (77), auxiliar de padeiro (71), repositor de mercadorias (58) e atendente de padaria (30), além de oportunidades para atendente de lanchonete, auxiliar de cozinha e alimentador de linha de produção.


Também há vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), com 12 oportunidades distribuídas em funções como auxiliar de limpeza, auxiliar de linha de produção, empacotador, motorista de caminhão, porteiro e repositor de mercadorias.


Já para contratações temporárias, são ofertadas 11 vagas, sendo 10 para garçom e uma para cozinheiro geral, atendendo demandas específicas do setor de serviços.


Os interessados devem procurar a sede da Funsat, levando documentos pessoais com foto e carteira de trabalho. A orientação é que os candidatos mantenham o cadastro atualizado para facilitar o encaminhamento às vagas disponíveis.


A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Campo Grande em promover oportunidades de emprego e renda, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do município.

Sarampo preocupa profissionais da saúde, mas retorno da doença ao Brasil pode ser evitado

 

                                             Folhapress


  • Registros de 38 casos em 2025 e de dois casos em 2026 evidenciam o risco de a doença voltar ao Brasil

  • Em 2019, o certificado de eliminação da doença conquistado em 2016 foi revogado




Os registros de 38 casos de sarampo em 2025, entre adultos e crianças, e de dois casos em 2026, todos importados de outros países, evidenciam o risco de a doença voltar ao Brasil.


Esse retrocesso não seria novidade. Em 2019, após 12 meses de transmissão sustentada da enfermidade em território nacional, o certificado de eliminação da doença conquistado em 2016 foi revogado. À época, a reintrodução do vírus foi resultado da combinação entre as baixas coberturas vacinais, sobretudo em algumas regiões do país que concentraram bolsões de indivíduos não vacinados, e a entrada de pessoas não imunizadas vindas do exterior.


Os índices de vacinação evoluíram de forma significativa desde então, em especial se comparados aos de 2020 e 2021, auge da pandemia de Covid-19. No entanto, até hoje não conseguimos alcançar a meta de 95% para as duas doses da vacina tríplice viral, que além do sarampo previne a caxumba e a rubéola. Isso deixa o Brasil suscetível à doença, notadamente em um contexto de alta circulação do vírus em países próximos.


De acordo com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), entre 2025 e a segunda semana de 2026 foram confirmados 15.922 casos de sarampo nas Américas, alta de 32 vezes em relação a 2024. Quase 95% dos episódios (15.084) ocorreram nos Estados Unidos, México e Canadá, sedes da próxima Copa do Mundo, em junho de 2026. Estima-se que a competição receberá 7 milhões de pessoas, incluindo milhares de brasileiros. A Bolívia, origem dos casos recentes no Brasil, ocupa a quarta posição no ranking.


Cenário exige atenção

Para evitar possíveis surtos e a eventual perda do status de país livre do sarampo, é necessário atuar em três frentes: aumento da vacinação (incluindo o resgate de adultos com esquemas irregulares), vigilância epidemiológica e resposta rápida diante de casos suspeitos. Nesse sentido, embora sempre seja possível evoluir, vale elogiar o trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde nos últimos anos.


A pasta tem investido em campanhas de multivacinação para a atualização da caderneta de crianças e adolescentes, busca ativa de não vacinados, vacinação escolar e em comunicação, item fundamental para aumentar a adesão. A presença na internet se tornou mais forte, com linguagem próxima do público jovem, e o Zé Gotinha passou a participar de grandes eventos e protagonizar estratégias nas redes sociais.


A identificação e resposta a casos também têm sido efetiva. Entre outras ações, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) manteve por três semanas uma equipe no município de Campos Lindos, no Tocantins, que concentrou aproximadamente 60% dos casos de sarampo no Brasil em 2025. O trabalho em parceria com as equipes locais, que incluiu a identificação de comunicantes e vacinação de bloqueio, impediu que a cadeia de transmissão se expandisse. Medidas semelhantes foram adotadas em outros episódios.


O sarampo já esteve entre as principais causas de mortalidade infantil no país, mas foi controlado progressivamente a partir da década de 1990 e eliminado em duas ocasiões: 2016 e 2024. Por estar entre os vírus mais contagiosos —uma pessoa infectada pode transmitir para até 18 pessoas suscetíveis—, o risco de reintrodução é real.


A vacinação é a principal ferramenta preventiva. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece a vacina gratuitamente, em duas doses, para crianças a partir de 12 meses a para adultos com menos de 30 anos de idade. Dos 30 aos 59 anos, é disponibilizada uma dose. Quem não tem certeza se já foi vacinado ou têm dúvidas se completou o esquema deve regularizar o calendário de acordo com a faixa etária. Mais do que a proteção individual, a vacinação é um ato de cuidado com quem não pode se vacinar, como crianças menores de 6 meses e imunodeprimidos.

Mônica Levi

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e Membro da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização do Programa Nacional de Imunizações


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