Marilei Pereira de Souza tinhade 44 anos. (Foto: Reprodução)
A execução de Marilei Pereira de Souza, de 44 anos, no portão da própria casa, em Maracaju, pode estar ligada à disputa entre facções criminosas.
A Polícia Civil apura se o assassinato ocorrido na tarde de terça-feira (1º) foi uma retaliação envolvendo o filho da vítima.
Uma das linhas investigadas considera a possibilidade de o crime ter sido ordenado por integrantes do Comando Vermelho.
A suspeita passa por Armando de Souza Barbosa, conhecido como “Tiu”, filho de Marilei e apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo rival.
A motivação ainda não foi oficialmente definida. A Polícia Civil, no entanto, informou que o homicídio ocorreu em um contexto que envolve organização criminosa.
Criminoso chamou vítima no portão
Marilei estava sozinha em casa, na Rua Castro Alves, próximo ao cruzamento com a Rua Alan Kardec, no Bairro Ilha Bela I, quando o autor chegou. O marido havia saído para levar o enteado à escola.
O criminoso teria chamado pela moradora e esperado que ela fosse até o portão. Assim que Marilei apareceu, foi atingida por um tiro no rosto.
Ao voltar para casa, o marido relatou ter visto um homem deixando a região em uma Honda Biz verde. Em seguida, encontrou a mulher caída no quintal. Ela morreu antes de receber atendimento.
Ataque dias antes é investigado
A execução ocorreu poucos dias depois de Armando ser preso por suspeita de tentar matar três homens na Vila Juquita, também em Maracaju.
O ataque aconteceu na manhã de sexta-feira (28) e foi registrado por câmeras de monitoramento. As imagens mostram três homens em uma motocicleta com placa paraguaia sendo perseguidos por Armando, que também estaria em uma moto.
Durante a perseguição, foram feitos vários disparos. Nenhum dos três foi atingido, mas eles caíram da motocicleta após uma colisão e continuaram a fuga a pé. Nas imagens, Armando ainda aparece efetuando tiros e fazendo referências ao PCC.
Ele foi preso pela PM (Polícia Militar) na noite do mesmo dia. Segundo o registro policial, na residência foram apreendidos um revólver calibre .38 com seis munições intactas, sete porções de cocaína e R$ 410.
Agora, os investigadores trabalham para esclarecer se o assassinato de Marilei foi uma resposta ao ataque ocorrido dias antes. A hipótese de retaliação entre grupos criminosos ainda precisa ser confirmada pela investigação.

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