terça-feira, 1 de setembro de 2026

Trump diz estar revisando posição dos EUA sobre soberania das Malvinas

 

                                              branden Smialowski/AFP

  • Declaração do americano é a primeira que trata do assunto publicamente, após vazamento de email em abril
  • 'Sempre reviso cada posição, essa é apenas uma de muitas', afirmou; aliado de Milei usa tema para pressionar Londres



O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira (31) que não descarta revisar a posição de neutralidade de seu país em relação à soberania das Ilhas Malvinas.


Os Estados Unidos reconhecem que o Reino Unido administra de fato o arquipélago, mas não se pronunciam estritamente sobre a sua soberania, reivindicada pela Argentina, hoje governada pelo seu aliado Javier Milei.


O governo Trump estaria disposto a revisar essa posição, a fim de pressionar o Reino Unido a aumentar seus gastos militares, indicou na semana passada o jornal britânico Daily Telegraph.



Sempre reviso cada posição, essa é apenas uma de muitas", disse Trump na Casa Branca, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto. Indagado se gostaria que o governo do novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, aumentasse seus compromissos de gastos atuais, o americano respondeu que "o Reino Unido tem alguns problemas, mas eles serão resolvidos".


Em abril, quando surgiram os primeiros rumores sobre uma possível revisão após o vazamento de um email sobre o tema, o Departamento de Estado americano disse que sua posição sobre as ilhas continuava sendo de neutralidade. Mas a revisão do Pentágono, que busca fazer com que os aliados dos EUA alcancem um objetivo de gastos com defesa de 5%, colocaria essa postura em xeque.


Questionado pela Reuters sobre o email na ocasião, o secretário de Imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, repetiu o que Trump vinha afirmando. "Apesar de tudo o que os EUA fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estiveram presentes para nós", afirmou.


"O Departamento de Guerra garantirá que o presidente tenha opções viáveis para assegurar que nossos aliados deixem de ser apenas figuras decorativas e passem a fazer a sua parte. Não temos mais comentários a fazer sobre quaisquer deliberações internas a esse respeito", completou.


O contexto não era apenas de pressão pelo aumento de gastos militares, mas também de insatisfação do republicano com aliados ocidentais que não se juntaram a Washington na guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro.


Inicialmente, Londres, ainda sob Keir Starmer, vetou o uso de bases militares britânicas pelos EUA no conflito, mas depois mudou de posição.


Quatro décadas após o conflito, a tensão entre Reino Unido e Argentina continua alta. A guerra deixou 649 argentinos, 255 britânicos e 3 habitantes das ilhas mortos.


Inicialmente, o então presidente americano, Ronald Reagan, adotou uma postura neutra, mas, após o fracasso das negociações de paz, Washington forneceu apoio militar e de inteligência ao Reino Unido.


Lá Fora

Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo





O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira (31) que não descarta revisar a posição de neutralidade de seu país em relação à soberania das Ilhas Malvinas.


Os Estados Unidos reconhecem que o Reino Unido administra de fato o arquipélago, mas não se pronunciam estritamente sobre a sua soberania, reivindicada pela Argentina, hoje governada pelo seu aliado Javier Milei.


O governo Trump estaria disposto a revisar essa posição, a fim de pressionar o Reino Unido a aumentar seus gastos militares, indicou na semana passada o jornal britânico Daily Telegraph.



Sempre reviso cada posição, essa é apenas uma de muitas", disse Trump na Casa Branca, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto. Indagado se gostaria que o governo do novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, aumentasse seus compromissos de gastos atuais, o americano respondeu que "o Reino Unido tem alguns problemas, mas eles serão resolvidos".


Em abril, quando surgiram os primeiros rumores sobre uma possível revisão após o vazamento de um email sobre o tema, o Departamento de Estado americano disse que sua posição sobre as ilhas continuava sendo de neutralidade. Mas a revisão do Pentágono, que busca fazer com que os aliados dos EUA alcancem um objetivo de gastos com defesa de 5%, colocaria essa postura em xeque.


Questionado pela Reuters sobre o email na ocasião, o secretário de Imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, repetiu o que Trump vinha afirmando. "Apesar de tudo o que os EUA fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estiveram presentes para nós", afirmou.


"O Departamento de Guerra garantirá que o presidente tenha opções viáveis para assegurar que nossos aliados deixem de ser apenas figuras decorativas e passem a fazer a sua parte. Não temos mais comentários a fazer sobre quaisquer deliberações internas a esse respeito", completou.


O contexto não era apenas de pressão pelo aumento de gastos militares, mas também de insatisfação do republicano com aliados ocidentais que não se juntaram a Washington na guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro.


Inicialmente, Londres, ainda sob Keir Starmer, vetou o uso de bases militares britânicas pelos EUA no conflito, mas depois mudou de posição.


Quatro décadas após o conflito, a tensão entre Reino Unido e Argentina continua alta. A guerra deixou 649 argentinos, 255 britânicos e 3 habitantes das ilhas mortos.


Inicialmente, o então presidente americano, Ronald Reagan, adotou uma postura neutra, mas, após o fracasso das negociações de paz, Washington forneceu apoio militar e de inteligência ao Reino Unido.


Lá Fora

Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo



AFP   Reuters

Nenhum comentário:

Postar um comentário