sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Conselho do Agronegócio da Fiesp debate uso de IA

 

                                            Divulgação FIesp


Tereza Cristina aponta conectividade, capacitação profissional e segurança jurídica dos dados como pilares de transição

O Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp realizou uma reunião nesta quarta-feira, 09/09, para discutir os desafios da agroindústria para transformar o uso crescente da inteligência artificial em aumento de produtividade. Na abertura do encontro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), presidente do colegiado, destacou o avanço da tecnologia no setor, que registrou um salto no uso de IA de 16,9% para 41,9% das propriedades. “A inteligência artificial no campo não é assunto de futuro. É assunto de agora”, definiu Tereza Cristina.


A presidente do Cosag ressaltou que a conectividade rural, a capacitação profissional e a segurança jurídica dos dados são pilares essenciais para essa transição tecnológica da produção agrícola. Em seguida, o vice-presidente da Stefanini Manufacturing, Gustavo Guimarães Brito, apontou a necessidade de escalabilidade da IA para transformar os processos produtivos e promover tomadas de decisão orientadas por dados.


Ainda sob a perspectiva da tecnologia, o sócio e consultor na área agrícola da KPMG, Martiniano Lopes, citou a disseminação do conceito de empresas autônomas guiadas por agentes inteligentes e frisou a importância da qualidade das bases de dados e do desenvolvimento das equipes para garantir a viabilidade deste modelo de gestão.


Na área operacional, o diretor-presidente da Brasil Agro, André Guillaumon, que também integra o Cosag, detalhou a experiência da empresa com o monitoramento por telemetria, que permitiu reduzir em cerca de 20% o consumo de combustível nas máquinas. Guillaumon defendeu a elaboração de políticas públicas para democratizar o acesso à conectividade e às novas tecnologias para pequenos e médios produtores.


Por fim, a pesquisadora Nathalie Gazzaneo, especialista no desenvolvimento de políticas públicas da OpenAI, apresentou dados indicando que a IA pode gerar um impacto econômico de mais de R$ 48 bilhões no agronegócio brasileiro até 2030, impulsionado principalmente pelo ganho de eficiência no uso do capital, mas também por um aumento da produtividade.


Com informações do site da Fiesp

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