segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Consultoria: Produtor deve evitar venda apressada de milho

 

                                           Foto: Pixabay



A estratégia para o mercado de milho deve priorizar proteção de margens, vendas escalonadas e compras graduais diante de um cenário ainda firme. Segundo análise da TF Agroeconômica, a recente queda em Chicago foi causada principalmente pela realização de lucros dos fundos e pela melhora temporária do clima nos Estados Unidos, sem mudança relevante nos fundamentos.



Para os produtores, a orientação é evitar vendas concentradas durante a correção. A recomendação é aproveitar recuperações próximas de 480 a 485 centavos de dólar por bushel para negociar parte da produção de forma escalonada e manter algum volume armazenado, já que os preços podem ganhar força no segundo semestre.


As cooperativas devem intensificar operações de hedge para proteger as margens dos cooperados e usar momentos de recuperação para originar milho destinado ao mercado interno e à exportação. O armazenamento de grãos de melhor qualidade também pode garantir prêmios durante a entressafra.


Para as cerealistas, a indicação é recompor estoques gradualmente nos períodos de recuo e evitar posições excessivamente vendidas. A cautela se apoia nos riscos climáticos nos Estados Unidos, nas incertezas logísticas no Mar Negro e na demanda internacional aquecida.


As indústrias de ração e etanol podem aproveitar as baixas recentes para ampliar parcialmente a cobertura de matéria-prima. Adiar totalmente as compras aumenta a exposição a uma possível valorização. Mesmo com o avanço da colheita brasileira e a maior oferta no curto prazo, a demanda doméstica, as exportações recordes dos Estados Unidos e a redução da produção europeia mantêm a perspectiva de alta lenta e firme ao longo do segundo semestre.


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